Energias Renováveis


UE: Dez países liberalizam mercado energético a 1 de Julho
Junho 30, 2007,
Arquivado como: Economia da Energia

Um total de dez países da União Europeia vão liberalizar os seus mercados energéticos a partir de amanhã, juntando-se assim aos 13 que já o fizeram.

França, Luxemburgo, Eslováquia, Eslovénia, Lituânia, Irlanda, Hungria, Polónia, Bulgária, Roménia são os dez países que vão os seus mercados do gás e electricidade à concorrência.

Itália, que já liberalizou o mercado do gás, abrirá o da electricidade na segunda-feira à semelhança da Letónia e Grécia. A Suécia e a Estónia também se mostram abertos a liberalizar os mercados.

Bruxelas considera a energia como um sector de interesse geral a que o cidadão europeu deve ter acesso. Os países deverão então adoptar medidas que garantam o sucesso, com preços «razoáveis e transparentes».

Dinheiro Digital



Portugal palco de conferência mundial de engenharia oceânica e energia das ondas

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Engenharia offshore e oceânica, tendo em vista a exploração dos recursos oceânicos, como os hidrocarbonetos e energias renováveis, com o intuito de promover o avanço da ciência, tecnologia e engenharia offshore, oceânica e polar através da cooperação internacional, eis os principais temas da Conferência internacional ISOPE07, que decorre de 1 a 6 de Julho, em Lisboa.
A conferência é organizada pela International Society of Offshore and Polar Engineering (ISOPE), prestigiada sociedade científica norte-americana, e tem como organizadores locais o Instituto Superior Técnico (IST) e o Centro de Energia das Ondas (WavEC), os quais realizam em conjunto um evento internacional que tem lugar anualmente e rotativamente num país da Europa, América e Ásia.

De acordo com o IST, mais de 600 especialistas de 48 países da Europa, América e Ásia estarão em Lisboa para analisar e discutir temas como Energia Eólica Oceânica; Ambiente Polar; Engenharia Geotécnica e GeoAmbiental; Engenharia de Costa; e Terramotos e Engenharia, entre muitos outros.

Mais informação em www.isope.org



Bio-Cool: a documentary about biodiesel
Junho 29, 2007,
Arquivado como: Biocombustíveis, Videos



Turbina eólica mais alta do mundo na Alemanha
Junho 29, 2007,
Arquivado como: Energia Eólica

De acordo com a «Constructalia», o portal do aço para a construção, foi contrída na Alemanha, a turbina eólica mais alta do mundo, formada por mais de 300 toneladas de aço.

Construída pela empresa SeeBA em Laazow (Brandenburg, Alemanha), a turbina eólica FL 2500, recorde mundial de 160 m de altura, está a produzir energia.

A produção está estimada em 7 milhões de kWh por ano, suficiente para cobrir o consumo de 1.800 famílias de 4 pessoas. Na Europa, mais de metade da capacidade de geração de energia encontra-se na Alemanha e na Espanha.

Potência: 2,300 / 2,500 / 2,700 kW
Rotor 90 / 160 m
Altura da torre: 85 / 100 / 117 / 141 / 160 m 

A SeeBA Energiesysteme GmbH é uma empresa alemã fundada em 1997, que opera na área da energia renovável, primariamente energia eólica.

Para ver o filme da construção, clique aqui

Especificações em português (PDF)

A turbina de 2,5 MW existe com tamanhos de rotor de 80, 90 e 100 m para as diferentes condições de vento.

As torres tubulares em aço entre 65 e 100 m e os mastros em treliça até uma altura de 160 m permitem criar as condições necessárias para uma produção de energia eólica bastante rentável.

A instalação de base com uma potência de 2,5 MW está equipada com um rotor de 90 m de diâmetro.

Devido à elevada altura do cubo, é possível explorar de forma ainda mais rentável localizações de interior como, por exemplo, áreas florestais.

Como inovações existe agora também o tipo de construção compacta e integrada, e o conceito de grua de bordo, que permite a substituição de componentes sem necessidade de recorrer a uma grua dispendiosa.

in Fuhrlaender AG

via enGENIUM 2.0



A Frase
Junho 29, 2007,
Arquivado como: Biocombustíveis

“Sem investigações que garantam uma produção em grande escala de oleaginosas, o biodiesel nunca passará de uma aspirina que se dá a um tuberculoso”.

João Rodrigues, presidente da Iberol, 22-06-2007



Governo aprova programa de tectos de emissões de poluentes
Junho 28, 2007,
Arquivado como: Legislação

O Governo aprovou hoje o Programa dos Tectos de Emissões Nacionais (PTEN) até 2010 relativos ao dióxido de enxofre (SO2), aos óxidos de azoto (NOx, compostos orgânicos voláteis não metânicos) e à amónia.

Segundo o Governo, o PTEN pretende «definir a estratégia nacional para o cumprimento dos tectos de emissão destes poluentes».

Com esse programa, o executivo diz esperar contribuir «para a melhoria da qualidade do ar e da qualidade de vida das populações, dando cabal cumprimento às obrigações comunitárias assumidas por Portugal».

Para o Governo, o posicionamento nacional esperado em 2010, face aos tectos estipulados, será avaliado tendo em consideração «as estimativas de emissões de gases acidificantes e precursores de ozono e o potencial de redução dos instrumentos de políticas e medidas».

Diário Digital



Edifícios novos já vão precisar de certificação energética
Junho 28, 2007,
Arquivado como: Certificação Energética de Edifícios

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Os portugueses já estão acostumados com os códigos de letras que dizem se um electrodoméstico consome mais ou menos electricidade. O mesmo sistema de classificação começará a entrar em vigor na próxima semana para os edifícios.

Todos os imóveis com mais de mil metros quadrados de área útil, cujo projecto dê entrada nas câmaras municipais a partir de segunda-feira, terão de ter um certificado energético, quando estiverem prontos. Os cidadãos e as empresas disporão assim de mais um critério de escolha na compra ou aluguer de um imóvel.

O certificado vai além disso e assegura que os edifícios novos cumprem as normas de eficiência energética que estão em vigor já há um ano, entre elas, painéis solares obrigatórios.

Um a três por cento

A factura das novas normas pode não ser muito elevada. “Há dados estatísticos que apontam para um a três por cento de acréscimo no valor do imóvel”, afirma Alexandre Fernandes, director-geral da Agência para a Energia (Adene), entidade que gere o sistema de certificação. Esta estimativa ainda não está, porém, validada para Portugal.

O arranque do sistema é assinalado hoje numa cerimónia em Lisboa, presidida pelo ministro da Economia, Manuel Pinho. Antes, o ministro vai inaugurar um painel, na fachada de um edifício em construção, com o símbolo do sistema de certificação energética. O exemplo deverá ser replicado em outras obras.

O sistema de certificação vai entrar em vigor por fases, até 2009. Mesmo na primeira fase, os certificados só começarão a aparecer dentro de meses - quando forem pedidas as licenças de construção. “O sistema está preparado para dar tempo ao tempo”, afirma Alexandre Fernandes.

Quando estiver em velocidade de cruzeiro, serão emitidos de 150 mil a 200 mil certificados por ano. Uma parte, quatro a oito por cento, será auditada pela Adene.

Neste momento, há cerca de 200 peritos qualificados para a emissão dos certificados. No futuro, serão necessários cerca de dois mil.

Muitos temem que o sistema esbarre num sector fragmentado e conservador, como é o da construção civil. “É de facto um sector muito pesado, muito disperso que em muitos casos tem uma tradição de fazer mal”, afirma a arquitecta Lívia Tirone, da Agência Municipal de Energia e Ambiente Lisboa E-Nova.

Solução? “Muita informação, pois esta é uma das medidas mais inteligentes da União Europeia, porque põe na mão do consumidor a decisão sobre o desempenho energético da casa que vai adquirir.”

Leon Glicksman, especialista em eficiência energética no Massachusetts Institute of Technology (MIT), também diz que o sector da construção é “muito conservador”. Mas alerta que não é possível se desfazer de um edifício mal construído com a frequência com que se troca de automóvel. “Se errarmos, aguentamos as consequências por imenso tempo”, lembrou, num encontro que decorreu esta semana em Lisboa.

Ecosfera-Público



Investimentos ecológicos serão rentáveis a curto prazo
Junho 28, 2007,
Arquivado como: Energias Renováveis

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“Um ambiente instável poderá levar à instabilidade social e económica.” Esta frase de Gordon Brown, o próximo primeiro-ministro de Inglaterra, resume as preocupações que marcaram o colóquio “mercados financeiros e ambiente”, organizado pelo banco Best.

Do encontro, que encheu o pequeno auditório do Centro Cultural de Belém (CCB), a principal conclusão foi de que é necessário investir para salvar o planeta e que esse investimento pode dar dinheiro: aposte-se em energias renováveis, tratamento de resíduos ou em água.

Em complemento, há o investimento socialmente responsável, em empresas que trabalham para ajudar a desenvolver países de terceiro mundo e no apoio às suas populações, seja o investimento em infraestruturas ou em empresas que prestam serviços básicos. Com o crescimento dessas economias, os investimentos só podem dar bons retornos, dizem os especialistas.

“A sensibilidade para os problemas ambientais está a aumentar e a expandir-se por todo o planeta”, afirmou Nicolas Huber, director de investimento da DWS, gestora do Deutsche Bank.

Este gestor, tal como quase todos os que o precederam, considera que as empresas terão obrigatoriamente de caminhar no sentido de investir muito mais em ambiente, dadas as legislações que agora estão em vigor. “Quem poluir vai ter custos mais altos, devido às emissões de CO2 para a atmosfera”, acrescentou o mesmo gestor. O seu fundo, que vai entrar agora em Portugal, captou um investimento de 570 milhões de euros em apenas três meses junto de pequenos investidores na Alemanha. Isto demonstra bem a força do investimento ambiental.

A mesma opinião tem Sandy Christie, da BlackRock Merrill Lynch. O gestor considera que a importância das energias renováveis no mercado energético quase vai triplicar em 25 anos. Em 2004, o mercado das energias limpas valia o equivalente a dois mil milhões de barris de petróleo. Em 2030 vai atingir 5,5 mil milhões de barris de petróleo, ou 5,1% do mercado da energia. Para ele, as multas também serão um factor essencial para sustentar um maior investimento empresarial em medidas que protejam o ambiente.

Outro ponto fundamental para o mercado energético será a questão política. Os governos estão a ceder cada vez mais à pressão da opinião pública sobre as questões ambientais, com este ponto a alcançar cada vez mais importância na agenda política. Veja-se as cedências (se bem que limitadas) feitas pelos EUA quanto à aplicação de restrições à poluição ambiental.

Mira Amaral, antigo ministro da Indústria e Energia no Governo de Cavaco Silva, preferiu alertar para as restrições que acontecerão no mercado petrolífero. “A época do petróleo barato terminou e a substituição deste combustível pelo gás natural também não é a melhor hipótese”. Convidado a analisar a aplicação das energias renováveis a Portugal, Mira Amaral, gosta do potencial da energia eólica e da distribuição de células solares, mas chamou a atenção para a energia hidroeléctrica. “Desde Foz Coa que se esqueceu das potencialidades deste modo de produção”, considera.

Jornal de Negócios



Energia a partir das ondas do mar será gerada por bóias submarinas
Junho 28, 2007,
Arquivado como: Energia dos Oceanos

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A empresa AWS Ocean Energy desenvolveu a bóia submarina que retira energia das ondas a 50 metros abaixo da superfície. Segundo a empresa, como o equipamento é inteiramente subaquático, ele não sofre danos causados pelas tempestades como acontece com outros equipamentos que geram energia a partir das ondas, além de não interferir com a navegação.

As primeiras cinco bóias de teste serão ancoradas no fundo do mar no próximo ano, na costa da Escócia. A energia é gerada pela alteração na pressão que as ondas causam ao fazer subir e descer a coluna de água no interior das bóias.

Bóias submarinas

As bóias são ocas e cheias de um gás de alta compressão, que permite que a metade superior da bóia se mova para cima e para baixo. Quando uma onda passa sobre ela, na superfície, a água adicional armazenada no topo da bóia aumenta a pressão da água e a metade superior da bóia é pressionada para baixo.

Quando a onda se vai, a coluna de água é menor, baixando a pressão e fazendo com que a metade superior suba. É esse balanço de sobe-desce que movimenta o gerador no interior da bóia.

Segunda a empresa, a energia elétrica para abastecer uma cidade de 55.000 habitantes precisará de meio quilômetro quadrado de área do fundo do mar, coberta por 100 bóias submarinas.

Jornal do Meio Ambiente (Brasil)



Renováveis - Estatísticas Rápidas - Abril 2007
Junho 28, 2007,
Arquivado como: Artigos, Estudos e Estatísticas

O total da potência instalada renovável atingiu 7 123 MW, no final de Abril de 2007.

O aumento de 31 MW, relativamente a Março, verificou-se na potência instalada eólica.

A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, cresceu 37% no período de Janeiro a Abril de 2007, relativamente a igual período de 2006, verificando-se um crescimento menos acentuado que o do 1º trimestre, atendendo a que, em Abril, a produção hídrica decresceu 26%, relativamente ao mês homólogo de 2006. Os decréscimos mais acentuados verificaram-se nas bacias do Tejo (-72%) e Lima (-61%).
A produção eólica, de Janeiro a Abril de 2007, cresceu 59% relativamente a igual período de 2006. Em Abril a produção foi 23% superior à registada no mês homólogo do ano anterior, verificando-se um decréscimo acentuado da produção entre Março e Abril de acordo com a sazonalidade, como pode verificar-se no gráfico D.2.

Fazer Download das Estatísticas

Fonte: DGGE



Renováveis: apoios podem mudar
Junho 28, 2007,
Arquivado como: Energias Renováveis

O ministro da Economia, Manuel Pinho, considera que o facto da energia renovável ser fortemente subsidiada pelos governos da União Europeia é algo que deverá mudar.

Em declarações ao SOL, na sua deslocação a Washington, Manuel Pinho diz que «o nível de subsidiação tem vindo a descer. Os concursos que estão a ser feitos têm dado lugar a verdadeiros ‘leilões’ de tarifas, além de que a evolução tecnológica torna as energias renováveis cada vez mais rentáveis».

Esta situação não implica que a aposta de Portugal nas energias renováveis vá abrandar, em contraponto com a opção do nuclear, completamente afastada pelo ministro da Economia.

«Portugal importa 15% da energia eléctrica que consome. Com os novos projectos na área das eólicas, dos biocombustíveis e das centrais fotovoltaicas, entre outros, poderemos ser auto-suficientes dentro de quatro ou cinco anos», disse.

O ministro proferiu estas declarações em Washington, onde se encontrou com altos responsáveis da Admnistração norte-americana e com o director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo Rato.

A visita de três dias foi uma operação de charme destinada a afirmar o país e a dar a conhecer as linhas mestras da presidência portuguesa da União, que terá início em Julho.

Segundo Manuel Pinho, juntamente com a competitividade e a globalização, a energia é uma das três prioridades da presidência portuguesa.

O Governo quer avançar com a criação de uma agenda comunitária, que contemple uma forte aposta nas renováveis e que crie as bases de um verdadeiro mercado único europeu no sector energético.

«Para existir um verdadeiro mercado único é necessário existir umbundeling [separação entre as áreas de produção e distribuição], regulação e interligações», afirmou.

Portal das Energias Renováveis



Nota Editorial
Junho 28, 2007,
Arquivado como: Uncategorized

Este blog é criado com o intuito de compilar diversas informações sobre Energias Renováveis, bem como partilhar conhecimentos. Não sou propriamente um entendido na matéria, no entanto este é um tema que está em voga e que me tem despertado muita curiosidade. Este blog servirá também para despertar consciências para o crescente problema do esgotamento das energias ditas tradicionais bem como as implicações da sua utilização no Aquecimento Global do Planeta. Todas as contribuições serão bem vindas e poderão ser feitas para o seguinte e-mail: vasco.pereira@portugalmail.com