Energias Renováveis


Produção de hidrogênio utilizando energia solar atinge 70% de eficiência
Julho 31, 2007,
Arquivado como: Energia Solar/Fotovoltaica, Hidrogénio

Acaba de ser construído um reator extremamente simples tecnicamente, capaz de produzir hidrogênio - o combustível do futuro - a partir da água, utilizando apenas a energia solar. Hoje, virtualmente todo o hidrogênio utilizado na indústria é produzido a partir da queima de gás natural - um combustível fóssil.

Produção de hidrogênio

O princípio é parecido com o divulgado por outra equipe de cientistas em 2003 (veja Hidrogênio para células a combustível gerado por energia solar), só que o processo é muito mais eficiente. Enquanto a pesquisa original alcançou 30% de eficiência usando a porção infravermelha da luz do Sol, o novo reator atinge 70%, usando a energia térmica da luz solar.

O trabalho está sendo coordenado pelo Dr. Anthanasios Konstandopoulos, que chefia o projeto europeu Hydrosol. O objetivo do projeto é exatamente produzir hidrogênio exclusivamente a partir de fontes renováveis.

Combustível alternativo

Se existe um consenso hoje é o de que precisamos encontrar uma alternativa para os combustíveis fósseis. As pesquisas mostram que o candidato natural para ocupar o posto de fonte de energia limpa em escala planetária é o hidrogênio. Só que o hidrogênio é altamente reativo e não é encontrado livre na atmosfera - mesmo sendo o elemento mais abundante na Terra.

E a maior parte do hidrogênio hoje é produzida a partir do gás natural, um combustível fóssil. Logo, não é o hidrogênio em si, mas o seu método de fabricação que decidirá se a nova fonte de energia será ambientalmente amigável ou não.

Reator solar

O novo reator, criado pelos pesquisadores do projeto Hydrosol, já está sendo testado na Grécia. Ele usa o conteúdo termal da energia solar para quebrar as moléculas de água em hidrogênio e oxigênio, dispensando sua transformação em eletricidade.

O reator solar consiste em um corpo de cerâmica porosa, cujos canais são revestidos por um catalisador especial nano-particulado. Um conjunto de espelhos concentra a luz do sol, fazendo a água se transformar em vapor, que é forçado a passar pelos microcanais da cerâmica. Aí, o catalisador efetua a quebra das moléculas de água. A eficiência chega a 70%.

Inovação Tecnológica (Brasil)



Portugal deixará de importar electricidade de Espanha em 2012
Julho 30, 2007,
Arquivado como: Economia da Energia, Energias Renováveis

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Portugal está preparado para deixar de importar energia eléctrica de Espanha a partir de 2012, devido ao aumento da produção energética no país através de barragens e turbinas eólicas, disse José Penedos, presidente da Redes Energéticas Nacionais (REN), em entrevista à Bloomberg.

A balança comercial energética com Espanha tem sido “desfavorável” para Portugal nos últimos cinco anos, mas pode melhorar à medida que Portugal aumenta a produção de energias renováveis.

“Estou à espera que nos próximos cinco anos, a tendência seja para atingirmos um equilíbrio”, disse o presidente da REN na entrevista à agência de notícias.

Em 2010 o objectivo do Governo passa por ter 45% da produção de electricidade através de fontes renováveis, reduzindo as importações do exterior.

No âmbito da criação do Mercado Ibério de Electricidade (Mibel) a REN pretende construir três novas ligações eléctricas entre Portugal e Espanha, até 2010. Uma entre Algarve e Huelva, outra no Minho e uma terceira que pode ficar localizada perto de Bragança.

No gás natural a REN pretende duplicar a sua capacidade de armazenamento para 500 mil metros cúbicos. Esta área de negócio representará um terço do volume de negócios da empresa e a electricidade o restante. Nos próximos seis anos a procura de gás natural deverá quase duplicar, à medida que a construção de centrais de ciclo combinado aumentam.

Jornal de Negócios



Strategic Research Agenda for Photovoltaic Solar Energy Conversion Technology
Julho 30, 2007,
Arquivado como: Energia Solar/Fotovoltaica


Microeólicas esperam legislação
Julho 30, 2007,
Arquivado como: Energia Eólica

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Portugal está a um pequeno passo de dar um salto significativo na implementação das tecnologias de microgeração no mercado de produção de energia eléctrica. Para isso, é apenas necessária a aprovação do tão esperado decreto-lei que simplificará o processo de licenciamento. Cumprida esta obrigatoriedade, o pequeno consumidor assumirá também o papel de produtor de electricidade, podendo até vendê-la à rede pública.

 

Nos sistemas de microgeração de electricidade, com recurso a energias renováveis, as microeólicas apresentam um enorme potencial de crescimento comparativamente às actuais tecnologias de captação e transformação da energia solar que já têm uma aceitação considerável no mercado.

Com estas alterações na legislação, será mais fácil para qualquer pessoa ter um aerogerador de energia em casa. Para já, os portugueses estão habituados a ver as enormes torres, com hélices gigantes, espalhadas pelos campos, mas em breve, face aos recentes desenvolvimentos tecnológicos, será possível ter uma versão bem mais pequena em casa.

Para João Peças Lopes, especialista em energia da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, esta tecnologia tem nas áreas rurais o terreno ideal para crescer. “As microeólicas estão direccionadas para as zonas rurais ou onde existam pequenas moradias”, afirma, explicando que “será mais complicado aplicar esta tecnologia nas zonas urbanas devido às movimentações e escoamento do vento”.

Correio da Manhã



Galp constrói novas centrais de cogeração em Sines e Porto
Julho 30, 2007,
Arquivado como: Cogeração

A Galp Energia vai mudar a política de exploração de centrais de cogeração, nas novas unidades que irá construir nas refinarias de Sines e do Porto. As duas centrais, que vão implicar um investimento próximo dos 150 milhões de euros, vão ser detidas a 100% pela Galp Energia, segundo revelou fonte oficial da petrolífera ao Jornal de Negócios.

 

Actualmente, este segmento de negócio é composto por três centrais de cogeração, nas quais a Galp, através da Galp Power, nunca é dona do projecto, detendo só participações de capital (70% na Powercer, 65% na Carriço e 35% na Energin).

 

A construção das duas novas centrais, cada uma com potência de 82 megawatts (MW), já foi aprovada pelo conselho de administração da Galp, no âmbito do plano de investimentos de quase mil milhões de euros destinado aos novos equipamentos dos processos de refinação. O plano inclui ainda investimentos de 151 milhões de euros em Sines e de 123 milhões em Matosinhos em eficiência energética, optimização processual, ambiente e qualidade e segurança.

Jornal de Negócios 



Cabo Verde usa energia solar para abastecer água no meio rural
Julho 27, 2007,
Arquivado como: Energia Solar/Fotovoltaica

O Governo de Cabo Verde, em parceria com a União Europeia (UE), tem em curso o programa regional solar para melhorar o abastecimento de água potável à população rural através da utilização da energia fotovoltaica na bombagem, soube a PANA quinta- feira na Praia de fonte oficial.

Para além deste programa, que beneficia 30 localidades na ilha de Santiago, o Governo vai executar um outro de utilização da energia solar para a iluminação das comunidades rurais.

A capital cabo-verdiana, Praia, acolhe, de quinta-feira a sábado, uma exposição para divulgação da energia solar, a promoção da sua utilização em outras aplicações e o reforço da sua exploração por parte de privados em Cabo Verde.

Os visitantes terão a oportunidade de ver uma amostra prática sobre as várias aplicações de energia solar, produzida por empresas cabo- verdianas que se dedicam a este ramo de actividade, nomeadamente na bombagem de água, iluminação pública e privada, aquecimento de água e outras aplicações.

Ao proceder à inauguração da exposição, a ministra cabo-verdiana do Ambiente e Agricultura, Madalena Neves, recordou que o Governo já introduziu uma cláusula no Orçamento de Estado de 2007 que atribui incentivos à importação de materiais para o sector das energias renováveis.

De acordo com a ministra, a empresa que fizer investimentos no sector das energias renováveis poderá também deduzir estes gastos do lucro líquido no imposto.

O objectivo, segundo explicou Madalena Neves, é contribuir para uma maior utilização das energias renováveis no país que enfrenta sérios problemas no abastecimento de água à população, nomeadamente o líquido extraído dos furos com recursos a motores que utilizam derivados de petróleo como combustíveis.

Cabo Verde, país carente em recursos energéticos, produz energia, essencialmente, da queima de combustíveis, implicando forte dependência da importação de produtos petrolíferos cuja factura absorve consideráveis fundos.


PanaPress



Produção de biocombustíveis vai triplicar em Portugal
Julho 27, 2007,
Arquivado como: Biocombustíveis, Culturas Energéticas

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A corrida à produção de biocombustíveis está ao rubro. Em Portugal, existem actualmente duas unidades com dimensão relevante, a Iberol, em Alhandra, e a Torrejana, em Torres Novas, a produzir com uma capacidade da ordem das 200 mil toneladas, que é toda comprada pela maior petrolífera nacional, a Galp. Uma produção que hoje garante o abastecimento de 3% do consumo nacional de combustíveis.

 

Mas com os vários projectos já anunciados - Martifer, Enersis, Galp, entre outros -, a produção nacional deverá aumentar para as 650 a 700 mil toneladas. Um valor suficiente para satisfazer a ambiciosa meta nacional de 10% para incorporação bio até 2010 e provavelmente até para exportar.

 

Na Europa, a meta de 5% terá de ser substancialmente reforçada nos próximos anos. Segundo estimativas da Europia (associação europeia das petrolíferas), a União Europeia terá de garantir uma percentagem de 16% de biocombustíveis no consumo total de combustíveis rodoviários, se quiser cumprir a meta de redução de 10% das emissões de dióxido de carbono até 2020. O problema é que a Europa, e ainda mais Portugal, é altamente deficitária nas matéria-primas usadas no biocombustível, pelo que terá de recorrer à importação maciça de óleos, pressionado ainda mais os preços dos produtos alimentares que utilizam os mesmos cereais de base.

 

Para José Horta, secretário-geral daAssociação das Empresas Petrolíferas Portuguesas (APETRO), o grande dilema que tem de ser resolvido a nível mundial é encontrar um equilíbrio entre a crescente procura da nova indústria - que promete reduzir a dependência do petróleo e as emissões de CO2 -e as necessidades alimentares mundiais, em particular do Terceiro Mundo. E uma das respostas passa por recorrer a culturas que não tenham uma utilização alimentar. Um exemplo é um arbusto que está a ser desenvolvido em países como o Egipto, Índia, Colômbia e Madagáscar. Segundo João Cardoso, presidente da Torrejana, as sementes do jatropha curcas permitem maior aproveitamento de óleo (40%) com menos área produzida, sendo que este produto não serve para a alimentação. |

DN Online

+ info sobre esta planta em:

http://www.jatrophaworld.org/

http://www.jatrophabiodiesel.org/



Célula solar bate recorde de eficiência e pode viabilizar energia solar
Julho 26, 2007,
Arquivado como: Energia Solar/Fotovoltaica

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Pesquisadores da Universidade de Delaware, Estados Unidos, conseguiram bater o recorde de eficiência energética das células solares cristalinas, atingindo um rendimento de 42,8% de conversão sob condições normais de iluminação. As células solares cristalinas são o tipo mais tradicional de célula fotovoltaica, sendo fabricadas de silício, o mesmo material com que são feitos os chips de computador.

 

Recorde de eficiência

 

O recorde anterior de eficiência das células solares cristalinas, de 40,7%, pertencia aos mesmos pesquisadores. Eles conseguiram o novo avanço depois de desenvolver um novo sistema óptico de concentração da luz e de incorporar uma série de pequenas inovações a todo projeto da célula solar.

 

Para se ter uma idéia do avanço alcançado, o recorde anterior de 40,7% de eficiência utilizava uma lente do tamanho de uma mesa e com uma espessura de 30 centímetros para concentrar a luz solar exatamente sobre a célula. Agora, a nova célula capaz de converter a luz do sol em eletricidade com uma eficiência de 42,8% precisa de uma lente que não chega a 1 centímetro de diâmetro.

 

Célula solar cristalina

 

As novas células solares de altíssima eficiência utilizam um novo sistema de concentração óptica lateral, que divide a luz solar em três diferentes níveis de energia - alto, médio e baixo - dirigindo-os para o interior de células solares feitas com materiais de diferentes sensibilidades à luz. Assim, tira-se proveito da maior parte do espectro eletromagnético, evitando o desperdício de luz.

 

O sistema óptico é fixo, eliminando a necessidade dos caros sistemas de posicionamento, responsáveis por manter as células solares sempre apontadas para o Sol. Trata-se de um concentrador óptico com um grande ângulo de captura da luz, que envia diferentes concentrações de luz para cada célula solar especializada naquela freqüência.

Inovação Tecnológica (Brasil)

Link: University of Delaware



Pequim quer usar energia “limpa” nas Olimpíadas
Julho 25, 2007,
Arquivado como: Energia Eólica

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Pequim iniciou a construção do primeiro de 33 motores eólicos destinados a servirem de fonte de energia “limpa” para os Jogos Olímpicos, que acontecem na capital chinesa em 2008, de acordo com o diário oficial China Daily.

 

Os trabalhos começaram em Guanting, na periferia da cidade, segundo o jornal. Os geradores em projeto, que precisarão de aproximadamente US$ 77 milhões de investimento, deverão alimentar cerca de 100 mil domicílios, com uma produção de 100 milhões de kw/hora por ano.

 

Uma parte da eletricidade utilizada pelas sedes olímpicas também será de origem eólica. O Comitê Olímpico da China tem a intenção de que ao menos 20% da energia desses locais seja abastecida pelo vento.

UOL



Créditos no mercado de carbono vão servir para investir na floresta
Julho 25, 2007,
Arquivado como: Emissões de Carbono

A Câmara de Proença-a-Nova apresenta em Setembro um estudo em que demonstra que o concelho retira mais carbono da atmosfera do que aquele que produz, “contribuindo para a despoluição do planeta”, realça João Paulo Catarino, presidente da autarquia. O estudo denominado “Carbono Mais” está praticamente concluído e até o podíamos apresentar em Agosto, mas nesta altura do ano o País está parado e preferimos divulgá-lo em Setembro”, justifica João Paulo Catarino, presidente da autarquia.
“O que estamos a fazer é quantificar o carbono que é retirado da atmosfera na área do nosso concelho graças à floresta”, através do processo de fotossíntese e também “a quantidade de energia que é produzida por métodos renováveis”, nomeadamente, com energia éolica. Ao ser produzida sem recurso a combustíveis fósseis, contribui para a redução de emissões de gases de efeito de estufa, nomeadamente, derivados do carbono.
“No fim, fazemos as contas e mostramos com quantas toneladas o concelho de Proença-a-Nova contribui todos os anos para despoluir o País e o mundo”, realça o autarca.
Para além de demonstrar o contributo dado para o bem-estar global, a Câmara quer aproveitar o estudo para obter certificação ambiental, nomeadamente, como “concelho verde”, o que poderá trazer mais valias em termos turísticos. Pretendemos também vender no mercado próprio os créditos obtidos com as toneladas de carbono que sequestramos, “para investir depois as receitas obtidas na prevenção e vigilância da nossa floresta”, conclui o autarca – ver texto abaixo com o título “Floresta conta como crédito”.

 

Diário XXI



Índia: Templos aderem à energia solar para reduzir emissões
Julho 24, 2007,
Arquivado como: Energia Solar/Fotovoltaica

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Vários templos hindus da Índia optaram por utilizar a energia solar para reduzir as emissões de dióxido de carbono e contribuir para o cumprimento do protocolo de Quioto, informou hoje uma das empresas envolvidas no projecto.

Entre os que aderiram à iniciativa estão o templo de Sringeri Math, da região de Karnataka (sudoeste), e o de Kalahasti, do Estado de Andhra (sudeste), que alimentam diariamente milhares de pessoas e substituíram os velhos fogões a gasóleo por fogões solares.

O programa conta com a participação da empresa Solar Energy Systems.

Além dos templos, o Exército de Leh, na Caxemira (norte), e uma escola de Gujarat (oeste) deverão instalar fogões solares para preparar diariamente comida para milhares de pessoas, seguindo a mesma iniciativa.

Diário Digital



UE e Marrocos aproximam mercados de Energia
Julho 24, 2007,
Arquivado como: Política Energética

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A União Europeia e Marrocos assinaram hoje em Bruxelas uma declaração conjunta sobre o reforço da cooperação no domínio da Energia, com vista a uma futura integração do mercado energético marroquino no mercado comunitário.

Esta declaração conjunta foi assinada durante um Conselho de Associação UE-Marrocos, realizado à margem da reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, durante o qual foi também acordado um novo programa de apoio a Marrocos, para o período 2007/2013, cujo «envelope» ascende a 650 milhões de euros.

No final da sessão, o presidente em exercício do Conselho da UE, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, fez questão de «sublinhar a importância» do Conselho de Associação UE-Marrocos, prestando «homenagem aos esforços de modernização e abertura» envidados nos últimos anos por Marrocos, e saudando «a vontade política» do reino de cooperar de mais forma estreita com a UE.

A declaração conjunta no âmbito da cooperação energética cria um quadro político que define três domínios prioritários de trabalho em conjunto: o reforço da política energética de Marrocos com vista à integração progressiva do mercado marroquino de Energia no da UE, a criação de uma política energética durável e a melhoria da segurança do sector de aprovisionamento da Energia.

A comissária europeia responsável pelas Relações Externas e Política de Vizinhança, Benita Ferrero-Waldner, salientou que «Marrocos, enquanto país de trânsito de aprovisionamento de gás natural e exportador de electricidade para a UE, é um dos principais parceiros da UE no domínio da Energia» e saudou a «progressiva convergência» da política energética marroquina com a da União.

Diário Digital



MELBOURNE É UMA DAS PIONEIRAS NA CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS ECOLÓGICOS
Julho 24, 2007,
Arquivado como: Emissões de Carbono, Energia Solar/Fotovoltaica

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Uma das cidades pioneiras do mundo no lançamento de estratégias para reduzir a produção de CO2 é Melbourne, na Austrália. Lá se localiza a maior instalação solar em um edifício urbano de todo o continente, no Queen Victoria Market, um complexo comercial do século XIX, com uma fachada moderna que possui 1.300 painéis solares.
A administração de Melbourne, de acordo com o relatório “State of the world 2007″ da World Watch Institute (WWI), está promovendo parcerias entre empresas privadas e a administração pública para encorajar um crescimento econômico que acompanhe a qualidade ambiental.
O slogan adotado é “Zero Net Emissions” (Rede de Emissão Zero), pelo qual a cidade australiana, de 60 mil habitantes, que abriga 660 mil durante o dia e constitui o núcleo de uma área metropolitana de 3,6 milhões de habitantes, decidiu atuar concretamente.
O objetivo de alcançar emissão zero de CO2 parece cada vez menos distante, visto que a cidade já reduziu suas emissões de monóxido de carbono em 26% e para 2010 decidiu elevar a meta para de 30% a 50%.
Como explicou o artigo de Tom Roper, ex-ministro do governo do Estado da Victoria, contido no relatório “State of the world 2007″, a bandeira principal da eco-revolução local é o Council House 2, o complexo de escritórios que será construído em Melbourne, o primeiro a alcançar na Austrália a pontuação máxima do sistema de certificação ambiental, o Grenn Star.
Sobre a construção desse prédio o prefeito de Melbourne, John So, disse acreditar “que o Council House 2 mude o modo em que venham a ser projetados e construídos os edifícios em Melbourne, na Austrália e no mundo todo”.
O Council House é uma verdadeira jóia para os ambientalistas. O novo edifício consome 87% de energia e 72% de água a menos que os prédios antigos, e assegura a quem trabalha neles 100% de ar fresco. Para isso, são utilizadas persianas com células de captação de energia solar na fachada do edifício que seguem o sol em seu percurso e janelas automáticas que permitem ao ar fresco da noite resfriar o edifício.
Turbinas eólicas, painéis solares e um sistema de co-geração de energia a gás fornece a energia necessária. Um sistema adaptado aspira a água do esgoto e a submete a um tratamento de depuração completo. Esta água é depois usada nas descargas e nas torres de refrigeração.
Estas inovações foram adotadas em toda a cidade. De fato, o plano regulador de Melbourne estabelece que todas as novas construções de prédios de escritório adotem estratégias para a redução das emissões de CO2, a exemplo da utilização de energia solar e do sistema de reutilização da água da chuva.
Já para os edifícios existentes existe um outro programa, o GreenSaver, que financiará as verificações e fornecerá aos proprietários produtos como torneiras de fluxo reduzido, lâmpadas econômicas e isolantes térmicos. (ANSA)



EUA, Canadá e México firmam pacto de desenvolvimento energético e tecnológico
Julho 24, 2007,
Arquivado como: Energias Renováveis

Os governos dos Estados Unidos, Canadá e México assinaram nesta segunda-feira, na cidade canadense de Victoria, um acordo de cinco anos, por meio do qual pretendem aumentar a cooperação em segurança energética, impulsionar a economia e proteger o meio ambiente.

O secretário de Energia dos EUA, Samuel Bodman, classificou o acordo como um “marco” no caminho para “um mercado energético forte e unificado na América do Norte”.

Em uma entrevista coletiva conjunta, Bodman, a secretária mexicana de Energia, Giorgina Kessel, e o ministro canadense de Recursos Naturais, Gary Lunn, disseram que o acordo é o primeiro em ciência e tecnologia negociado na América do Norte, onde o comércio energético alcança 150 bilhões de dólares.

O pacto de Victoria estimulará a inovação e aumentará a capacidade energética, disse Lunn à AFP, acrescentando que a cooperação multilateral reduzirá os custos das novas tecnologias, incluindo os da nova geração de energia nuclear.

O acordo busca “reduzir os obstáculos” na aplicação de tecnologias, em particular em matéria de biocombustíveis e de “captura e armazenamento de carbono”, assim como contribuir para a diminuição dos gases provocadores do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento climático.

Último Segundo (Brasil)



Accor vai dotar mais 100 hotéis com painéis solares
Julho 24, 2007,
Arquivado como: Energia Solar/Fotovoltaica

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O grupo hoteleiro Accor vai adaptar à energia solar mais uma centena dos seus hotéis, no âmbito do acordo celebrado com a Ademe, Agence de L’environnement et de la Maîtrise de l’Energie – Agência francesa do Meio Ambiente e Controlo da Energia. O grupo Accor vai elevar assim para 200 o número das suas infra-estruturas hoteleiras, em todo o mundo, equipadas com aquela tecnologia.

Este é o terceiro acordo entre a agência pública francesa e o grupo Accor, líder europeu em hotelaria e turismo. Válido por três anos a parceria destina-se a ampliar programas comuns nas áreas do desenvolvimento das energias renováveis, gestão de resíduos, comunicação e eco-design. No âmbito de um plano global, a Ademe apoiará a Accor a identificar e implementar medidas de poupança energética nos seus hotéis em França. Posteriormente estas iniciativas serão lançadas em Marrocos, Tunísia, China, Índia e outros países.

Portal Ambiente