Energias Renováveis


Air New Zealand anuncia primeiro vôo de teste com biocombustível

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A Air New Zealand anunciou hoje que o primeiro vôo comercial de teste com um Boeing 747 movido a biocombustíveis será no fim de 2008 ou início de 2009.
Em comunicado, a companhia aérea neozelandesa informou que assinará um memorando de entendimento com a Boeing e a Rolls Royce, que fabricará os quatro motores do avião. Um deles será alimentado por uma mistura de biocombustível e querosene. Os outros três funcionarão com o combustível normal.

Rob Fyfe, executivo-chefe da Air New Zealand, disse que a empresa pretende formar uma das frotas de aviões mais novas do mundo, “mais tecnologicamente avançada, com maior eficiência no uso dos combustíveis e mais respeitosa para o meio ambiente”.

A companhia quer continuar pesquisando combustíveis alternativos, acrescentou. A Air New Zealand foi fundada em 1940 e tem uma participação estatal de 76%.

Último Segundo(Brasil)



EDP garante quase totalidade das turbinas eólicas necessárias até 2009

A Energias de Portugal celebrou um acordo com a GE Energy, para o fornecimento de turbinas eólicas que quase completa a necessidade da EDP de aerogeradores até 2009″, anunciou a empresa liderada por António Mexia.

Este acordo global para a área das renováveis, visa fornecer turbinas eólicas com uma capacidade total de 500 megawatts para projectos eólicos que serão desenvolvidos pela EDP, em 2008 e 2009, na Europa e nos Estados Unidos. O valor do negócio não foi revelado.

“Este acordo com a GE é muito bem recebido, uma vez que quase completa a necessidade da EDP de aerogeradores até 2009 (mais de 90%), o que é particularmente importante em termos de credibilidade na execução do pipeline da EDP, devido à presente disparidade entre oferta e procura no mercado de aerogeradores”, refere António Mexia, citado em comunicado.

Ao abrigo deste acordo, a GE irá fornecer à Neo Energia, a subsidiária europeia das renováveis da EDP, 80 turbinas eólicas 2.5xl para novos projectos eólicos na Europa e 201 turbinas eólicas de 1,5 MW à Horizon Wind Energy, a subsidiária americana da EDP, para projectos nos Estados Unidos, em locais ainda por determinar.

“A EDP prometeu ao mercado que iria ser bem sucedida e este é um importante passo para atingir os objectivos anunciados em termos de MW/ano criados”, acrescenta António Mexia.

Jornal de Negócios



EDP inaugura hoje parque eólico de 198 MW nos EUA

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A Energias de Portugal, através da sua empresa de energia eólica para o mercado norte-americano, Horizon Wind Energy, inaugura hoje no centro do Estado de Illinois, a fase II do parque eólico de Twin Groves, que contará com uma potência instalada de 198 MW.

A fase I deste parque eólico, que foi inaugurado em Março, tem também uma potência instalada de 198 MW, perfazendo assim um valor total de 396 MW e um investimento global de 600 milhões de dólares (424 milhões de euros). Twin Groves II é o segundo parque eólico que a EDP inaugura na mesma semana, tendo o primeiro – Prairie Star – sido lançado na passada segunda-feira, dia 24 de Setembro, no estado do Minnesota.

O parque de Twin Groves irá produzir, na sua totalidade, 1, 3 mil milhões de KW/h de energia renovável, a electricidade necessária para abastecer 120.000 casas na região.

Detida a 100% pela EDP, a Horizon tem em desenvolvimento um pipeline de cerca de 9.000 MW.

Jornal de Negócios 



Biocombustíveis: Presidente Iberol diz que atraso na portaria está a impedir planeamento das fábricas para 2008
Setembro 28, 2007,
Arquivado como: Biocombustíveis, Legislação | Tags: , , ,

O presidente da Iberol, João Rodrigues, afirmou hoje que os produtores de biocombustíveis não conseguem planear a actividade para o próximo ano devido ao atraso do Governo na publicação da portaria sobre as quotas de produção e a isenção de ISP.

“Estamos com um problema gravíssimo, pois o Governo nunca mais publica a portaria a definir as quotas de produção para o próximo ano e isso impede-nos de fazer projectos de abastecimento e estabelecer contratos com a agricultura”, afirmou em declarações à Agência Lusa.

O empresário refere que as fábricas de biocombustível têm de fazer as compras de produtos agrícolas com seis meses de antecedência, mas que neste momento estão impedidas de o fazer pois não sabem que quotas de produção vão ter no próximo ano.

“Toda a indústria estabelecida em Portugal, não sabe o que vai fazer em Janeiro”, afirmou.

João Rodrigues acusa o Governo de ter elaborado a portaria “nas costas” dos produtores de biocombustíveis e de querer “dirigir a economia, cuja execução é inteiramente da responsabilidade dos privados”.

A Iberol vai produzir este ano 94 mil toneladas de biodiesel a partir da soja e para 2008 quer, no mínimo, 100 mil toneladas.

A capacidade instalada da Iberol é neste momento de 130 mil toneladas.

O ministro da Agricultura, Jaime Silva, afirmou em entrevista à Lusa, no início de Setembro, que a portaria que fixa o valor de isenção de imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) e as quantidades de biocombustíveis a isentar para o período 2008-2010 seria publicada na segunda semana de Setembro.

Jaime Silva não quis adiantar qual o valor da isenção, nem as quantidades a isentar, mas afirmou que será dado um incentivo superior ao bioetanol face ao biodiesel e que a isenção abrange todos os produtos, incluindo os resíduos agro-industriais.

A isenção de ISP é válida a partir de 2008 para o biodiesel, uma vez que já há unidades de produção a funcionar, e a partir de 2009 para o bioetanol, uma vez que ainda não existe qualquer fábrica em funcionamento em Portugal.

A atribuição de isenção de ISP às unidades produtoras passará pela realização de um concurso, tal como já tinha acontecido na primeira fase que decorreu este ano e na qual o Governo atribuiu isenção a seis produtoras num total de 205 mil toneladas de biocombustível.

Em 2007, o Governo definiu a isenção de ISP entre um limite mínimo de 280 euros e um máximo de 300 euros por cada 1.000 litros de biocombustível, tendo estabelecido as 100 mil toneladas como quantidade máxima de biocombustíveis a isentar por operador económico.

O Governo português estabeleceu como objectivo incorporar 10 por cento de biocombustíveis na gasolina e no gasóleo até 2010, uma meta que é quase o dobro dos 5,75 por cento definidos pela União Europeia.

Expresso



Energia: Presidente da Iberol acusa Ferreira de Oliveira de não querer fábrica de bioetanol em Portugal
Setembro 27, 2007,
Arquivado como: Biocombustíveis

O presidente da Iberol, João Rodrigues, acusou hoje o presidente-executivo da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, de não querer uma fábrica de produção de bioetanol em Portugal porque isso vai aumentar o excedente de gasolina.

João Rodrigues comenta assim as declarações de Ferreira de Oliveira no Parlamento, na terça-feira, onde afirmou que o Governo deve canalizar para os agricultores o apoio dado à produção de biocombustíveis.

A Iberol é uma das empresas portuguesas que se dedica à produção de biodiesel a partir da soja, prevendo produzir este ano um total de 94 milhões de toneladas.

Ferreira de Oliveira afirmou ainda na comissão eventual de acompanhamento das questões energéticas que Portugal não vai conseguir cumprir a meta de incorporação de 10 por cento de biocombustíveis no combustível convencional, em 2010, sem recurso à importação.

O presidente executivo da Galp Energia afirmou ainda que gostaria que a política de subsídios aos combustíveis não fosse um instrumento de distorção da concorrência.

O presidente da Iberol, em declarações à Lusa, acusa o presidente da Galp Energia de não querer em Portugal uma unidade de produção de bioetanol, a partir do milho, mas de não o admitir publicamente, porque isso iria aumentar ainda mais o excedente de gasolina da Galp.

João Rodrigues critica também as afirmações de Ferreira de Oliveira relativamente à isenção de ISP dada aos produtores de biocombustíveis.

“Se há um subsídio ao biodiesel é para que o preço do combustível na bomba não suba e porque o objectivo é reduzir as emissões de gases poluentes para a atmosfera”, afirmou.

O empresário defende ainda que a indústria de óleo vegetais “e uma das mais competitivas do país” e que, ao contrário da Galp, “que é monopolista”, é uma indústria aberta à concorrência.

João Rodrigues disse também que nunca esteve nos objectivos do Governo que Portugal fosse auto-suficiente em termos de produção agrícola para biocombustíveis.

“O que se procura é que a agricultura portuguesa também produza e dê a sua contribuição, mas o país terá sempre que importar”, afirmou.

Expresso



Bioenergia e Produtos Renováveis para o Futuro Sustentável

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A EPSO - Organização Europeia para as Ciências Vegetais, representante de mais de 140 institutos de investigação e universidades de 25 países europeus, divulgou a declaração de intenções: “Futuro Sustentável para a bioenergia e os produtos renováveis” - ver link em baixo. Foi desta forma que a comunidade científica europeia demonstrou que se considera preparada para enfrentar o desafio colocado pelo aquecimento global.

A necessidade imediata de reduzir a utilização de combustíveis fósseis e a emissão de carbono para a atmosfera, com o objectivo de contrariar as alterações climáticas ao nível global, implica a obtenção de alternativas eficazes. As plantas podem ter um papel fundamental neste campo, pois constituem a maior fonte de substâncias orgânicas do planeta sob diversas formas subaproveitadas, como as matérias-primas para produção de energia e alimento para o gado. Entre elas: a celulose, a hemicelulose, o amido, os lipídos e a lenhina.

Os investigadores europeus pretendem contribuir para a criação de uma bioeconomia sustentável através do aumento da biomassa disponível para a sua conversão em biocombustíveis e materiais renováveis, produzidos segundo sistemas agrícolas sustentáveis ao nível económico e ambiental e com entrada no mercado com preços competitivos.

A EPSO pretende, com a divulgação desta declaração de intenções, chamar a atenção para a necessidade de aumento de conhecimento para tornar mais eficiente a produção sustentável de biomassa, as tecnologias de processamento da biomassa e a sua conversão em bioenergia e biomateriais, e a utilização sustentável dos recursos energéticos e gestão dos impactos ambientais inerentes a esses processos. Aquela instituição destaca ainda a necessidade de promover o melhoramento das plantas com capacidades bioenergéticas, com a prospecção e uso da diversidade genética e a produção de variedades agrícolas com as características mais adequadas para a produção de bioenergia.

Segundo a EPSO, apostar na investigação, como motor para enfrentar estes desafios, contribuirá ainda para o desenvolvimento das comunidades rurais e para a sustentabilidade económica da agricultura e das florestas.

Sendo essencial que o sector das bioenergias e dos biomateriais seja altamente competitivo internacionalmente, outro dos grandes objectivos lançados pela Organização Europeia para as Ciências Vegetais é a abordagem integrada e coordenada por todas as partes envolvidas neste sector, desde a área da agricultura, a gestão florestal, o melhoramento vegetal, a biotecnologia industrial, as engenharias e a investigação em impactos ambientais e económicos.

AgroPortal

EPSO position paper ‘Sustainable Future for Bioenergy and Renewable Products’



Maior fábrica mundial de painéis solares arranca 5ª feira

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A empresa portuguesa de painéis solares termodinâmicos Energie inaugura quinta-feira, na Póvoa de Varzim, a primeira fase da maior fábrica mundial do sector.«Já não estávamos a conseguir responder à crescente procura, nomeadamente estrangeira, que tínhamos e só não estávamos a exportar mais por incapacidade de espaço», afirmou o presidente da empresa familiar, de capitais exclusivamente portugueses, citado pela «Lusa».

De acordo com Luís Rocha, a primeira fase do projecto da Energie, que tem um investimento de 3 milhões de euros, abrange uma área de 3.000 metros quadrados e um investimento na ordem dos três milhões de euros, prevendo-se que, para o ano, a nave industrial aumente para o dobro, tornando-se no «maior complexo industrial do mundo de produção de energia solar».

Depois de ter fechado o ano de 2006 com um volume de negócios na ordem dos seis milhões de euros, a Energie diz pretender crescer um milhão de euros por ano até 2012.

Nessa altura, Luís Rocha prevê que o número de trabalhadores da empresa tenha já passado dos actuais 30 para cerca de 40.

Segundo o empresário, a Energie canaliza para o mercado português 60 por cento da sua produção, exportando os restantes 40 por cento para países como a Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Irlanda, Luxemburgo e Estados Unidos.

«Queremos alcançar uma posição de destaque em todos os mercados onde actuamos, através da investigação, do desenvolvimento, da produção e da distribuição de produtos inovadores, respeitadores do meio ambiente, com elevado valor acrescentado para os seus utilizadores e qualidade reconhecida, capazes de elevar os padrões de conforto das habitações», salientou.

Agência Financeira



Energia: DECO afirma que descida das tarifas de electricidade em Setembro não fez sentido
Setembro 26, 2007,
Arquivado como: Economia da Energia | Tags:

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A associação de defesa do consumidor DECO afirmou hoje no Parlamento que a descida das tarifas de electricidade em Setembro, feita pela ERSE por determinação legislativa no Governo, não faz sentido porque os preços terão de aumentar ainda mais em Janeiro.

O secretário-geral da DECO, Jorge Morgado, que hoje esteve na Comissão Eventual para Acompanhamento das Questões Energéticas, defendeu que essa decisão vai “cair em cima do Governo do ponto de vista da imagem, pois as tarifas vão ter que aumentar mais em Janeiro”.

Jorge Morgado disse ainda que essa intervenção legislativa limitou a decisão do regulador.

“É necessário um regulador forte e independente e temos apreciado o trabalho da ERSE, embora algumas tentativas do Governo em interferir sejam despropositadas”, afirmou.

A DECO mostrou-se ainda preocupada com o preço das energias renováveis na factura do consumidor e afirmou que está por demonstrar que esse preço seja “justo”.

Disse ainda que os preços pagos às renováveis são “elevados” e que a sua formação “é tudo menos transparente” .

A associação de defesa do consumidor manifestou ainda a sua preocupação relativamente ao processo de devolução das cauções na electricidade e na água.

“Temos esperança de que haja uma intervenção da ERSE e do Governo para que as pessoas recuperem o seu dinheiro”, afirmou.

Segundo Jorge Morgado, há inúmeros casos de consumidores que não constam das listas da EDP e, no caso da água, as autarquias estão a dificultar o processo, afirmando que não têm condições para elaborar as listas dos consumidores que pagaram caução para fazer o contrato e que agora têm direito a reaver o seu dinheiro.

Expresso



Renováveis - Estatísticas Rápidas - Julho 2007
Setembro 25, 2007,
Arquivado como: Artigos, Estudos e Estatísticas | Tags:

O total da potência instalada renovável atingiu 7 225 MW, no final de Julho de 2007.

O aumento de 32 MW, relativamente a Junho, verificou-se na potência instalada eólica e à entrada em funcionamento de duas novas centrais a biogás.

A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, cresceu 41% de Janeiro a Julho de 2007, relativamente a igual período de 2006. No mês de Julho, a produção hídrica cresceu 37%, relativamente à verificada no mês homólogo do ano anterior, devido, essencialmente, ao aumento de produção registado nas bacias do Douro (+37%) e do Tejo que quase triplicou a sua produção.

A produção eólica , de Janeiro a Julho de 2007, cresceu 69% relativamente a igual período de 2006. Em Julho a produção quase duplica relativamente à registada no mês homólogo do ano anterior.

De Junho para Julho a produção volta a crescer, de acordo com a sazonalidade.

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Fonte: DGEG



Centrais de biomassa podem fracassar
Setembro 25, 2007,
Arquivado como: Energia da Biomassa

A partir dos portos de Aveiro, Figueira da Foz, Sines e Portimão está a ser feita, desde o final de 2006, a exportação de biomassa para países como Itália, Inglaterra ou Bélgica, onde a sua remuneração é mais elevada. A receita obtida chega a ser superior em 40 por cento à que é obtida no mercado interno consumidor de energia.

«É o nosso petróleo verde que estamos a perder e que pode levar ao fracasso do plano para as centrais de biomassa florestal que o Governo lançou a concurso, que precisam de 1,5 milhões de toneladas por ano de biomassa residual», denuncia o director-geral da Sobioen – Soluções de Bioenergia e Biomassa.

De acordo com Paulo Preto dos Santos, este era um problema também sentido por Espanha, mas que já foi resolvido. O Governo espanhol decidiu actualizar em alta a remuneração da electricidade produzida a partir da biomassa. Se anteriormente tinha uma das piores remunerações (cerca de 80 euros por MWh), agora beneficia de uma das melhores da Europa, com valores mínimos de 118 euros por MWh, podendo chegar aos 159 euros por MWh para espécies agrícolas ou silvícolas dedicadas.

Com esta revisão, que entrou em vigor a 1 de Julho, «o país vizinho agravará a tendência da saída de biomassa de Portugal para o exterior, nomeadamente para a própria Espanha, que está agora em condições de pagar substancialmente mais pela biomassa», alerta Preto dos Santos.

Portal Ambiente



Lisboa Energy Fórum 2007 quer debate internacional das questões petrolíferas
Setembro 24, 2007,
Arquivado como: Energias Fósseis

A Galp Energia e a Fundação Mário Soares querem que o “Lisbon Energy Fórum 2007″, que se realiza no próximo dia 2 de Outubro, em Lisboa, se transforme numa referência a nível internacional enquanto fórum de debate das questões petrolíferas.

O presidente da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, afirmou durante a apresentação do evento, onde também esteve presente Mário Soares, que a organização pretende repetir o fórum em 2008 e posteriormente realizá-lo, pelo menos, de dois em dois anos em Lisboa.

“Queremos que seja um fórum global com a presença dos gestores de topo das maiores empresas energéticas mundiais”, afirmou Ferreira de Oliveira.

O objectivo é juntar empresas produtoras e empresas distribuidoras e comercializadoras de petróleo a nível mundial para reflectirem sobre o tema “Segurança do abastecimento e segurança dos mercados”.

No fórum vão estar presentes os líderes de algumas das maiores produtoras de petróleo e gás a nível mundial como a russa Gazprom, a argelina Sonatrach, a empresa nacional iraniana do petróleo (NIOC), a brasileira Petrobras, a venezuelana PDVSA e a indiana ONGC .

As multinacionais BP, Eni, Chevron, Repsol e Total vão também estar presentes ao mais alto nível.

Ferreira de Oliveira afirmou que o objectivo da organização foi ter presentes no evento os líderes de empresas dos países economicamente emergentes BRIC -Brasil, Rússia, Índia e China - não tendo sido possível contar com a presença da China.

Esta opção justifica-se porque “grande parte das tensões energéticas em que vivemos é motivada pelo crescimento económico destes países”, afirmou.

Público



Grupo Global Green questiona atraso do Governo em licenciar investimento
Setembro 24, 2007,
Arquivado como: Biocombustíveis

Um investimento previsto para o concelho de Idanha-a-Nova, que pode ascender a 140 milhões de euros e dar emprego a cinco mil pessoas, está emperrado “burocracias”, queixa-se Ashok Hansraj, administrador da Global Green em Portugal.
A empresa quer abrir a primeira fábrica europeia de bioetanol a partir de cana do açúcar, tendo acoplada uma central de biomassa para produção de energia com os resíduos da fábrica e a criação de um centro de investigação para aplicações daquela combustível alternativo (por exemplo, para plástico 100 por cento reciclável).
“É o primeiro projecto a instalar-se perto dos produtores e cujas plantações de cana de açúcar fazem um sequestro muito eficaz de CO2”, realçou Ashok Hansraj, na sexta-feira, durante a assinatura de um protocolo de colaboração com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). “Daqui a um ano era importante que estivéssemos a fazer o balanço da cooperação”, realçou Ana Vaz, presidente do IPCB.
Ashok Hansraj garante que a Global Green tem todos os projectos prontos para avançar com o investimento, mas há burocracias por parte do Governo que tardam em ser resolvidas.

SILÊNCIO DURA HÁ MESES

Falta de legislação aplicável, atraso na atribuição de licenças, nos estudos por parte de entidades públicas e indefinição quanto aos terrenos a utilizar, são algumas das situçaões que levam aquele responsável a concluir que “as coisas não estão acontecer à velocidade desejada nesta área”.
A Câmara de Idanha-a-Nova apoia a instalação do projecto no concelho com a disponibilização de terrenos. Há meses fez uma proposta de aquisição de terrenos ao Ministério da Agricultura para instalar o investimento, “mas não houve resposta”, refere Álvaro Rocha, presidente da autarquia. “Se não responderem, já estamos em contacto com privados para instalar o projecto noutro espaço alternativo”, concluiu.

Situação difícil de compreender

“Já houve tempo para desbloquear tudo”
“No nosso caso concreto, é preciso envolver os ministérios do Ambiente, Agricultura, Economia e Inovação e ainda Transportes. Já conhecem o projecto e já houve tempo para desbloquear todas as burocracias”, garante Ashok Hansraj. “O atraso não deverá por em causa o investimento, mas certamente a supremacia que Portugal podia ter. Este projecto baseado na cana de açúcar é inovador e temos várias pressões para avançar noutros países”, conclui.
Ashok Hansraj escusa-se a apontar um prazo para a resolução do impasse. “Temos tido paciência e estamos de boa fé. Ou o Governo ainda não se apercebeu da importância deste projecto ou há algo que não consigo compreender”, concluiu.

Diário XXI



Cogeração: Transposição de directiva para Portugal ameaça rentabilidade da indústria têxtil e da pasta e do papel
Setembro 21, 2007,
Arquivado como: Cogeração

A transposição da directiva comunitária sobre cogeração, na qual o Ministério da Economia está a trabalhar há meses, está a levantar muitas preocupações às associações do sector, nomeadamente têxteis e pasta e papel, que temem perder rentabilidade.

O secretário de Estado Adjunto da Economia, Castro Guerra, ex-responsável no Ministério pela pasta da Energia, afirmava no início do ano que a transposição da directiva para a legislação nacional estava praticamente concluída.

Contudo, o Governo aproveitou a transposição da directiva para rever as regras a aplicar ao sector e o sistema de remuneração, o que está a motivar o atraso na publicação da lei.

As preocupações levantadas pelas indústrias com maior peso na produção de electricidade por cogeração, como a da pasta e papel, e a indústria têxtil, fizeram o Governo ponderar melhor as alterações que pretendia introduzir no sistema de remuneração.

Entre os pontos críticos encontrava-se a retirada da indexação da tarifa ao preço do petróleo, que passaria a ter um preço de referência associado a um nível de tensão, por exemplo, a Alta Tensão.

Outro dos pontos equacionados pelo Governo prendia-se com o fim da venda da totalidade da electricidade produzida à rede, passando as centrais de cogeração a vender apenas o excedente da energia produzida depois de deduzido o seu próprio consumo.

Estes dois pontos iriam afectar sobretudo a indústria têxtil, mas a indústria da pasta e do papel debate-se ainda com um terceiro problema levantado pela directiva.

A legislação comunitária determina que só se devem aceitar unidades de cogeração que poupem energia primária e que as que poupam mais de 10 por cento devem ser consideradas centrais de elevada eficiência.

A centrais de cogeração de biomassa, apesar de eficientes, não conseguem, devido à especificidade do combustível que utilizam, atingir a classificação de elevada eficiência como por exemplo as centrais a fuel óleo.

Fonte da Confederação da Industria Portuguesa (CIP) afirmou à Lusa que a cogeração para os sectores portugueses com exportação deixou de ser um problema energético para passar a ser um problema de competitividade externa.

“As empresas incorporaram as receitas com a venda de electricidade nas suas contas e agora o sector têxtil e da cerâmica não vivem sem isso”, afirmou.

“No têxtil, a situação está tão apertada que qualquer perda de vantagem pode significar a saída do mercado internacional”, explicou.

Uma eventual saída do sector da pasta e do papel da produção de electricidade por cogeração por falta de rentabilidade provocaria o colapso, defende a mesma fonte, uma vez que este sector produz 1.000 gigawatts/hora (GWh) por ano, num país que necessita de 40.000 GWh.

Por todas estas razões, o decreto-lei está novamente em reflexão entre a Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e o ministro da Economia, confidenciou.

A cogeração é uma tecnologia que combina a produção de calor, na forma de vapor ou água quente utilizados no processo industrial, com a produção de electricidade.

Trata-se de um processo do ponto de vista energético e ambiental mais eficiente do que a simples produção de electricidade, uma vez que não há praticamente desperdício de energia térmica.

No final de 2006, segundo dados da Cogen-Associação Portuguesa para a Eficiência Energética e Promoção da Cogeração, existiam cerca de 1.300 megawatts (MW) de capacidade instalada em cogeração, responsável por 13 por cento do total da electricidade consumida no país.

Os principais sectores que contribuem para a totalidade de produção de energia eléctrica são o têxtil, nas centrais que funcionam a fuel óleo, com 39 por cento da potência instalada, seguido da pasta e papel, com 37 por cento.

Nas centrais de cogeração a gás natural, lidera o sector da pasta e papel com 29 por cento da potência instalada, seguido dos sectores do têxtil e da química, ambos com 22 por cento da potência instalada.

Expresso



Como poderá produzir electricidade em sua casa e pagar menos
Setembro 20, 2007,
Arquivado como: Microgeração

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É o sonho de muitos portugueses. Reduzir drasticamente a sua, cada vez maior, factura energética.

A solução poderá passar pela produção da própria energia consumida. Uma hipótese que estará, à luz das novas regras da micro-produção criadas pelo Governo, ao alcance de, pelo menos, 500 mil clientes da EDP, de um universo de 5,8 milhões de consumidores domésticos. Já a partir de Março de 2008.

Mas se a ideia é tentadora, concretizá-la pode ser difícil.
As novas instruções são para agilizar a máquina burocrática para que quem quiser optar por esta solução, o possa fazer sem as complicações e as dores de cabeça que têm estado associadas aos projectos de micro-produção. Não é assim por acaso que o cerne da solução passa pela internet.

A tarifa da venda de electricidade à rede é de 650 euros por megawatt/hora (MWh), considerada pelo sector como um atractivo inegável, prometendo poupanças que poderão atingir os três mil euros de redução anual da factura energética. Além do mais, está garantida por cinco anos.

Espera-se ainda que, cumulativamente, surjam novidades na área fiscal, já no Orçamento de Estado para o próximo ano que está a ser ultimado, destinadas à aquisição de equipamentos para produção de energia.

Mas mesmo as previsões mais optimistas apontam para uma adesão inicial limitada à micro-produção. Um sentimento que é partilhado pelo director-geral de Energia, Miguel Barreto. Também a EDP acredita que não se deverá exceder as quatro mil habitações no primeiro ano, período durante o qual o tecto máximo de instalações em Portugal não pode exceder os 10 MW. A maior eléctrica nacional acredita que, no décimo ano, caso se mantenha um crescimento anual de 10%, possam existir cerca de nove mil casas. Um número que ainda assim fica aquém dos 200 mil produtores domésticos de electricidade que existem actualmente em Inglaterra, realça Nuno Ribeiro da Silva, administrador da Ao Sol, um dos principais fabricantes de painéis solares térmicos.

O principal alvo da nova legislação é os proprietários de vivendas, quintas isoladas ou pequenos restaurantes. Mas seja quem for, é garantido que terá que desembolsar, em média, entre 10 mil e 15 mil euros se optar por uma das soluções mais atractivas, para já, no mercado: as micro-fotovoltaicas. De realçar que a recuperação do investimento nunca ocorrerá antes de cinco anos e a banca ainda não começou a oferecer soluções de crédito atractivas para a aquisição destes equipamentos.

A oferta de soluções de micro-geração é, por outro lado, muito limitada. Além da micro-fotovoltaica, a que está em fase mais adiantada para entrar em força no mercado é a micro-eólica. Já a micro-cogeração a partir de biomassa está ainda numa fase embrionária a nível mundial, assim como as pilhas de hidrogéneo e as micro-hídricas, estas últimas com um potencial limitado em Portugal, já que são poucos os consumidores domésticos que têm rios e ribeiras à porta de casa, realça Gabriela Prata Dias, uma das especialistas na área da micro-produção.

Seja como for, estão lançadas as bases para o desenvolvimento de uma indústria nacional de serviços de energia, com a criação de centenas de postos de trabalho em instalação e manutenção das mais variadas soluções de micro-produção.

Acredita-se ainda que poderá surgir uma fileira industrial associada à micro-geração, até porque, no caso das micro-eólicas, os grandes fabricantes mundiais não se têm interessado por este nicho de mercado. Em curso está já a construção de algumas fábricas de painéis fotovoltaicos. Quanto aos restantes equipamentos destinados à micro-geração deverão, a prazo, continuarem a depender do estrangeiro.

Sobre o impacto do novo negócio na economia, as estimativas divergem, havendo quem arrisque com uma previsão de 1.200 milhões de euros até 2020.

Diário Económico



Quercus: Transportes já representam 25% das emissões de CO2
Setembro 20, 2007,
Arquivado como: Emissões de Carbono

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Os transportes representam já um quarto das emissões de dióxido de carbono em Portugal, aproximando-se da produção de energia eléctrica, informou a associação ambientalista Quercus, que hoje distribui aos automobilistas lisboetas um «redutor de dióxido de carbono».

Os números foram avançados pelo presidente da Quercus, Hélder Spínola, que adiantou ainda à Lusa que a Avenida da Liberdade, em Lisboa, ultrapassou em Março o limite anual de dias com valores excessivos de partículas inaláveis.

Citando dados disponíveis no site do Instituto do Ambiente, o responsável explicou que o valor máximo de partículas inaláveis permitido por lei (50 microgramas por metro cúbico) só pode ser excedido 35 dias por ano, mas esse limite foi ultrapassado na Avenida da Liberdade ao fim dos primeiros três meses de 2007.

Este ano representa uma melhoria relativamente a 2006, quando os 35 dias foram ultrapassados no final de Fevereiro, mas ainda assim Hélder Spínola considerou preocupante que, «mais uma vez, este local não vá cumprir as metas estabelecidas por lei, com consequências para a saúde pública».

Segundo explicou, as partículas inaláveis têm um impacto na mortalidade e morbilidade, sendo associadas a mais de 3.500 mortes prematuras anuais e a uma redução de dois a três meses na esperança média de vida.

O responsável apelou às autoridades que apliquem os planos de acção já existentes para Lisboa e Porto mas nunca implementados.

As declarações de Hélder Spínola surgem a propósito da distribuição, hoje em Lisboa, de um redutor de dióxido de carbono, um documento que permite aos portugueses saber quanto podem poupar na emissão de gases poluentes se utilizarem mais os transportes públicos.

 

A iniciativa, inserida na Semana Europeia da Mobilidade, que termina domingo, decorre entre as 08:00 e as 10:30, na Praça dos Restauradores, onde será instalado um «redutor de dióxido de carbono» de grandes dimensões.

Durante a acção de sensibilização para o uso de transportes colectivos, a Quercus propõe-se a divulgar mais alguns dados sobre a qualidade do ar e as suas consequências para a saúde.

Diário Digital