Energias Renováveis


EUA estudam colocação de painéis solares no espaço
Dezembro 26, 2007,
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Desde a década de 60 que a energia solar vem sendo usada como alternativa ao petróleo. Actualmente, é frequente encontrar pequenos painéis solares em casas ou em sinais de trânsito, por exemplo. Mas nestes casos a energia solar é recolhida na Terra, onde já chega enfraquecida pelos vários gazes atmosféricos, pelas nuvens e interrompida pela noite.

Mas não tem de ser assim. Segundo o diário espanhol El Mundo, um grupo de 170 especialistas elaboraram recentemente um relatório, encomendado pelo Pentágono (Departamento de Defesa dos Estados Unidos), onde defendem a instalação de painéis solares na órbita terrestre. “A viabilidade técnica deste conceito nunca foi tão boa e todos os factores científicos e tecnológicos parecem indicar que existe um potencial credível para a Energia Solar Baseada no Espaço”, refere o relatório que resultou de cinco meses de trabalhos, coordenados através de uma página na Internet que ligava dezenas de cientistas, juristas e empresários de todo o mundo.

O ponto de partida para este estudo foi a encomenda do Pentágono, preocupado em encontrar uma forma de fazer chegar energia às suas tropas, que andam espalhadas por todo o mundo. Porém, os especialistas acabaram por ir mais longe e entusiasmaram-se com o projecto de instalar painéis directamente no espaço. Segundo o mesmo jornal, um painel gigante de um quilómetro de largura, por exemplo, poderia recolher num ano tanta energia como a que guardam todas as reservas de petróleo identificadas no planeta.

Claro que um projecto desta dimensão teria custos muito elevados. Um antigo elemento da NASA, John Mankins, admite que um painel poderia custar até mil milhões de dólares e uma estação para abastecer um acampamento militar 10 vezes mais. Daí que este projecto só tenha viabilidade se for assumido por vários países. Em declarações à BBC, Leopold Summerer, da Agência Espacial Europeia, admite que tal se possa concretizar dentro de 20 anos.

O entusiasmo sentido nos Estados Unidos é encorajador. Grande parte dos lobbies espaciais, pouco partidários das iniciativas governamentais, aderiram à ideia e, reflexo disso, já foi criada a Aliança Solar Espacial para a Energia do Futuro (SSAFE, segundo a designação inglesa), na qual participam 13 grupos partidários da exploração espacial.

DN Online



Porto: Biodiesel substitui gasóleo na frota da LIPOR
Dezembro 26, 2007,
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A LIPOR (Serviço Intermunicipal de Gestão de Resíduos do Grande Porto) começou a abastecer a sua frota de viaturas com biodiesel, no quadro de um projecto de valorização de óleos alimentares usados, recolhidos na área metropolitana.

As 28 viaturas que integram a frota da LIPOR, segundo revelou hoje à Lusa fonte da empresa, deixaram de ser abastecidas com gasóleo e passaram a utilizar apenas biodiesel.

Este combustível permite poupar a emissão de 2,4 quilos de CO2 (dióxido de carbono) por cada quilo de biodiesel utilizado.

«Esta acção pretende reforçar a preocupação da LIPOR relativamente à emissão para a atmosfera de gases que provocam efeito de estufa», salientou a fonte, destacando a importância desta iniciativa.

As estatísticas referem que 1.000 litros de óleos alimentares usados permitem produzir entre 920 e 980 litros de biodiesel, combustível que apresenta índices de emissão de CO2 que podem ser 80 por cento mais baixos do que os que são emitidos com a utilização de gasóleo.

O denominado Projecto Biodiesel começou com a recolha de óleos alimentares usados, em pontos especialmente preparados para o efeito, tendo em vista a produção de biodiesel para abastecer a frota da empresa.

«A ideia é criar, pelo menos, uma unidade de valorização de óleos alimentares usados, permitindo um ciclo completo de produção e utilização, com qualidade assegurada, do biodiesel como combustível substituto do gasóleo», salientou a fonte.



Peak Oil - How Will You Ride the Slide?
Dezembro 11, 2007,
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Renováveis - Estatísticas Rápidas - Setembro 2007

O total da potência instalada renovável atingiu 7 365 MW, no final de Setembro de 2007.
O aumento de 81 MW, relativamente a Agosto, permitiu, tal como havíamos previsto, ultrapassar a barreira dos 2 000 MW na potência instalada eólica no final do 3º trimestre de 2007.

A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, cresceu 39% de Janeiro a Setembro de 2007, relativamente a igual período de 2006. Para a produção hídrica verificou-se um crescimento de 41%, que resultou, essencialmente, do aumento de produção registado nas bacias do Douro (+57%), Cávado (+44%) e Tejo (+30%).

A produção eólica , de Janeiro a Setembro de 2007, cresceu 63% relativamente a igual período de 2006. Em Setembro a produção foi 37% superior à registada no mês homólogo do ano anterior.

Download (PDF)

Fonte: DGGE



Produtores de biocombustíveis com 60 dias para se candidatarem à isenção de ISP

O Governo publicou, sexta-feira, a aguardada portaria que isenta os produtores de biocombustíveis de pagamento do imposto sobre produtos petrolíferos e energéticos (ISP). A portaria nº 1554-A/2007 passa a considerar a incorporação do bioetanol, como substituto da gasolina, um aspecto que não estava contemplado na legislação anterior. Os promotores têm agora 60 dias para apresentação dos processos de candidatura à isenção.

O novo documento, que abrange o período compreendido entre 1 de Janeiro de 2008 e 31 de Dezembro de 2010, vem alargar também o contributo do sector primário para a política dos biocombustíveis, «ao considerar a possibilidade de utilização de diversos tipos de resíduos para a produção dos mesmos. Para este período, surge também um novo desafio, já que o Governo reviu em alta os objectivos de introdução de biocombustíveis. Com efeito, assumiu o compromisso de aumentar o objectivo existente de 5,75 por cento por cento de biocombustíveis em 2010 para dez por cento.

A atribuição de quantidades passíveis de isenção de ISP previstas para os biocombustíveis substitutos da gasolina – 165 milhões de litros em 2009 e 2010 – é condicionada a um limite máximo de 100 milhões de litros caso não sejam alteradas as especificações da gasolina para permitir uma incorporação de etanol superior a cinco por cento em volume. No caso dos biocombustíveis substitutos do gasóleo serão abrangidos 320 milhões de litros em 2008, 340 milhões de litros em 2009 e 360 milhões de litros em 2010. «A estas quantidades anuais acresce a quantidade destinada exclusivamente aos pequenos produtores dedicados», lê-se na portaria.

No caso dos biocombustíveis para substituição de gasolina, os processos de candidatura deverão garantir que sejam apresentadas quantidades superiores ou iguais a 50 por cento da quantidade solicitada.

Portal Ambiente Online

Download da Portaria



Benefício fiscal de 10% para casas com maior eficiência energética

Em 2008, a dedução fiscal com juros e obras em habitação própria nos edifícios com maior eficiência energética (classificação A ou A+) será bonificada em 10%, revelou o director-geral de Energia e Geologia, Miguel Barreto.

“O Orçamento do Estado para 2008 traz um benefício às energias renováveis de 30%, que deixa de estar ligado ao crédito à habitação, e há uma bonificação de 10% para o benefício em sede IRS para o crédito à habitação para edifícios que tenham certificado de classe energética A ou superior”, afirmou Miguel Barreto, hoje de manhã, em declarações aos jornalistas, no Porto.

O director-geral de Energia e Geologia tinha acabado de intervir no painel de abertura da 11ª Conferência da Cogen Portugal, este ano subordinada ao tema “Eficiência Energética e Cogeração”.

Na ocasião, Miguel Barreto revelou que o Plano Nacional para a Eficiência Energética “está em fase de consolidação”, com vista “ao lançamento de uma consulta pública até ao Natal, por forma a estar pronto para aprovação no início do próximo ano”.

Jornal de Negócios



berdrola Renovables compra parques eólicos à Gamesa por 66 millhões de euros antes da OPV
Dezembro 5, 2007,
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Na recta final da sua entrada em bolsa, a Iberdrola Renovables anunciou hoje novas aquisições, nomeadamente a compra de dois parques eólicos com uma potencia total de 50 megawatts (MW) à Gamesa Energia por 65,8 milhões de euros, e de uma central de cogeração de 506 MW nos Estados Unidos por 198,5 milhões de euros.

Segundo um comunicado enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), e citado pela versão electrónica do jornal ‘Expansión’, a filial para a área das energias renováveis da Iberdrola explica que a aquisição dos parques eólicos situados em Almería faz parte dos acordos que assinou em 2005 com a Gamesa para “adquirir um total de 700 MW de potencia instalada em parques eólicos actualmente em fase de promoção, em Espanha e Itália”.

A mesma fonte adianta ainda que este acordo tornou-se efectivo a partir “do dia de hoje”, através da execução da compra à Gamesa Energía de 100% das acções da sociedade Sistemas Energéticos Tacica de Plata, dona do parque eólico Tacica de Plata com 26 MW de potencia instalada.

Este parque está situado na província espanhola de Almería, onde se encontra também o parque de Nacimiento, com 24 MW de potência.

No mesmo documento, a Iberdrola Renovables adianta também que no passado dia 30 de Novembro completou a aquisição da central de cogeração de Klamath, localizada em Oregón, nos Estados Unidos.

A central, que possui 506 MW de potência intalada, custou à Iberdrola Renovables mais de 290 milhões de dólares (198,5 milhões de euros, acrescenta o comunicado.

Diário Económico 



Estudo diz que bioetanol a partir do milho é caro e desfavorável em termos de emissões
Dezembro 4, 2007,
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Substituir a gasolina por bioetanol produzido a partir do milho é uma solução cara e com impactos ambientais significativos devido às suas emissões, de acordo com um estudo liderado por um investigador do Instituto Superior Técnico (IST).

A “Análise Energética e Ambiental da Produção de Bioetanol a partir do Milho em Portugal” - da autoria de Tiago Domingos, Tatiana Valada e Ricardo Teixeira - mostra que o uso deste biocombustível pode ter um balanço negativo em termos de emissões de gases com efeito de estufa, comparativamente à gasolina, quando analisado num cenário que envolve a afectação de solo usado para pastagens.

O trabalho envolveu a análise do ciclo de vida do bioetanol produzido a partir do milho, a cultura actualmente mais viável em Portugal, desde o seu cultivo à utilização do combustível, em dois cenários diferentes.

“Fomos ver todos os impactes, incluindo o fabrico dos adubos e fertilizantes, processo de extracção do milho e transportes, para ver o que acontece até à queima do combustível no motor”, disse Tiago Domingos, professor do Departamento de Engenharia Mecânica do IST e investigador na área de Economia Ecológica.

Num cenário que não contabilize a afectação do solo para pastagens, o balanço é favorável ao bioetanol, embora dispendioso, já que por cada tonelada poupada, o Estado despende 100 euros.

Esta análise compara as emissões de dióxido de carbono (CO2) libertadas pelo bioetanol e pela gasolina, considerando apenas factores como “ocupação do solo”, “DDG” (um sub-produto do bioetanol usado para alimentar animais), “produção de combustível” e “queima de combustível”.

O bioetanol leva vantagem já que recupera parte do CO2 durante o processo de cultivo do milho e tem ainda um impacte positivo devido à produção de DDG.

No lado negativo, contam-se a ocupação do solo, devido ao cultivo intensivo, e a produção de combustíveis fósseis.

“Este cenário cria a ideia de que o bioetanol é neutro em termos de emissões porque o CO2 produzido com a queima de combustível é capturado no cultivo agrícola. Mas os biocombustíveis também consomem muitas energias fósseis”, sublinhou Tiago Domingos Quanto à gasolina, perde claramente na análise relativa às emissões.

O balanço final revela que, neste cenário, cada tonelada de bioetanol poupa duas toneladas de CO2.

Mas cada tonelada de CO2 que se evita custa aos contribuintes 100 euros, segundo estimativas que incorporam o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).

“São valores indicativos porque ainda não saiu a portaria final que define as quotas de produção e isenções relativas aos biocombustíveis”, adiantou o especialista, frisando que “este valor [100 euros] é muito alto”, tendo em conta que cada tonelada de carbono é actualmente transaccionada a 20 euros.

Embora se esperasse que a transição para os biocombustíveis fosse cara, Tiago Domingos considera que é preciso pesar os prós e os contras.

“A questão é saber se se justifica. Trata-se de uma decisão política e não técnica. Usar biocombustíveis sai caro para o contribuinte, mas pode ser encarado também como um investimento, tendo em conta que é preciso adquirir know-how”.

Este estudo alerta para outras consequências “que não têm sido ponderadas”, como o facto de os terrenos usados para o milho não poderem ser ocupados, por exemplo, com pastagens.

“Existe uma diferença entre produzir animais no estábulo ou em pastagem. É preciso contabilizar as emissões de metano e azoto associadas aos animais e que são muito superiores no primeiro caso”, salientou o investigador.

Neste cenário, que contabiliza a alimentação animal e as emissões animais, além dos factores incluídos na análise anterior, a gasolina conta com um impacto positivo - o sequestro de carbono nas pastagens - e surge com um balanço claramente favorável: cinco toneladas de CO2 poupadas.

“Tendo em conta a produção de milho na situação actual em Portugal, o balanço em termos de emissões de gases com efeito de estufa é desfavorável ao bioteanol (aumenta, num cenário de afectação do solo envolvendo animais ou reduz, mas de forma muito cara)”, resumiu o engenheiro ressalvando que “as coisas podem ser diferentes daqui a dois ou três anos”.

Público



Super turbina eólica utiliza levitação magnética para produzir até 1 GW
Dezembro 3, 2007,
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A energia eólica é vista de forma muito simpática por todos aqueles que se preocupam com o meio ambiente. Os especialistas em energia, contudo, afirmam que a eletricidade produzida pelo vento necessitará de mais tecnologia e menos custos se quiser entrar para valer como uma fonte de geração definitiva.

Turbina com levitação magnética

Nesta semana, a empresa MagLev apresentou na China aquela que poderá ser a solução tecnológica que faltava para a viabilização econômica da energia eólica. Com um design totalmente diferente dos tradicionais cataventos, a turbina MagLev utiliza levitação magnética para oferecer um desempenho muito superior em relação às turbinas tradicionais.

As pás verticais da turbina de vento são suspensas no ar acima da base do equipamento. Ao invés se sustentarem e de girarem sobre rolamentos, essas pás ficam suspensas, sem contato com outras partes mecânicas - e, portanto, podem girar sem atrito, o que aumenta exponencialmente seu rendimento.

Ímãs de neodímio

A turbina utiliza ímãs permanentes, e não eletroímãs, que poderiam diminuir seu rendimento líquido, já que uma parte da energia gerada seria gasta para manter esses eletroímãs em funcionamento.

Os magnetos permanentes são feitos de neodímio - um elemento contido no mineral conhecido como terras-raras, - largamente utilizado na fabricação de discos rígidos para computadores. Além de aumentar o rendimento, os ímãs diminuem os custos de manutenção da turbina, que dispensa lubrificação e as constantes trocas dos rolamentos.

Viabilização econômica da energia eólica

Segundo a empresa, a turbina MagLev consegue gerar energia a partir de brisas de apenas 1,5 metros por segundo e consegue suportar até vendavais de até 40 metros por segundo - o equivalente a 144 km/h.

As maiores turbinas eólicas atuais geram 5 MW de potência. Já uma única MagLev gigantesca poderia gerar 1 GW, suficiente para abastecer 750.000 residências. Isso acontece porque a nova turbina pode ser construída em dimensões muito grandes, o que não acontece com os tradicionais cataventos.

Segundo a empresa, a nova turbina gera 20% a mais de energia em relação à turbinas convencionais e tem um custo de manutenção 50% menor. Ainda segundo as estimativas do seu fabricante, uma super-turbina eólica que utiliza levitação magnética poderá funcionar continuamente por… 500 anos.

Inovação Tecnológica (Brasil)