Energias Renováveis


EDP Renováveis quer duplicar capacidade instalada até 2010
Janeiro 31, 2008,
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A EDP Renováveis (empresa do grupo Energias de Portugal, que controla a Energias do Brasil) quer mais do que duplicar sua capacidade instalada em Portugal entre 2007 e 2010, anunciou nesta quinta-feira a presidente-executiva da empresa, Ana Maria Fernandes.

A EDP Renováveis tem atualmente uma capacidade eólica instalada de 3,6 gigawatts (GW) e pretende chegar aos 7,6 GW em 2010, afirmou a administradora.

Entre 2011 e 2013, a EDP Renováveis espera continuar crescendo 1.200 megawatts (MW) por ano.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de acordo com a previsão consensual dos analistas, deverá crescer 46% ao ano até 2010, alicerçado na qualidade da carteira de projetos a entrar em operação.

O crescimento previsto do Ebtida da EDP Renováveis é muito maior do que o das empresas concorrentes.

Ana Maria Fernandes sublinha que 90% das necessidades de turbinas para 2009 já estão contratadas e, para 2010, 45%.

Além da energia eólica, a EDP Renováveis está seguindo de perto o desenvolvimento tecnológico e regulador da energia solar, eólica off-shore (em alto-mar) e da energia das ondas.

Lusa



Monchique vai ter central de biomassa em 2012
Janeiro 30, 2008,
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O Algarve vai ganhar a primeira central de biomassa em 2012, estrutura amiga do ambiente que transformará resíduos de floresta em electricidade, cujos objectivos, além de obter energia, é prevenir incêndios e oferecer empregos.

A biomassa é feita a partir de mato, resíduos de cascas, folhas ou ramos de árvores, árvores, produtos agrícolas como a beterraba ou cereais ou ainda a partir de gás animal.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Monchique, Carlos Tuta, afirmou estar convicto que a construção da central de biomassa arranca ainda antes do final de 2009.

A EDP, por seu turno, disse à Lusa que a conclusão da central está prevista para 2012.

«Temos a expectativa de, durante o prazo estabelecido para a implementação da estratégia de geração de electricidade com base em biomassa florestal em Portugal, que como se sabe termina em 2012, se concluir a central», explicou fonte das Relações Públicas da EDP.

Questionada pela Lusa sobre se a EDP é que irá fazer a obra, a empresa explicou que serão lançados «concursos públicos», levando a uma agregação de empresas de especialidades diversas, capazes de «consumar a edificação da central em cerca de dois anos e meio».

A central de biomassa terá um investimento na ordem dos 75 milhões de euros da Bioeléctrica - empresa controlada pela EDP Altri - e estima-se que vá gerar cerca de 20 empregos directos e cerca de 150 empregos indirectos para recolha, processamento e transporte da biomassa, adiantou à Lusa a empresa.

A central de biomassa ficará na localidade de Alcanforado, Foz dos Besteiros, que faz fronteira com o concelho de Odemira e vai produzir energia para «satisfazer um consumo médio anual de cerca de 100 mil habitantes», indica a EDP.


Diário Digital



Energia: Portugal pode poupar 700 M€ com fontes renováveis

Portugal pode poupar 700 milhões de euros por ano entre 2013 e 2020 em reduções nas importações no petróleo e gás, segundo dados hoje divulgados por Bruxelas, no âmbito do pacote energético-ambiental para lutar contra as alterações climáticas.

Portugal tem uma das metas mais ambiciosas dos 27 na percentagem do consumo de energias renováveis em relação ao consumo bruto final de energia: passar dos 20,4 por cento de 2005 para os 31 por cento em 2020.

A nível europeu, o objectivo é passar dos 8,5 por cento de 2005 para os 11,5 por cento, cumprindo assim o compromisso assumido pelos líderes dos 27 no Conselho Europeu de Março último.

Portugal deverá ser em 2020 o quinto país com uma percentagem mais elevada de consumo de energia a partir de fontes renováveis, apenas atrás de Suécia (49 por cento), Letónia (42), Finlândia (3 8) e Áustria (34).

Diário Digital



Portugal pode aumentar em 1% emissões de CO2

Portugal pode aumentar em 1% as emissões de gases poluentes nos sectores não abrangidos no Comércio Europeu das Licenças de Emissão (CELE), como o dos transportes, anunciou hoje a Comissão Europeia.

Esta meta vinculativa, para 2020, é comparativa a 2005, e foi determinada no quadro do plano global de luta contra as alterações climáticas e melhoria da eficiência energética europeia, proposto pela Comissão Europeia e acordado no ano passado entre os 27.

O executivo comunitário divulgou hoje a repartição de esforços entre os 27 Estados-membros para que a União Europeia atinja as metas traçadas no ano passado de redução das emissões de gases com efeito de estufa, principalmente o CO2, em 20 por cento (em relação a 1990) até 2020.

O Produto Interno Bruto (PIB) per capita foi o principal critério escolhido por Bruxelas para distribuir os esforços de redução nacionais, que variam num intervalo entre 20 por cento de cortes (casos da Dinamarca, Luxemburgo e Irlanda) e um aumento das emissões de 20 por cento, caso da Bulgária e da Roménia, os últimos Estados-membros a aderir ao bloco europeu.

Diário Digital



Neo Energia adquire 222 aerogeradores para países europeus
Janeiro 22, 2008,
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A Neo Energia assinou com a Gamesa um contrato para o fornecimento de 60 aerogeradores que serão instalados em parques eólicos na Polónia, numa potência total de 120 megawatts (MW). Esta operação do grupo EDP, responsável pelo crescimento do mercado eólico na Europa, ascende aos 130 milhões de euros, e surge na sequência de um conjunto de projectos eólicos desenvolvidos em 2007 na Polónia, num total de 1022 MW de capacidade eólica instalada.

«Este é um dos países da Europa central e de leste com grande potencial de crescimento no sector das energias renováveis», explica a EDP em comunicado. O objectivo da Neo Energia é alcançar a fasquia de 10,4 por cento de energia consumida entre 2010 e 2014 com base em fontes de energias renováveis, o que representa cerca de 4000 MW de capacidade eólica instalada em 2014.

Para Espanha o fornecimento da Gamesa à Neo Energia é de 46 aerogeradores, cuja potência total é de 92 MW e o investimento ascenderá aos 80 milhões de euros. A França vai contar com 16 aerogeradores, que totalizam 19 MW e representam um investimento de 18 milhões de euros.

«No total, os 122 aerogeradores contratados representam uma economia em emissões de CO2 de 346 500 toneladas por ano, cerca de 180 mil toneladas na Polónia, 138 mil toneladas em Espanha e 28 500 toneladas em França», conclui a EDP.

Portal Ambiente



Governo quer atingir 10% em biocombustíveis até 2010
Janeiro 17, 2008,
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O Governo aprovou hoje uma resolução em que assume a meta de aumentar dos actuais 5,75 por cento para dez por cento a incorporação de biocombustíveis (com origem em fontes renováveis) nos combustíveis fósseis até 2010.

A resolução foi apresentada no final do Conselho de Ministros pelo titular das pastas da Economia e da Inovação, Manuel Pinho.

Em conferência de imprensa, Manuel Pinho disse que a resolução «permitirá a Portugal atingir o objectivo de incorporar dez por cento de biocombustíveis nos combustíveis fósseis».

«Estes dez por cento são objectivo da União Europeia, mas apenas para se atingir em 2020. Portugal pretende antecipar em dez anos essa meta», salientou.

De acordo com o ministro da Economia, a medida terá efeitos «muito positivos» na economia do país, «porque reduz a dependência de Portugal face aos combustíveis fósseis, cuja produção está concentrada num pequeno número de países e que tem verificado constantes aumentos de preços».

Diário Digital



Bolsa triplica transacções de licenças de emissões em 2007

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As transacções em bolsa (SENDECO2) das licenças de emissão de dióxido de carbono triplicaram no ano passado face a 2006, atingindo um total de 6,5 milhões de toneladas, revelou hoje fonte da instituição.

Este mercado surge no âmbito do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE), através do qual as empresas compram os direitos para poder poluir acima do que lhes é permitido.

As licenças transaccionadas no ano passado na Bolsa Portuguesa de Emissão de dióxido de carbono (SENDECO2) pertenciam ao primeiro Plano Nacional de Atribuição de Licenças (PNALE).

O primeiro PNALE correspondeu ao período de 2005-2007 e abrangeu 38,161 Mton (milhões de toneladas ou megatoneladas) divididos entre 36,896 Mton para 244 instalações industriais e uma parte restante para novas instalações.

Em comunicado divulgado, o director-geral da SENDECO2, Ismael Romeo, destacou a importância do aumento do volume de negócios, tendo em conta que o ano de 2007 foi «difícil» por os preços terem passado de seis euros por tonelada para apenas três cêntimos.

Diário Digital



UAlg acolhe primeira conferência sobre edifícios eficientes

A Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) da UAlg organiza a primeira conferência sobre edifícios eficientes, um evento que contará com perto de 100 participantes, no próximo dia 25 de Janeiro.

Desde o início de 2006, está a ser desenvolvido na UAlg um conjunto de soluções para edifícios eficientes no que toca ao respectivo conforto térmico e acústico. É precisamente este trabalho de investigação que está na origem da realização da primeira Conferência sobre Edifícios Inteligentes, que vai decorrer no dia 25 de Janeiro, no Auditório Azul do Campus de Gambelas, situado no edifício da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

De acordo com Eusébio Conceição, docente da FCMA na área das energias renováveis e responsável pela organização da conferência, “ao longo deste encontro serão abordados os desenvolvimentos mais recentes na área da edificação relacionados com rentabilização energética, sendo que para concretizar esta abordagem contamos com um painel de conferencistas convidados de renome internacional e com representantes de entidades com responsabilidade no sector”.

Assim, serão abordadas questões como a arquitectura bioclimática, sistemas de controlo inteligente em edifícios, gestão energética e edificação eficiente, ventilação, conforto e acústica em edifícios e utilização das novas tecnologias. Justamente, no que toca às novas tecnologias em experimentação na UAlg, serão apresentadas várias ferramentas informáticas concebidas pelo Prof. Eusébio Conceição, no âmbito do projecto POCI 2010.
“Desenvolvemos softwares que se destinam a ser usados não apenas na modelação da resposta dinâmica de edifícios, mas também na simulação numérica de escoamentos virtuais internos e na simulação de condições de conforto através de manequins virtuais, este últimos utilizados na avaliação da qualidade térmica, do ar, acústica e vibrações, entre outros parâmetros.”

+ info aqui



Renováveis - Estatísticas Rápidas - Outubro 2007

O total da potência instalada renovável atingiu 7 366 MW, no final de Outubro de 2007.
O aumento de potência, relativamente a Setembro, deveu-se à entrada em funcionamento de uma nova central a biogás.

A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, cresceu 30% de Janeiro a Outubro de 2007, relativamente a igual período de 2006. Para a produção hídrica registou-se um crescimento de 31%, que resultou, essencialmente, do aumento de produção verificado nas bacias do Douro (+30%), Cávado (+30%) e Tejo (+24%). No entanto, Outubro foi, até agora, o único mês de 2007 em que se verificou um decréscimo na produção relativamente a igual mês do ano anterior (-32%).

A produção eólica, de Janeiro a Outubro de 2007, cresceu 46% relativamente a igual período de 2006. Em Outubro, contrariando a sazonalidade, a produção foi 32% inferior à registada no mês homólogo do ano anterior.

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Fonte: DGGE



Renováveis representaram 40 por cento do consumo de electricidade nacional em 2007
Janeiro 11, 2008,
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A electricidade de origem renovável representou 39,7 por cento dos consumos nacionais em 2007, superando a meta europeia de 39 por cento para 2010, revelou ontem a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

Este valor deveu-se “à crescente importância que a electricidade renovável independente tem vindo a ter, ultrapassando os 13 por cento em 2007”.

Segundo o comunicado da APREN, o país vai depender cada vez menos das grandes centrais hídricas, face ao crescimento de outras fontes, como a energia eólica. O ano que passou foi, segundo dados da REN – Redes Energéticas Nacionais, muito seco.

Com a produção de electricidade de origem renovável evitou-se a emissão para a atmosfera de 9,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono, um dos gases com efeito de estufa.

“Estaremos no bom caminho, aumentando a nossa sustentabilidade ambiental e a independência energética do país, desde que as políticas para o sector – designadamente as tarifárias ou procedimentos no licenciamento – não venham a comprometer o actual ritmo de investimento”, considera a APREN.

Público



Publicado decreto-lei para exploração de energia das ondas

Decreto-Lei n.º 5/2008 (D.R. n.º 5, Série I de 2008-01-0 8)

No uso da autorização legislativa concedida pela Lei n.º 57/2007, de 31 de Agosto, estabelece o regime jurídico de acesso e exercício da actividade de produção de electricidade a partir da energia das ondas



Ambiente: Etanol pode ser mais nocivo do que a gasolina

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A utilização de etanol produzido a partir de cana-de-açúcar, soja e de milho pode ser mais nociva ao ambiente do que a gasolina, segundo um recente artigo de um investigador norte-americano.

William Laurance, do Instituto de Pesquisas Tropicais Smithsonian, com sede no Panamá, disse à Agência Lusa que o etanol produz um volume até 60 por cento menor de gases responsáveis pelo efeito estufa do que a gasolina, mas há outros parâmetros a ponderar.

«Se consideramos outros parâmetros ambientais, entretanto, como o uso de fertilizantes, a grande quantidade de água e a desflorestação de áreas para o plantio, os efeitos ambientais do etanol são muito maiores», disse o investigador.

«As pessoas precisam ficar atentas aos impactos negativos do etanol, até porque os interesses da indústria da cana-de-açúcar não são necessariamente os mesmos interesses da sociedade», afirmou.

O artigo, publicado numa recente edição da revista científica Science, foi baseado num estudo divulgado no ano passado na Suíça.

Ao analisar 26 tipos de biocombustíveis produzidos actualmente, o estudo concluiu que 21 deles reduzem em mais de 30 por cento as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa, na comparação com a gasolina.

Nos tipos analisados, doze foram considerados mais nocivos ao ambiente do que os combustíveis fósseis, entre eles o etanol de milho dos Estados Unidos e o de cana-de-açúcar do Brasil.

A lista dos biocombustíveis mais nocivos ao ambiente inclui ainda o biodiesel a partir de soja, produzido no Brasil, e o biodiesel a partir de palma, produzido na Malásia.

William Laurance salientou que a crescente produção de etanol de cana-de-açúcar e do biodiesel de soja tem ocupado grandes áreas agrícolas, o que reduz a produção de grãos e aumenta o preço dos alimentos.

«A produção de combustível, seja de soja ou de cana, também causa um aumento no custo dos alimentos, tanto de forma directa quanto indirecta», afirmou, referindo-se à subida do açúcar por causa da maior produção de etanol.

A procura de mais áreas para o plantio de cana-de-açúcar e de soja tem sido responsável pela desflorestação de matas nativas, como a Amazónia, a Mata Atlântica (ao longo do litoral) e o Cerrado (savana), na região Centro-Oeste do Brasil.

«A produção de cana-de-açúcar utiliza grande quantidade de água, isso sem falar na poluição dos rios e os fertilizantes que, após serem quebrados em óxido nitroso, também vão afectar a camada de ozono», afirmou.

O uso excessivo de fertilizantes é responsável pela maior parte dos gases do efeito estufa emitidos pela actividade agrícola em todo o mundo, com cerca de 2,1 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano.

O excesso de fertilizantes provoca a emissão de óxido nitroso (N2O), que é cerca de 300 vezes mais potente que o CO2 na mudança do clima, segundo um recente relatório da organização ambiental Greenpeace.

O contributo total da agricultura mundial para a mudança climática é estimado em algo entre 8,5 mil milhões e 16,5 mil milhões de toneladas de CO2, ou entre 17 por cento a 32 por cento das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa.

William Laurance salientou ainda que os produtores queimam as plantações para facilitar a colheita manual da cana-de-açúcar, o que produz grande quantidade de gases responsáveis pelo efeito estufa.

«É importante até mesmo para o futuro do etanol o desenvolvimento de novas tecnologias que garantam uma produção mais eficiente e mais limpa», afirmou.

O investigador norte-americano defendeu a mudança de estratégias na produção de biocombustíveis, com a criação de uma certificação internacional para evitar que sejam mais danosos ao ambiente do que a gasolina.

De acordo com Laurance, uma das questões que precisa rapidamente ser revista é a política de concessão de 11 mil milhões de dólares anuais de subsídios agrícolas aos produtores de milho, nos Estados Unidos.

Os subsídios estimulam a produção de etanol a partir do milho, como substituto da gasolina, eleva o preço do produto no mercado internacional, com graves consequências globais.

A elevação do preço internacional do milho estimula o aumento da produção no mundo e faz com que agricultores brasileiros, por exemplo, agravem as queimadas e a desflorestação da Amazónia.

«Incêndios na Amazónia e a desflorestação tem aumento nos últimos meses, nomeadamente nos estados com a maior produção de grãos e todo mundo atribuiu isso ao aumento do preço do milho, da soja e da carne bovina», afirmou.

«Estamos a viver um mundo complexo e muito intrigante. É preciso que as novas gerações estejam atentas e não sejam influenciadas pelos lobbies da indústria da cana-de-açúcar e dos produtores norte-americanos», disse.

Marcos Sawaya Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), entidade que representa os produtores brasileiros, por seu turno, reconheceu os problemas ambientais do etanol, mas sublinhou que eles serão reduzidos no futuro.

Um dos problemas será solucionado com a eliminação total das queimadas das plantações de cana-de-açúcar até 2017, no Estado de São Paulo, um dos maiores produtores brasileiros de etanol.

«Vamos avançar no difícil processo de fazer a sociedade compreender que é possível produzir alimentos, bebidas, fibras, combustíveis e energia eléctrica a partir dos produtos agropecuários, de forma competitiva e sustentável», referiu.

A «agenda ambiental» dos produtores brasileiros inclui ainda acções na conservação do solo e dos recursos hídricos, protecção de matas ciliares, recuperação de nascentes, redução de emissões e cuidados no uso de defensivos agrícolas.

A meta é «transformar fumo e fuligem em luz», com a produção de energia eléctrica «limpa e totalmente renovável», de baixo impacto ambiental, a partir do bagaço da cana-de-açúcar, sobra da produção de etanol.

A bioeletricidade produzida pelas fábricas de etanol espalhadas pelo país poderá suprir até 15 por cento do consumo de energia eléctrica do Brasil, salientou o presidente da UNICA.

A agenda ambiental do sector inclui igualmente licenciamentos e autorizações ambientais, uso racional da água, de fertilizantes e de novas variedades transgénicas, além da criação de um selo ambiental.

Um dos projectos da UNICA nos próximos meses será implantar estruturas de representação da indústria brasileira da cana-de-açúcar em Washington, Bruxelas e em alguma capital da Ásia, provavelmente Tóquio ou Pequim.«É inaceitável ver o mercado de combustíveis fósseis totalmente liberalizado e o de combustíveis renováveis ainda fortemente protegido», disse.

Diário Digital 



Mesa Solar
Janeiro 7, 2008,
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A energia solar pode via a fazer parte não apenas do seu estilo de vida mas também de sua decoração. A Sun Table, criada pela Sudia Design Labs, é uma mesa para 6 pessoas capaz de gerar 150 watts de energia.

Ela necessita apenas de 3 horas de sol para carregar e possui tomadas para a conexão de laptops e outros aparelhos electrónicos. Um medidor de bateria informa o quanto de energia ainda resta durante o seu uso. Estão disponíveis apenas 50 unidades para venda. Valor: U$3600.

via  EcoTecnologia



A força das ondas
Janeiro 7, 2008,
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A produção de electricidade a partir da energia das ondas promete revolucionar conceitos e abrir novas oportunidades de investimento. A Martifer tem consciência disso e sabe que não basta estar entre os projectos pioneiros. O sucesso, num mundo globalizado e com forte apetite pelas novas energias renováveis, não se limita à promoção de projectos geradores de electricidade. Alargar a cadeia de valor pode ajudar a marcar a diferença. É por essa razão que a Martifer adquiriu a Navalria, uma empresa de Aveiro que lhe garantirá os meios para a construção de equipamento para a exploração da energia das ondas. Esta estratégia já tinha sido adoptada para o segmento da energia eólica e os resultados estão à vista. Hoje a Martifer tem não só presença no mercado da promoção de parques eólicos, quer em Portugal, quer além fronteiras, como garantiu a viabilidade destes activos. Cedo descobriu que face à carência de aerogeradores, a alternativa passava pelo investimento na produção destes equipamentos.

Diário Económico



Parques eólicos matam morcegos
Janeiro 7, 2008,
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Numa altura em que as energias eólicas estão a transformar a paisagem rural, com os aerogeradores a baterem todos os recordes de produção eólica, investigações demonstram que estes equipamentos têm igualmente causado a morte de uma grande quantidade de morcegos, espécie protegida por lei.

«Há evidências de que as populações de morcegos estão em declínio, sendo que a sua área de distribuição está também a diminuir”, afirma, em declarações publicadas na edição desta segunda-feira do Diário de Notícias, Francisco Amorim, ambientalista e académico que está a analisar, desde 2006, o efeito dos aerogeradores na população destes mamíferos, nas serras da Arada e de S. Macário (distritos de Aveiro e Viseu).

Para este académico, a energia eólica apresenta um «lado menos bom que merece ser olhada com precaução», já que «tem sido detectada mortalidade em muitos dos parques eólicos monitorizados, com um pico no final do Verão e início do Outono».

As causas são ainda desconhecidas, mas o ambientalista aponta algumas hipóteses: «Os sons produzidos por turbinas podem atrair ou desorientar os morcegos» e a dificuldade destes mamíferos em «detectar pás em movimento».

Embora a lei exija avaliação de impacto ambiental, as suas conclusões só são obrigatórias quando está em causa «a instalação de aerogeradores em áreas protegidas ou de mais de dez torres», esclarece.

O ambientalista sugere medidas de minimização como «a promoção de habitats de alimentação e de abrigos artificiais e realização de acções de sensibilização e de educação ambiental junto das populações».

Diário Digital