A Câmara de Proença-a-Nova apresentou hoje um estudo que revela que o município tem um saldo positivo anual de 36 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) sequestrado da atmosfera.
O estudo “Proença-a-Nova: Um Concelho Carbono Mais” calculou o saldo entre o CO2 (gás de efeito de estufa) emitido para atmosfera no concelho entre 2004 e 2006 e quanto é que a floresta da área do município conseguiu absorver através da fotossíntese.
“O nosso principal objectivo é despertar consciências”, disse à Agência Lusa João Paulo Catarino, presidente da autarquia, para quem “o Governo tem que discriminar positivamente os municípios que fixam carbono e dar-lhes mais verbas”.
“A retenção de carbono tem que ser um dos aspectos a ter em conta numa próxima Lei das Finanças Locais”, defendeu o autarca, acrescentando que 68 por cento dos 400 quilómetros quadrados do seu concelho, na região do Pinhal Interior, são área florestal.
Para já, a Câmara de Proença-a-Nova vai certificar o saldo positivo com o apoio de uma empresa alemã (Tuv Nord) e pode vir a convertê-lo em euros no mercado europeu voluntário de carbono.
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