Energias Renováveis


Comércio Europeu de Licenças de Emissão: novas regras e perspectivas futuras

A Cogen Portugal – Associação Portuguesa para a Eficiência Energética e Promoção de Cogeração, em parceria com a E.Value, vai organizar um curso para operadores de instalações e gestores sobre «Comércio europeu de licenças de emissão: novas regras e perspectivas futuras», no dia 1 de Abril de 2008. A data limite de inscrição é no dia 27 de Março de 2008.

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Galp alia-se à Algafuel para produzir microalgas em Sines

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A Galp Energia assinou, ontem, uma parceria com o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) e a empresa Algafuel, tendo em vista a constituição de um consórcio para a produção de biomassa e biocombustíveis a partir da cultura de microalgas e da respectiva sequestração de dióxido de carbono (CO2) na refinaria de Sines. Esta é, segundo Ferreira de Oliveira, presidente executivo da Galp, uma forma de «cumprir com as responsabilidades para com a comunidade que suporta o nosso negócio».

O projecto vai envolver um investimento entre 1 e 2 milhões de euros. Numa primeira fase, será constituída, pela Algafuel, uma zona piloto de cerca de um hectare, depois de feitos todos os estudos e análises de modo a encontrar as espécies mais adequadas ao local e aos gases emitidos. A empresa espera que, em 2009, o protótipo já esteja a funcionar.

O INETI ficará responsável pela definição do momento ideal para a colheita e pela extracção do óleo da biomassa resultante da “criação” de microalgas. Esse óleo será depois refinado na biorrefinaria de Sines, que entrará em funcionamento, segundo Ferreira de Oliveira, em 2010. Depois da fase piloto, iniciar-se-á a produção a uma escala industrial, ainda sem data prevista. «Acredito que vamos estar em pé de igualdade com as grandes multinacionais», afirmou o responsável da Galp, acrescentando que «sendo mais pequenos podemos ser mais ágeis e ambiciosos».

Cada tonelada de microalgas produzida consome cerca de duas toneladas de CO2, tendo ainda uma acumulação intracelular de lípidos que pode atingir 60 a 70 por cento do seu peso seco. Estes organismos constituem-se, assim, como uma boa solução para as unidades de produção industrial cuja actividade seja condicionada pelas emissões de dióxido de carbono ou óxidos de azoto. Por cada 20 toneladas de crude refinado em Sines, são emitidas 4 toneladas de CO2 que, se utilizadas para alimentar as microalgas, produzirão duas toneladas de biomassa e uma tonelada de biocombustível.

Portal Ambiente



Inscrições para o Intelligent Energy Europe - Info-Day em Portugal

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Encontram-se abertas as inscrições para o Intelligent Energy Europe - Info-Day, promovido pela DGEG em colaboração com a Intelligent Energy Executive Agency da Comissão Europeia.

Este evento terá lugar no dia 17 de Abril de 2008, entre as 14.30h e as 18.00h, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro.

A inscrição é gratuita (limitada à capacidade da sala), devendo para o efeito remeter devidamente preenchida a ficha de inscrição.

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Portugueses admitem investir 3.500 € em energias renováveis
Março 13, 2008,
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Um em cada quatro portugueses admite adquirir equipamentos para a produção de energia renovável nos próximos 12 meses e, em média, estão dispostos a investir 3.500 euros, indica um estudo hoje divulgado pelo banco Cetelem.

O documento tem por base uma amostra de cerca de 1.000 pessoas das diferentes regiões do país (entrevistadas entre 15 de Outubro e 2 de Novembro de 2007) e pretendeu conhecer melhor a apetência dos consumidores portugueses para investirem em equipamentos para produção de energia renovável.

De acordo com o director-geral do Cetelem Portugal, Miguel Cabaça, os portugueses estão dispostos a investir na melhoria das condições de habitação, através de investimentos em equipamentos «amigos do ambiente», sendo esta predisposição uma «forte oportunidade» para os mercados de venda e instalação deste tipo de equipamentos.

No entanto, o estudo do banco de crédito ao consumo conclui que o investimento em remodelações motivado pela aquisição de equipamentos de produção de energias renováveis «ainda não é uma prioridade».

Diário Digital



EnerArea vai produzir 15 mil litros de biodiesel por dia

A Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior (EnerArea) vai reciclar óleos alimentares usados nos 13 concelhos da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) e na Diputación de Salamanca, foi hoje anunciado.

«Esperamos recolher 18 mil litros de óleos usados por dia, que deverão corresponder a 15 mil litros de biodiesel», disse hoje à Agência Lusa Carlos Santos, director da EnerArea, agência criada no âmbito da AMCB.

O projecto deverá estar no terreno a partir do Verão e prevê a entrega, a cada uma das 64 mil famílias dos 13 concelhos, de um mini-oleão de 5,5 litros para armazenar os óleos domésticos.

Serão ainda distribuídos oleões de 30 litros a 500 estabelecimentos de restauração e instituições como lares e centros de dia. O número de equipamentos a distribuir do lado espanhol é o mesmo, cobrindo parte da região de Salamanca.

O circuito de recolha termina em contentores de 200 litros colocados à porta de grandes superfícies, para onde deverão ser despejados todos os óleos usados.

«Esses contentores vão estar equipados com sensores que avisam a empresa de recolha, via GPRS, quando estão prestes a ficar cheios», explicou Carlos Santos.

«A Diputación de Salamanca e a AMCB já cooperam há oito anos e na assinatura do programa Interreg, na última semana, ficou acordado ficarmos com a gestão deste projecto», acrescentou.

O custo inicial está estimado em 300 mil euros para gestão e distribuição dos contentores. Os custos de produção serão suportados pela empresa Ecoldiesel, estando o projecto também aberto a outras empresas que queiram investir na produção do biodiesel.

Até ao Verão serão desenvolvidas acções de sensibilização junto da população e nas escolas.

Diário Digital



Energia a partir das ondas estará em pleno funcionamento em 2009
Março 12, 2008,
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A portuguesa Eneólica está a desenvolver ao largo da praia da Almagreira, Peniche, um projecto-piloto de produção de energia a partir das ondas, usando tecnologia pioneira em todo o mundo que está a ser instalada no fundo do mar.

O objectivo é a partir do final de 2009 criar, em Peniche, um grande parque mundial de energia das ondas e entrar numa fase de exploração comercial do projecto com uma potência instalada entre os 50 e os 100 megawatts (MW).

Nessa altura, o investimento ascenderá a cem milhões de euros e colocará Portugal na linha da frente no segmento da produção mundial de energia a partir do movimento das ondas.

“O mar em Portugal tem as melhores condições para o aproveitamento da energia das ondas, dada a ondulação mais ou menos forte e com alguma regularidade”, reconheceu à agência Lusa o administrador da Eneólica, Agostinho Ribeiro, considerando que, no contexto da costa portuguesa, Peniche aparece como sendo “a melhor zona”, por todas estas características da “ondulação de fundo”.

“Se o projecto vier a demonstrar toda a sua viabilidade técnica e financeira, em finais de 2009 estamos em condições de passarmos a projecto comercial”, adiantou, revelando que o objectivo da empresa passa também por “construir um cluster industrial em Peniche”, para a montagem e manutenção de toda a tecnologia.

Agora, os equipamentos são transportados da Finlândia por arrastões até ao Porto de Peniche e montados nos Estaleiros Navais da cidade, para daí serem levados para a Almagreira, onde em Abril de 2007 foi instalada a primeira e única máquina “Wave Roller”, a 20 metros de profundidade e a 500 milhas da praia.

A tecnologia foi criada pela finlandesa AW Energy e, além de Peniche, está a ser testada pelo Centro Europeu de Energia Marítima (Orkney), ao largo do mar da Escócia.

“É a única empresa [em todo o mundo] com tecnologia para o aproveitamento da energia das ondas no fundo do mar”, revelou Agostinho Ribeiro, explicando que, pelo contrário, os mecanismos até aqui existentes no segmento da energia das ondas “aproveitam energia com tecnologias flutuantes à superfície” e revelam-se pouco eficazes em situações de tempestade porque “vêm parar à terra”.

Sabendo à partida que “o fundo do mar é mais tranquilo”, a AW Energy desenvolveu este conceito inovador em todo o mundo, cujo projecto que está agora pela primeira vez a ser testado “não é para aproveitar as ondas à superfície, mas as de fundo, e conciliar as características do fundo do mar, a movimentação das areias e as características da ondulação”.

Através de pás flutuantes que acompanham o movimento das águas, a tecnologia é capaz de captar energia para depois ser transformada em electricidade, como demonstra o protótipo com uma potência de 15 kilowatts (KW) que se encontra em Peniche.

“Até agora a demonstração está a resultar, o projecto está já a produzir energia” que não está ainda a ser debitada para a rede eléctrica. “Já estamos a estender o cabo para terra e queremos estar a injectar energia no prazo de dois meses”, adiantou o responsável, estimando que o investimento é de 50 mil euros.

Todos os movimentos debaixo de água e possíveis avarias nos equipamentos são captados por três câmaras de videovigilância, cujas imagens podem ser visualizadas através da sala de controlo de uma estação que funciona junto à praia da Almagreira. É a partir daí que, no local ou à distância através da internet, uma equipa composta por seis técnicos (portugueses e finlandeses) consegue monitorizar dados- como potência e energia geradas em tempo real- que vão sendo processados em dois computadores.

Dentro de um mês, se as condições do mar assim o permitirem, um segundo equipamento será colocado no fundo do mar. Até ao final deste ano, a Eneólica pretende instalar outros dez, de modo a ficar com uma capacidade de produção de 100 KW, que poderão fornecer electricidade a 20 habitações.

Público



Empresas da Sonae vão usar energia solar
Março 6, 2008,
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A tendência não é nova e têm ganho maior expressão nos EUA pela mão de empresas como a Wal-Mart e a Google. A utilização do topo dos edifícios para instalação de painéis solares também já chegou a Portugal. O caso mais emblemático é o do Mercado Abastecedor de Lisboa. Belmiro de Azevedo quer dar-lhe nova dimensão. Espaço não lhe falta.

O patrão da Sonae quer instalar um milhão de metros quadrados de painéis solares nos edifícios da Sonae Sierra e Sonae Distribuição (hiper e supermercados).

A concretizar-se este objectivo, a energia produzida seria superior ao total da central fotovoltaica de Moura, no Alentejo, que deverá produzir 150 megawatts, ocupando 50 hectares, metade dos 100 campos de futebol previstos por Belmiro.

Para já, a Sonae Sierra está a testar a tecnologia em dois projectos-piloto abertos no ano passado – os centros comerciais 8ª Avenida, em São João da Madeira, e o El Rosal, em Ponferrada, em Espanha. “A ideia é, no futuro, replicar este sistema em todos os novos projectos”, adianta Tiago Vidal, director de comunicação da Sonae Sierra.

Os painéis fotovoltaicos do 8ª Avenida custaram 30 mil euros e permitem uma poupança de 2.500 euros por ano, enquanto as estruturas que estão no El Rosal representaram um investimento de 600 mil euros. A discrepância de valores deve-se ao facto de, em Portugal, servirem apenas para o aquecimento da água e em Espanha serem utilizados para produzir electricidade.

A viabilidade da colocação de painéis nos 47 centros comerciais que a empresa opera em todo o munco está igualmente em estudo. “Não sabemos se vamos conseguir em todos, porque muitos edifícios não estão preparados, mas esse é o nosso objectivo”, explica Tiago Vidal.

A empresa está igualmente a estudar outras medidas que tornem os edifícios mais sustentáveis do ponto de vista ambiental, como a reutilização da água da chuva, mais fáceis de adaptar nos locais já construídos.

A reutilização das águas está a ser testada em São João da Madeira. Foram investidos 69 mil euros e o ‘payback’ foi obtido em meio ano. As poupanças de água, usada na rega, casas de banho e no ar condicionado são de 154 mil euros.

Na Sonae Distribuição, os painéis solares estão a ser testados no supermercado Modelo em Estremoz. A intenção é semelhante à dos centros comerciais: alargar a experiência aos outros activos.

Diário Económico 



Sector energético vai receber investimentos de 12 mil milhões de euros até 2012

O ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmou que Portugal vai investir 12 mil milhões de euros no sector energético até 2012, entre barragens, centrais de ciclo combinado, parques eólicos e infra-estruturas.

Manuel Pinho, em declarações aos jornalistas após a sua intervenção na Conferência Internacional de Energias Renováveis de Washington (WIREC 200 8) , afirmou que existe “muito investimento e que o segredo é criar os incentivos certos e um quadro regulatório estável”.

Esta mesma mensagem foi passada durante a sua intervenção perante milhares de congressistas no painel ministerial do WIREC, onde Manuel Pinho afirmou que Portugal tem uma “história de sucesso” nas energias renováveis.

Neste painel, que contou também com a participação do comissário europeu da Energia, Andris Piebalgs, vários ministros relataram as experiências dos seus países na área das energias renováveis.

O ministro da Economia afirmou que Portugal é nesta matéria um exemplo, tendo para 2020 o quinto objectivo mais ambicioso a nível europeu e talvez mundial em matéria de energias renováveis.

Manuel Pinho lembrou que Portugal tem, neste momento, as duas maiores centrais fotovoltaicas do mundo e que foi o país europeu onde a potência eólica mais cresceu entre 2005 e 2006, excedendo já os 2000 megawatts (MW) em operação.

O governante referiu também que o país é pioneiro na energia das ondas, na sequência de um projecto de grandes dimensões que estará em breve em operação.

A nível de centrais hídricas, a sua produção deverá aumentar em cerca de 50 por cento, no espaço de cinco a sete anos, a actual capacidade instalada de 4800 MW.

O ministro sublinhou ainda que o objectivo para a incorporação de biocombustíveis nos combustíveis rodoviários é de dez por cento em 2010.

Manuel Pinho destacou como prioridade para Portugal a “combinação entre o vento e a água” e afastou em definitivo a opção nuclear, por considerar que o país não necessita dela.

Público



Renováveis - Estatísticas Rápidas - Dezembro 2007
Março 4, 2008,
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O total da potência instalada renovável atingiu 7 409 MW, no final de Dezembro de 2007.
O aumento de potência, relativamente a Novembro, verificou-se na potência instalada eólica.

A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, cresceu, apenas, 1,6%, em 2007, relativamente a 2006, essencialmente devido ao comportamento registado no último trimestre do ano pela sua componente hídrica, verificando-se um decréscimo de 68%, relativamente ao trimestre homólogo do ano anterior, com 81% de quebra no mês de Dezembro. Destacam-se os decréscimos verificados nas bacias do Lima (-98%), Mondego (-96%), Tejo (-89%), Douro (-77%) e Cávado (-66%).

A produção eólica, em 2007, cresceu 38% relativamente a 2006. Em Dezembro, a produção continuou a evoluir de acordo com a sazonalidade, sendo 17% superior à registada no mês homólogo do ano anterior.

Salienta-se, ainda, a entrada em funcionamento, em 2007, de uma nova central fotovoltaica, aumentando significativamente a potência instalada nesta tecnologia.

Download Estatísticas (DGGE)



Ventinveste quer incentivos adicionais para o projecto eólico
Março 4, 2008,
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O consórcio Ventinveste, liderado pela Galp, que ganhou a fase B do concurso eólico, candidatou-se a ajudas financeiras para parte do seu projecto, segundo apurou o PÚBLICO. A serem concedidos os apoios, trata-se de uma subsidiação dupla que contrariará as regras do concurso público internacional que decorreu no ano passado.

O assunto não é assumido oficialmente e não é pacífico junto da administração pública. O concurso, tal como para a fase A, previa apenas a valorização do investimento proposto pelos candidatos tendo como incentivo a tarifa de que beneficia a energia eólica e os pontos de ligação à rede eléctrica.

Foi, desde o início, “entendido de forma clara”, na expressão de um dos elementos, que não havia lugar para mais incentivos - pelo que o assunto nunca chegou a ser abordado anteriormente. Os subsídios ora pedidos respeitam à parte industrial e à construção das linhas eléctricas que ligarão os parques à rede de alta tensão da REN, mas é nesta última possibilidade que o grupo aposta.

O mesmo já não aconteceu com a fase B: a Ventinveste juntou à candidatura a projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN), que entregou junto da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), o pedido de incentivos adicionais ao investimento, dois dossiers para os quais espera agora resposta.

Se o “tratamento” PIN é considerado necessário para este tipo de projectos com forte impacto industrial e com uma longa caminhada burocrática pela frente, já a candidatura a incentivos adicionais reflecte uma abertura, pelo menos, tácita do Ministério da Economia a discutir a questão. Dos vários contactos realizados pelo PÚBLICO, constatou-se que essa abertura não é aceite de forma consensual.

Outra questão ainda por esclarecer também é a de constituição do Fundo de Inovação, no valor de 35 milhões de euros, a ser gerido pelo Estado. O depósito desta verba, segundo as regras do concurso, é concomitante com a assinatura do contrato com o Estado, mas, no caso da Ventinveste, poderá vir a beneficiar de um prazo de nove anos.

Para a fase A, o montante requerido era igual e nas mesmas condições, tendo sido realizado de imediato pelo consórcio vencedor, a Eólicas de Portugal, liderado pela EDP e Enercon. As condições do concurso foram iguais para as duas fases.

Público