Energias Renováveis


Petróleo, Gás Natural e Carvão - Estatísticas Rápidas - Janeiro 2008

Tendo por base os dados provisórios que se apresentam seguidamente e que incluem Janeiro 2008, efectuou-se uma análise ao comportamento do consumo dos principais combustíveis, tendo por base o ano móvel. Esta análise permite concluir que continua a haver um decréscimo global no consumo dos principais combustíveis, embora de forma menos acentuada do que se vinha a verificar nos meses anteriores.

A evolução do consumo global dos vários combustíveis permite concluir que, no ano móvel em apreço, houve uma redução de 2,4% no consumo global dos combustíveis no mercado interno. Contudo, esta redução global não foi verificada para todos os combustíveis, uma vez que o consumo de gás natural cresceu 6,3%, enquanto que decresceu o consumo dos produtos derivados do petróleo em 2,6% e do carvão em 11,3%.

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Fonte: DGEG



Biocombustíveis: microalgas são solução ideal

A produção de biocombustíveis a partir de óleo de microalgas apresenta-se como a solução ideal numa altura em que continua a ser urgente encontrar alternativas ao petróleo, mas o mundo responsabiliza os biocombustíveis pela crise alimentar.

«A alga será seguramente uma das soluções ideais, senão a única. Faz duas coisas importantes: sequestra o co2, necessário para crescer, e no final produz ainda o óleo para biodiesel. De outra forma é díficil conjugar estas duas coisas», explicou à Lusa Nuno Coelho, director-geral da Algafuel, a primeira empresa portuguesa a produzir óleo de microalgas para biocombustível com fins industriais.

Mas que vantagens têm as algas que as possam tornar numa melhor opção do que o milho ou o girassol? «Uma delas é que não compete com as culturas alimentares», apontou a responsável pela investigação com microalgas no Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), Fernanda Rosa.

«Quando estamos a produzir microalgas não estamos a produzir nada que seja necessário para a alimentação e essa produção pode ser feita em qualquer tipo de terreno, inclusivamente em zonas áridas».

Acrescentou que se tratam de microrganismos que se reproduzem «de uma forma exponencial» e cuja duplicação se faz num dia ou dia e meio, explicando ainda que se desenvolvem em qualquer tipo de água - salgada, salobra, residual - e necessitam de pouco mais do que luz solar e dióxido de carbono (CO2).

No INETI, a investigação e o trabalho de extracção de óleo de microalgas para a produção de biocombustível já se faz há quase trinta anos, o que dá a Portugal o know-how consolidado no crescimento de microalgas e que poderá ser agora utilizado nesta nova oportunidade dada aos biocombustíveis.

«Temos aqui uma colecção enorme de microalgas que estão liofilizadas ou estão mantidas em meio, mas dormentes. Quando queremos começar o crescimento dessas microalgas vamos-lhes fornecer meio ou nutrientes, meio novo que as faz replicar-se e crescer», explicou Fernanda Rosa.

«Depois passam para pequenos reactores verticais onde há borbulhamento de ar ou CO2, replicando-se assim com maior intensidade, sendo que o crescimento é feito depois em mangas plásticas, muito económicas, ainda dentro do laboratório(…) quando estão em crescimento forte e em bom estado passam então para fotobioreactores ou lagoas», explicou.

Sendo um instituto de investigação, a industrialização é uma vertente que foge ao âmbito do INETI, mas já há em Portugal quem se dedique ao cultivo de microalgas não só para a produção de biocombustível, mas para os mais diversos fins.

No Algarve, encontra-se o quartel-general da Necton, uma empresa que desenvolve o seu ramo de actividade no sector da biotecnologia marinha e que se especializou na produção de microalgas.

Foi formada em 1997 e a partir de Janeiro deste ano deu origem à Algafuel que se dedica especificamente à industrialização de biomassa de microalgas para a produção de biocombustível.

O processo laboratorial de produção de microalgas é em todo igual ao do INETI, mas aqui pensa-se a uma outra escala e com outros objectivos.

«A produção é diária, é um pouco a pedido, e não tem os riscos de vir uma geada e morrer tudo porque é simples. Vazam-se os sistemas de produção, limpam-se e começa-se outra vez. Um processo que demora três a quatro dias porque não é preciso lavrar a terra novamente. Não se perde um ano, perdem-se dois ou três dias», explicou o administrador da Necton, João Navalho.

Outra vantagem das microalgas que, contrariamente a todas as outras culturas, podem ser produzidas ininterruptamente em qualquer altura do ano e podem, por isso, ser recolhidas todos os dias.

Segundo João Navalho, a empresa tem uma unidade de produção que pode atingir as duas toneladas por ano, no entanto esse valor pode variar exponencialmente em detrimento do tipo de alga ou das condições em que ela é produzida.

Apesar das inúmeras vantagens, o processo de obtenção de óleo através de microalgas apresenta uma desvantagem que, no final, torna o óleo duas vezes mais caro do que o óleo obtido através de qualquer outra oleaginosa.

«As microalgas estão a crescer num meio aquoso, que não pode ter uma densidade de microalgas muito alta porque senão a radiação não as atinge de forma homogénea em todo o fotobioreactor. Ai temos uma necessidade de ter alguma diluição no meio, logo há que concentrar e a concentração [que é feita com uma centrifugadora] é um processo que não é barato», explica Fernanda Rosa.

O director-geral da Algafuel sublinhou que se pode fazer 100 por cento biodiesel de óleo a partir de microalgas, mas que o preço ainda é bastante elevado por falta de produção ao mesmo nível da procura.

«Porque toda a produção mundial nunca foi pensada para este fim, mas sim para fins alimentar, aquacultura, cosmética, que têm condicionantes de preço completamente diferentes das dos biocombustíveis», defendeu Nuno Coelho.

Então, para quando carros movidos a algas? «Tanto quanto eu posso antever nas próximas dezenas de anos, talvez nem tanto, vamos ter carros movidos a biodiesel que pode ser obtido a partir de microalgas. Isso sem dúvida nenhuma», garantiu Nuno Coelho, considerando, porém, que vai ser preciso um investimento massivo em tecnologia e um grande know-how na produção de microalgas.

Diário Digital



Dia Europeu do Vento

O INEGI está a promover uma série de eventos no âmbito do Dia Europeu do Vento, entre os dias 13 e 16 de Junho de 2008. Trata-se de uma iniciativa do INEGI com a APREN para divulgar junto da sociedade os benefícios da energia eólica.

Entre as actividades planeadas encontram-se:
- Concurso de desenho para jovens até 15 anos (prémios: computadores portáteis, mp3, consolas, entre outros)
- Concurso de fotografia para todas as idades (1º prémio 700 euros; 2º prémio 500 euros; 3º prémio 300 euros)

Os regulamentos dos concursos, bem como informações sobre os restantes eventos (palestras, conferências, oficinas) podem ser consultadas em http://diadovento.inegi.up.pt/.



Pré-registos para microprodução reabrem a 9 de Junho
Maio 7, 2008,
Arquivado como: Microgeração | Tags: ,

Bastaram 6h50 para se atingir o limite estabelecido pelo Governo para o encerramento temporário do sistema SRM - Sistema de Registo da Microprodução. Este é o procedimento que está previsto sempre que sejam atingidos 2 MW de potência de pré-registos de novas instalações de microprodução.

Tendo-se verificado que foram atingidos os 2 MW de potência de pré-registos às 18h50, o processo de pré-registo de novas instalações foi suspenso, sendo reaberto no próximo dia 9 de Junho, às 12h00.



Solar fotovoltaico: o dilema da escala de produção
Maio 5, 2008,
Arquivado como: Energia Solar/Fotovoltaica | Tags: ,

Portugal é um dos países mais ricos da Europa em termos de energia solar. A insolação em Portugal Continental varia entre 1800 e 3100 horas de sol por ano. Para aproveitar este recurso estão a ser investidos, por exemplo, quase 600 milhões de euros no solar fotovoltaico.

A central de Serpa, com 11 MW de capacidade, e a de Moura, na qual vão ser instalados 46,41 MW de pico e 35 MW de potência de injecção na rede, são dois dos projectos mais emblemáticos do País, figurando entre os maiores do mundo. No entanto, a escala de produção é um dos dilemas que se colocam relativamente a este tipo de investimentos. Para António Sá da Costa, presidente da Associação de Energias Renováveis (Apren), «a aposta na vertente fotovoltaica não deve ser feita em projectos de grande escala, da mesma maneira que a bicicleta não dá para ser um transporte de massas», metaforiza.

Muito pequena, pequena e média dimensão. É nesta escala que Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES), também vê o futuro da fotovoltaica. «É negativo e contraproducente investirmos em projectos megacentralistas. Não faz sentido praticar uma cultura intensiva de painéis solares. É como termos um mono, um elefante perdido num monte alentejano», compara. A solução passa por diversificar as utilizações dos painéis, em explorações agrícolas, hotéis, escolas, e outros edifícios públicos.

A Associação Portuguesa da Indústria Solar (Apisolar) é outra entidade contra os projectos de grande dimensão. «Uma potência de 62 MW é megalómana. No máximo aprovaríamos três centrais de 5 MW e repartidas pelo País», defende o presidente da associação, Carlos Campos. «A conta é muito simples: 62 MW equivalem a 24 800 pequenos sistemas de 2500 W, o que daria para 248 empresas se criarem e instalar cada uma delas 100 sistemas de 2500 W, o que é muito», enfatiza.

No mesmo sentido, Sá da Costa lembra que existem perto de 3 milhões de casas em Portugal. «Se em 10 por cento for instalada essa potência, teremos 800 MW, disseminados em 300 mil projectos, ou seja, uma potência 12 vezes superior à que será instalada em Moura», reflecte. «Ao contrário da centralização da potência, é preciso descentralizar», conclui Carlos Campos.

Ambiente Online



Ciclo de Seminários - Consumos, Energia e Ambiente

No próximo dia 7 de Maio, irá decorrer no Auditório da Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais, campus de Gambelas, da Universidade do Algarve o seminário “Consumo, Energia e Ambiente”.

Para este seminário, também destinado a recém licenciados, jovens universitários e do ensino secundário, a organização conta com a parceria da própria Universidade.

O seminário conta com a participação de vários especialistas na área do Ambiente, mas também foca questões como a certificação energética dos edifícios e a pegada ecológica da alimentação. O onjectivo é promover o debate sobre questões ambientais prementes e a política europeia para o ambiente, discutir ideias sobre a eficiência energética dos edificios e sensibilizar para o consumo eficiente da energia e para o que cada um de nós pode fazer no dia-a-dia, é o objectivo desta nossa proposta que é sobretudo um convite ao exercício da cidadania participativa.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia, sendo distribuída documentação relacionada aos participantes, bem como entregue Certificado de Participação no final da Acção.

Ficha de Inscrição