Energias Renováveis


Petróleo, Gás Natural e Carvão - Estatísticas Rápidas - Janeiro 2008

Tendo por base os dados provisórios que se apresentam seguidamente e que incluem Janeiro 2008, efectuou-se uma análise ao comportamento do consumo dos principais combustíveis, tendo por base o ano móvel. Esta análise permite concluir que continua a haver um decréscimo global no consumo dos principais combustíveis, embora de forma menos acentuada do que se vinha a verificar nos meses anteriores.

A evolução do consumo global dos vários combustíveis permite concluir que, no ano móvel em apreço, houve uma redução de 2,4% no consumo global dos combustíveis no mercado interno. Contudo, esta redução global não foi verificada para todos os combustíveis, uma vez que o consumo de gás natural cresceu 6,3%, enquanto que decresceu o consumo dos produtos derivados do petróleo em 2,6% e do carvão em 11,3%.

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Fonte: DGEG



Renováveis - Estatísticas Rápidas - Dezembro 2007
Março 4, 2008,
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O total da potência instalada renovável atingiu 7 409 MW, no final de Dezembro de 2007.
O aumento de potência, relativamente a Novembro, verificou-se na potência instalada eólica.

A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, cresceu, apenas, 1,6%, em 2007, relativamente a 2006, essencialmente devido ao comportamento registado no último trimestre do ano pela sua componente hídrica, verificando-se um decréscimo de 68%, relativamente ao trimestre homólogo do ano anterior, com 81% de quebra no mês de Dezembro. Destacam-se os decréscimos verificados nas bacias do Lima (-98%), Mondego (-96%), Tejo (-89%), Douro (-77%) e Cávado (-66%).

A produção eólica, em 2007, cresceu 38% relativamente a 2006. Em Dezembro, a produção continuou a evoluir de acordo com a sazonalidade, sendo 17% superior à registada no mês homólogo do ano anterior.

Salienta-se, ainda, a entrada em funcionamento, em 2007, de uma nova central fotovoltaica, aumentando significativamente a potência instalada nesta tecnologia.

Download Estatísticas (DGGE)



Enersis e Enernova lideram energia eólica em Portugal

A Enersis liderava, em Dezembro, as quotas de mercado dos promotores de energia eólica que operam em território nacional, com uma fatia de 24,4 por cento e cerca de 525 MW de potência ligada. No segundo posto encontrava-se a Enernova, com 18,6 por cento e 400 MW de potência ligada. Os dados ao que o AmbienteOnline teve acesso constam de um relatório sobre parques eólicos elaborado pelo Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial.

No entanto, com os parques que estão neste momento em construção e os adjudicados, a empresa do grupo EDP ultrapassará a Enersis, com a ligação de quase mais 600 MW, o que lhe dará uma quota de mercado de 19,1 por cento.

Em terceiro lugar surge a Generg, com 16,7 por cento e cerca de 365 MW de potência ligada. A empresa tem em construção mais 325 MW. Por ordem decrescente estão colocadas a Electrabel (15,7 por cento), a Finerge (7 por cento), a Tecneira (4,1 por cento), a empresa Empreendimentos Eólicos do Vale do Minho (3,7 por cento), a Energiekontor (2,6 por cento), a EDF en Portugal (2,4 por cento), a Iberdrola (2,4 por cento) e outros promotores não especificados (2,3 por cento).

Portal Ambiente



Renováveis - Estatísticas Rápidas - Outubro 2007

O total da potência instalada renovável atingiu 7 366 MW, no final de Outubro de 2007.
O aumento de potência, relativamente a Setembro, deveu-se à entrada em funcionamento de uma nova central a biogás.

A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, cresceu 30% de Janeiro a Outubro de 2007, relativamente a igual período de 2006. Para a produção hídrica registou-se um crescimento de 31%, que resultou, essencialmente, do aumento de produção verificado nas bacias do Douro (+30%), Cávado (+30%) e Tejo (+24%). No entanto, Outubro foi, até agora, o único mês de 2007 em que se verificou um decréscimo na produção relativamente a igual mês do ano anterior (-32%).

A produção eólica, de Janeiro a Outubro de 2007, cresceu 46% relativamente a igual período de 2006. Em Outubro, contrariando a sazonalidade, a produção foi 32% inferior à registada no mês homólogo do ano anterior.

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Fonte: DGGE



Ambiente: Etanol pode ser mais nocivo do que a gasolina

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A utilização de etanol produzido a partir de cana-de-açúcar, soja e de milho pode ser mais nociva ao ambiente do que a gasolina, segundo um recente artigo de um investigador norte-americano.

William Laurance, do Instituto de Pesquisas Tropicais Smithsonian, com sede no Panamá, disse à Agência Lusa que o etanol produz um volume até 60 por cento menor de gases responsáveis pelo efeito estufa do que a gasolina, mas há outros parâmetros a ponderar.

«Se consideramos outros parâmetros ambientais, entretanto, como o uso de fertilizantes, a grande quantidade de água e a desflorestação de áreas para o plantio, os efeitos ambientais do etanol são muito maiores», disse o investigador.

«As pessoas precisam ficar atentas aos impactos negativos do etanol, até porque os interesses da indústria da cana-de-açúcar não são necessariamente os mesmos interesses da sociedade», afirmou.

O artigo, publicado numa recente edição da revista científica Science, foi baseado num estudo divulgado no ano passado na Suíça.

Ao analisar 26 tipos de biocombustíveis produzidos actualmente, o estudo concluiu que 21 deles reduzem em mais de 30 por cento as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa, na comparação com a gasolina.

Nos tipos analisados, doze foram considerados mais nocivos ao ambiente do que os combustíveis fósseis, entre eles o etanol de milho dos Estados Unidos e o de cana-de-açúcar do Brasil.

A lista dos biocombustíveis mais nocivos ao ambiente inclui ainda o biodiesel a partir de soja, produzido no Brasil, e o biodiesel a partir de palma, produzido na Malásia.

William Laurance salientou que a crescente produção de etanol de cana-de-açúcar e do biodiesel de soja tem ocupado grandes áreas agrícolas, o que reduz a produção de grãos e aumenta o preço dos alimentos.

«A produção de combustível, seja de soja ou de cana, também causa um aumento no custo dos alimentos, tanto de forma directa quanto indirecta», afirmou, referindo-se à subida do açúcar por causa da maior produção de etanol.

A procura de mais áreas para o plantio de cana-de-açúcar e de soja tem sido responsável pela desflorestação de matas nativas, como a Amazónia, a Mata Atlântica (ao longo do litoral) e o Cerrado (savana), na região Centro-Oeste do Brasil.

«A produção de cana-de-açúcar utiliza grande quantidade de água, isso sem falar na poluição dos rios e os fertilizantes que, após serem quebrados em óxido nitroso, também vão afectar a camada de ozono», afirmou.

O uso excessivo de fertilizantes é responsável pela maior parte dos gases do efeito estufa emitidos pela actividade agrícola em todo o mundo, com cerca de 2,1 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano.

O excesso de fertilizantes provoca a emissão de óxido nitroso (N2O), que é cerca de 300 vezes mais potente que o CO2 na mudança do clima, segundo um recente relatório da organização ambiental Greenpeace.

O contributo total da agricultura mundial para a mudança climática é estimado em algo entre 8,5 mil milhões e 16,5 mil milhões de toneladas de CO2, ou entre 17 por cento a 32 por cento das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa.

William Laurance salientou ainda que os produtores queimam as plantações para facilitar a colheita manual da cana-de-açúcar, o que produz grande quantidade de gases responsáveis pelo efeito estufa.

«É importante até mesmo para o futuro do etanol o desenvolvimento de novas tecnologias que garantam uma produção mais eficiente e mais limpa», afirmou.

O investigador norte-americano defendeu a mudança de estratégias na produção de biocombustíveis, com a criação de uma certificação internacional para evitar que sejam mais danosos ao ambiente do que a gasolina.

De acordo com Laurance, uma das questões que precisa rapidamente ser revista é a política de concessão de 11 mil milhões de dólares anuais de subsídios agrícolas aos produtores de milho, nos Estados Unidos.

Os subsídios estimulam a produção de etanol a partir do milho, como substituto da gasolina, eleva o preço do produto no mercado internacional, com graves consequências globais.

A elevação do preço internacional do milho estimula o aumento da produção no mundo e faz com que agricultores brasileiros, por exemplo, agravem as queimadas e a desflorestação da Amazónia.

«Incêndios na Amazónia e a desflorestação tem aumento nos últimos meses, nomeadamente nos estados com a maior produção de grãos e todo mundo atribuiu isso ao aumento do preço do milho, da soja e da carne bovina», afirmou.

«Estamos a viver um mundo complexo e muito intrigante. É preciso que as novas gerações estejam atentas e não sejam influenciadas pelos lobbies da indústria da cana-de-açúcar e dos produtores norte-americanos», disse.

Marcos Sawaya Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), entidade que representa os produtores brasileiros, por seu turno, reconheceu os problemas ambientais do etanol, mas sublinhou que eles serão reduzidos no futuro.

Um dos problemas será solucionado com a eliminação total das queimadas das plantações de cana-de-açúcar até 2017, no Estado de São Paulo, um dos maiores produtores brasileiros de etanol.

«Vamos avançar no difícil processo de fazer a sociedade compreender que é possível produzir alimentos, bebidas, fibras, combustíveis e energia eléctrica a partir dos produtos agropecuários, de forma competitiva e sustentável», referiu.

A «agenda ambiental» dos produtores brasileiros inclui ainda acções na conservação do solo e dos recursos hídricos, protecção de matas ciliares, recuperação de nascentes, redução de emissões e cuidados no uso de defensivos agrícolas.

A meta é «transformar fumo e fuligem em luz», com a produção de energia eléctrica «limpa e totalmente renovável», de baixo impacto ambiental, a partir do bagaço da cana-de-açúcar, sobra da produção de etanol.

A bioeletricidade produzida pelas fábricas de etanol espalhadas pelo país poderá suprir até 15 por cento do consumo de energia eléctrica do Brasil, salientou o presidente da UNICA.

A agenda ambiental do sector inclui igualmente licenciamentos e autorizações ambientais, uso racional da água, de fertilizantes e de novas variedades transgénicas, além da criação de um selo ambiental.

Um dos projectos da UNICA nos próximos meses será implantar estruturas de representação da indústria brasileira da cana-de-açúcar em Washington, Bruxelas e em alguma capital da Ásia, provavelmente Tóquio ou Pequim.«É inaceitável ver o mercado de combustíveis fósseis totalmente liberalizado e o de combustíveis renováveis ainda fortemente protegido», disse.

Diário Digital 



Renováveis - Estatísticas Rápidas - Setembro 2007

O total da potência instalada renovável atingiu 7 365 MW, no final de Setembro de 2007.
O aumento de 81 MW, relativamente a Agosto, permitiu, tal como havíamos previsto, ultrapassar a barreira dos 2 000 MW na potência instalada eólica no final do 3º trimestre de 2007.

A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, cresceu 39% de Janeiro a Setembro de 2007, relativamente a igual período de 2006. Para a produção hídrica verificou-se um crescimento de 41%, que resultou, essencialmente, do aumento de produção registado nas bacias do Douro (+57%), Cávado (+44%) e Tejo (+30%).

A produção eólica , de Janeiro a Setembro de 2007, cresceu 63% relativamente a igual período de 2006. Em Setembro a produção foi 37% superior à registada no mês homólogo do ano anterior.

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Fonte: DGGE



Estudo diz que bioetanol a partir do milho é caro e desfavorável em termos de emissões
Dezembro 4, 2007,
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Substituir a gasolina por bioetanol produzido a partir do milho é uma solução cara e com impactos ambientais significativos devido às suas emissões, de acordo com um estudo liderado por um investigador do Instituto Superior Técnico (IST).

A “Análise Energética e Ambiental da Produção de Bioetanol a partir do Milho em Portugal” - da autoria de Tiago Domingos, Tatiana Valada e Ricardo Teixeira - mostra que o uso deste biocombustível pode ter um balanço negativo em termos de emissões de gases com efeito de estufa, comparativamente à gasolina, quando analisado num cenário que envolve a afectação de solo usado para pastagens.

O trabalho envolveu a análise do ciclo de vida do bioetanol produzido a partir do milho, a cultura actualmente mais viável em Portugal, desde o seu cultivo à utilização do combustível, em dois cenários diferentes.

“Fomos ver todos os impactes, incluindo o fabrico dos adubos e fertilizantes, processo de extracção do milho e transportes, para ver o que acontece até à queima do combustível no motor”, disse Tiago Domingos, professor do Departamento de Engenharia Mecânica do IST e investigador na área de Economia Ecológica.

Num cenário que não contabilize a afectação do solo para pastagens, o balanço é favorável ao bioetanol, embora dispendioso, já que por cada tonelada poupada, o Estado despende 100 euros.

Esta análise compara as emissões de dióxido de carbono (CO2) libertadas pelo bioetanol e pela gasolina, considerando apenas factores como “ocupação do solo”, “DDG” (um sub-produto do bioetanol usado para alimentar animais), “produção de combustível” e “queima de combustível”.

O bioetanol leva vantagem já que recupera parte do CO2 durante o processo de cultivo do milho e tem ainda um impacte positivo devido à produção de DDG.

No lado negativo, contam-se a ocupação do solo, devido ao cultivo intensivo, e a produção de combustíveis fósseis.

“Este cenário cria a ideia de que o bioetanol é neutro em termos de emissões porque o CO2 produzido com a queima de combustível é capturado no cultivo agrícola. Mas os biocombustíveis também consomem muitas energias fósseis”, sublinhou Tiago Domingos Quanto à gasolina, perde claramente na análise relativa às emissões.

O balanço final revela que, neste cenário, cada tonelada de bioetanol poupa duas toneladas de CO2.

Mas cada tonelada de CO2 que se evita custa aos contribuintes 100 euros, segundo estimativas que incorporam o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).

“São valores indicativos porque ainda não saiu a portaria final que define as quotas de produção e isenções relativas aos biocombustíveis”, adiantou o especialista, frisando que “este valor [100 euros] é muito alto”, tendo em conta que cada tonelada de carbono é actualmente transaccionada a 20 euros.

Embora se esperasse que a transição para os biocombustíveis fosse cara, Tiago Domingos considera que é preciso pesar os prós e os contras.

“A questão é saber se se justifica. Trata-se de uma decisão política e não técnica. Usar biocombustíveis sai caro para o contribuinte, mas pode ser encarado também como um investimento, tendo em conta que é preciso adquirir know-how”.

Este estudo alerta para outras consequências “que não têm sido ponderadas”, como o facto de os terrenos usados para o milho não poderem ser ocupados, por exemplo, com pastagens.

“Existe uma diferença entre produzir animais no estábulo ou em pastagem. É preciso contabilizar as emissões de metano e azoto associadas aos animais e que são muito superiores no primeiro caso”, salientou o investigador.

Neste cenário, que contabiliza a alimentação animal e as emissões animais, além dos factores incluídos na análise anterior, a gasolina conta com um impacto positivo - o sequestro de carbono nas pastagens - e surge com um balanço claramente favorável: cinco toneladas de CO2 poupadas.

“Tendo em conta a produção de milho na situação actual em Portugal, o balanço em termos de emissões de gases com efeito de estufa é desfavorável ao bioteanol (aumenta, num cenário de afectação do solo envolvendo animais ou reduz, mas de forma muito cara)”, resumiu o engenheiro ressalvando que “as coisas podem ser diferentes daqui a dois ou três anos”.

Público



Chineses constroem “uma central de Sines” de quatro em quatro dias

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No mundo ideal, os carros são movidos a hidrogénio, as casas quase não gastam energia, o sol e o vento é que produzem electricidade e ninguém mais teme o aquecimento global. Mas nos cenários da Agência Internacional de Energia (AIE), está tudo ao contrário.

O seu relatório anual sobre o futuro energético global (World Energy Outlook 2007), ontem divulgado, diz que a humanidade consumirá ainda mais petróleo e carvão em 2030 do que hoje. E qualquer solução para aliviar os problemas da dependência dos combustíveis fósseis passará pela China e pela Índia, os dois “gigantes emergentes da economia mundial e do mercado energético”, como diz o documento.

É a primeira vez que a AIE olha em detalhe para a possível evolução futura dos dois pesos-pesados do mundo em desenvolvimento. Um dado novo: os cenários, hoje, indicam que a procura de energia em 2030 vai ser quatro por cento maior do que se imaginava há apenas um ano, no anterior relatório. Esta variação aparentemente pequena corresponde a mais de um terço do consumo energético actual de toda a União Europeia.

Outra evidência do relatório é a de que a utilização do carvão - o mais sujo dos combustíveis fósseis - vai continuar a subir em flecha, cerca de 73 por cento entre 2005 e 2030, num cenário de referência, que conta apenas com as políticas que já estão em curso neste momento. Mais uma vez, a China e a Índia são as locomotivas: ambas respondem por 80 por cento deste aumento.

Mesmo com os preços actuais a chegarem aos 100 dólares o barril, o consumo de petróleo também sobe no futuro. Em 2030, poderá chegar aos 116 milhões de barris por dia, 37 por cento mais do que hoje.

O petróleo ainda continuará a ser a fonte de energia mais usada, embora o seu peso diminua. A Agência Internacional de Energia afirma que as reservas de petróleo são suficientes para a procura em 2030. Mas não põe de parte a possibilidade de uma crise por volta de 2015, “envolvendo uma abrupta escalada nos preços”.

Público



Sonhos Verdes

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Quando Dario Franchitti levou o seu elegante carro, com 670 cavalos de potência, à vitória nas 500 Milhas de Indianápolis deste ano [Fórmula Indy], o exuberante escocês inscreveu na história do desporto automóvel uma estranha nota de rodapé: foi o primeiro condutor de sempre a vencer a simbólica competição automóvel ao volante de uma máquina alimentada a etanol puro – um cocktail de milho de elevado teor em octanas cujos apoiantes esperam que em breve substitua a gasolina como combustível favorito para os seus motores.. Texto de Joel K. Bourne , Fotografias de Robert Clark

A viragem da Fórmula Indy para o velho amigo dos contrabandistas de álcool é apenas um indicador de uma corrida desenfreada aos biocombustíveis – substitutos caseiros da gasolina e do gasóleo obtidos a partir de culturas como a cana-de–açúcar, o milho, a soja ou o girassol. Os seus defensores afirmam que estes combustíveis renováveis podem acender a chama das economias rurais moribundas, ajudar muitos países a não depender do petróleo do Médio Oriente e reduzir as nossas emissões de dióxido de carbono, actualmente em espiral crescente. Ao contrário do velho carbono libertado pela combustão de combustíveis fósseis, que eleva o termóstato da Terra a cada minuto que passa, o carbono dos biocombustíveis provém da atmosfera, sendo capturado pelas plantas durante o seu ciclo de crescimento. Teoricamente, a combustão de um depósito de etanol poderá neutralizar, em termos de carbono, até mesmo a condução de um carro de Fórmula Indy. A palavra-chave é mesmo essa: “poderá”. Na actualidade os biocombustíveis estão a dar fortes impulsos a algumas culturas agrícolas, mas o seu impacte no ambiente é controverso. O milho, por exemplo, exige elevadas doses de herbicida e de adubos azotados e pode causar mais erosão no solo do que qualquer outra cultura. A produção de etanol a partir de milho consome tanto combustível fóssil quanto o que é substituído pelo etanol. Outros cereais, como o trigo ou a cevada, registam valores um pouco mais favoráveis. O biocombustível produzido a partir de soja é apenas ligeiramente melhor. Os ambientalistas temem igualmente que o aumento dos preços do milho e da soja implique o cultivo de cerca de 14 milhões de hectares de terras agrícolas marginais, actualmente desactivadas para preservação do solo e da vida selvagem – com uma libertação potencial do carbono retido nos campos em pousio. O crescimento explosivo do consumo já fez subir os preços do milho para os níveis mais elevados dos últimos anos, levando os agricultores norte-americanos a plantar a maior colheita de que há memória desde a Segunda Guerra Mundial. Cerca de um quinto da safra será transformada em etanol – um volume superior ao dobro de há apenas cinco anos.

Leia o artigo completo na revista National Geographic deste mês.



Estatísticas Rápidas

Petróleo, Gás Natural e Carvão - Estatísticas Rápidas - Agosto 2007

De acordo com os dados provisórios que seguidamente se apresentam, no período de 12 meses terminado em Agosto de 2007, em comparação com o ano móvel homólogo anterior, o consumo dos principais combustíveis registou um decréscimo de 7,4%, ligeiramente superior ao que se verificou nos 4 meses anteriores. Para esta evolução foi determinante o comportamento do consumo do gás natural que decresceu 6,3% e o consumo do carvão que diminuiu 13,9%. No consumo dos produtos derivados do petróleo, embora tenha baixado 5,6% neste período, tem-se notado uma ligeira melhoria.

No consumo dos combustíveis rodoviários, embora tendo baixado 1,2% relativamente ao período homólogo anterior, mantém-se a tendência já referida anteriormente de alguma recuperação no ano em curso. O consumo do gasóleo rodoviário teve, neste período, um decréscimo de 0,2%, enquanto que o consumo das gasolinas desceu 4,9% e o consumo de gás auto desceu 1,9%. Os consumos das gasolinas sem chumbo 95 e 98 decresceram, respectivamente, 1,6% e 18,2%, denotando, no entanto, no período em apreço um ritmo de decrescimento menor. Na evolução da gasolina aditivada mantém-se uma grande quebra ( 75,8% ).

Neste período, o consumo do gasóleo colorido destinado a aquecimento registou um decréscimo de 5,8% e o gasóleo colorido não destinado a aquecimento teve uma baixa no consumo de 4,8%.

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Renováveis - Estatísticas Rápidas - Agosto 2007

O total da potência instalada renovável atingiu 7 284 MW, no final de Agosto de 2007.
O aumento de potência, relativamente a Julho, verificou-se na potência instalada eólica, tendo, também, entrado em funcionamento uma nova central a biogás.

A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, cresceu 41% de Janeiro a Agosto de 2007, relativamente a igual período de 2006. No mês de Agosto, a produção hídrica cresceu 48%, relativamente à verificada no mês homólogo do ano anterior, devido, essencialmente, ao aumento de produção registado nas bacias do Douro (+57%), Cávado (+47%) e Tejo (+32%).

A produção eólica, de Janeiro a Agosto de 2007, cresceu 66% relativamente a igual período de 2006. Em Agosto a produção foi 48% superior à registada no mês homólogo do ano anterior.

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Fonte: DGEG



Petróleo, Gás Natural e Carvão - Estatísticas Rápidas - Julho 2007

De acordo com os dados provisórios que seguidamente se apresentam, no período de 12 meses terminado em Julho de 2007, em comparação com o ano móvel homólogo anterior, o consumo dos principais combustíveis registou um decréscimo de 6,9%. Neste período, o consumo de gás natural diminuiu 4%, o consumo dos produtos derivados do petróleo baixou 6,5% e o consumo do carvão decresceu 11,6%.

No consumo dos combustíveis rodoviários, embora tendo baixado 1,9% relativamente ao período homólogo anterior, nota-se, no entanto, que o ritmo de decrescimento é inferior, mantendo a tendência que se vem registando ao longo do corrente ano. O consumo do gasóleo rodoviário teve, neste período, um decréscimo de 0,6%, enquanto que o consumo das gasolinas desceu 5,7% e o consumo de gás auto desceu 3,1%. Na evolução das gasolinas este período não trouxe nada de novo; a maior quebra ( 76% ) manteve-se na gasolina aditivada, enquanto que os consumos das gasolinas sem chumbo 95 e 98 decresceram, respectivamente, 2,1% e 20%.

Neste período, o consumo do gasóleo colorido destinado a aquecimento registou um decréscimo de 6,6% e o gasóleo colorido não destinado a aquecimento teve uma baixa no consumo de 4,5%.

O consumo de fuelóleo decresceu 26% neste período, devido sobretudo a uma menor utilização de fuelóleo para a produção de energia eléctrica ( -58,2% ). Em igual período, o consumo de fuelóleo no sector industrial baixou 5,5%.

O consumo de carvão para a produção de energia eléctrica baixou 14,2% relativamente ao ano móvel anterior, notando-se que ao longo deste ano este combustível tem vindo a ser cada vez menos utilizado com esta finalidade, à semelhança, aliás, do que acontece com o gás natural que neste mesmo período, e para idêntico objectivo, decresceu 14%.
A evolução da produção de energia eléctrica a partir das fontes de energia renováveis, e em especial da sua componente hídrica, explica este comportamento do fuelóleo, do carvão e do gás natural.

No sector industrial o consumo de gás natural aumentou 4%, enquanto que, a avaliar pela informação das vendas para as distribuidoras, o consumo deste combustível nos sectores doméstico e dos serviços terá crescido 6%, evoluções que reflectem estabilidade no comportamento destes indicadores.

As vendas a bancas de gasóleo diminuíram 10% relativamente ao ano móvel homólogo anterior, enquanto que as vendas a bancas de fuelóleo decresceram 3%.
No período em apreço, as vendas à aviação de JP1 aumentaram 6,1% e as vendas de JP8 aumentaram 2%.

Fonte: DGEG

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Estudo acusa biocombustíveis de serem piores para o clima

Um estudo do Prémio Nobel da Química, Paul J. Crutzen, indica que os biocombustíveis podem ser piores para o clima do que os combustíveis fósseis.

Embora a acusação já não seja nova, revela a edição desta terça-feira do jornal Público, desta vez, Crutzen, do Instituto Max Planck de Química (Alemanha), com colegas americanos, austríacos e britânicos, avança que o óxido nitroso libertado pelo uso de fertilizantes nas culturas energéticas tem piores efeitos que os gases emitidos pelo uso de petróleo.

Segundo o estudo, publicado na revista Atmospheric Chemistry and Physics, a colza, muito usada na Europa para o biodiesel, e o milho, que nos EUA está na base do etanol, produzem entre 50 a 70 por cento mais gases com efeito de estufa do que os combustíveis fósseis. Isto por causa das emissões de óxido nitroso - um subproduto dos fertilizantes à base de nitrogénio usados na agricultura -, que tem 296 vezes mais potencial de aquecimento global que o dióxido de carbono.

A investigação liderada por Crutzen chega a resultados três a cinco vezes mais graves do que anteriores análises de ciclo de vida feitas sobre os biocombustíveis. Isto sem terem incluído nas contas a energia gasta para transformar os materiais agrícolas em combustíveis, sublinham os autores, que podem ainda tornar mais evidentes os efeitos negativos do seu uso.

Diário Digital

Ler Notíca Agência Reuters

Ler Estudo - N2O release from agro-biofuel production negates global warming reduction by replacing fossil fuels



Bioenergia e Produtos Renováveis para o Futuro Sustentável

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A EPSO - Organização Europeia para as Ciências Vegetais, representante de mais de 140 institutos de investigação e universidades de 25 países europeus, divulgou a declaração de intenções: “Futuro Sustentável para a bioenergia e os produtos renováveis” - ver link em baixo. Foi desta forma que a comunidade científica europeia demonstrou que se considera preparada para enfrentar o desafio colocado pelo aquecimento global.

A necessidade imediata de reduzir a utilização de combustíveis fósseis e a emissão de carbono para a atmosfera, com o objectivo de contrariar as alterações climáticas ao nível global, implica a obtenção de alternativas eficazes. As plantas podem ter um papel fundamental neste campo, pois constituem a maior fonte de substâncias orgânicas do planeta sob diversas formas subaproveitadas, como as matérias-primas para produção de energia e alimento para o gado. Entre elas: a celulose, a hemicelulose, o amido, os lipídos e a lenhina.

Os investigadores europeus pretendem contribuir para a criação de uma bioeconomia sustentável através do aumento da biomassa disponível para a sua conversão em biocombustíveis e materiais renováveis, produzidos segundo sistemas agrícolas sustentáveis ao nível económico e ambiental e com entrada no mercado com preços competitivos.

A EPSO pretende, com a divulgação desta declaração de intenções, chamar a atenção para a necessidade de aumento de conhecimento para tornar mais eficiente a produção sustentável de biomassa, as tecnologias de processamento da biomassa e a sua conversão em bioenergia e biomateriais, e a utilização sustentável dos recursos energéticos e gestão dos impactos ambientais inerentes a esses processos. Aquela instituição destaca ainda a necessidade de promover o melhoramento das plantas com capacidades bioenergéticas, com a prospecção e uso da diversidade genética e a produção de variedades agrícolas com as características mais adequadas para a produção de bioenergia.

Segundo a EPSO, apostar na investigação, como motor para enfrentar estes desafios, contribuirá ainda para o desenvolvimento das comunidades rurais e para a sustentabilidade económica da agricultura e das florestas.

Sendo essencial que o sector das bioenergias e dos biomateriais seja altamente competitivo internacionalmente, outro dos grandes objectivos lançados pela Organização Europeia para as Ciências Vegetais é a abordagem integrada e coordenada por todas as partes envolvidas neste sector, desde a área da agricultura, a gestão florestal, o melhoramento vegetal, a biotecnologia industrial, as engenharias e a investigação em impactos ambientais e económicos.

AgroPortal

EPSO position paper ‘Sustainable Future for Bioenergy and Renewable Products’



Renováveis - Estatísticas Rápidas - Julho 2007
Setembro 25, 2007,
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O total da potência instalada renovável atingiu 7 225 MW, no final de Julho de 2007.

O aumento de 32 MW, relativamente a Junho, verificou-se na potência instalada eólica e à entrada em funcionamento de duas novas centrais a biogás.

A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, cresceu 41% de Janeiro a Julho de 2007, relativamente a igual período de 2006. No mês de Julho, a produção hídrica cresceu 37%, relativamente à verificada no mês homólogo do ano anterior, devido, essencialmente, ao aumento de produção registado nas bacias do Douro (+37%) e do Tejo que quase triplicou a sua produção.

A produção eólica , de Janeiro a Julho de 2007, cresceu 69% relativamente a igual período de 2006. Em Julho a produção quase duplica relativamente à registada no mês homólogo do ano anterior.

De Junho para Julho a produção volta a crescer, de acordo com a sazonalidade.

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Fonte: DGEG



Petróleo, Gás Natural e Carvão - Estatísticas Rápidas - Junho 2007
Setembro 17, 2007,
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De acordo com os dados provisórios que seguidamente se apresentam, no período de 12 meses terminado em Junho de 2007, em comparação com o ano móvel homólogo anterior, o consumo dos principais combustíveis registou um decréscimo de 7%, sendo que o consumo de gás natural diminuiu 3,1%, o consumo dos produtos derivados do petróleo baixou 7,5% e o consumo do carvão decresceu 9,7%.

Relativamente ao período homólogo anterior, o consumo dos combustíveis rodoviários baixou 2,2%, mas o ritmo de decrescimento manteve a tendência de baixa que se tem vindo a verificar ao longo do ano em curso. O consumo do gasóleo rodoviário teve neste período um decréscimo de 0,9%, enquanto que o consumo das gasolinas desceu 5,6% e o consumo de gás auto desceu 4,9%. Nas gasolinas, a maior quebra ( 76% ) verificou-se na gasolina aditivada, enquanto que os consumos das gasolinas sem chumbo 95 e 98 decresceram,respectivamente, 1,9% e 20%.

Neste período, o consumo do gasóleo colorido destinado a aquecimento registou um decréscimo de 6,1% e o gasóleo colorido não destinado a aquecimento teve uma baixa no consumo de 4,4%.

O consumo de fuelóleo neste período decresceu 29%, devido sobretudo a uma menor utilização de fuelóleo para a produção de energia eléctrica ( -58,8% ). Em igual período, o consumo de fuelóleo no sector industrial baixou 8,4%.

O consumo de carvão para a produção de energia eléctrica baixou 11,9% relativamente ao ano móvel anterior . Também para esta finalidade o consumo de gás natural decresceu 11%.
A evolução da produção de energia eléctrica a partir das fontes de energia renováveis, e em especial da sua componente hídrica, explica o comportamento do fuelóleo, do carvão e do gás natural com este objectivo.

No sector industrial o consumo de gás natural aumentou 4%, enquanto que, a avaliar pela informação das vendas para as distribuidoras, o consumo deste combustível nos sectores doméstico e dos serviços terá crescido 5%, evoluções que reflectem estabilidade no comportamento destes indicadores.

As vendas a bancas de gasóleo diminuíram 11% relativamente ao ano móvel homólogo anterior, enquanto que as vendas a bancas de fuelóleo decresceram 5%.
No período em apreço, as vendas à aviação de JP1 aumentaram 6,1% e as vendas de JP8 aumentaram 3%..

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