Energias Renováveis


UAlg acolhe primeira conferência sobre edifícios eficientes

A Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) da UAlg organiza a primeira conferência sobre edifícios eficientes, um evento que contará com perto de 100 participantes, no próximo dia 25 de Janeiro.

Desde o início de 2006, está a ser desenvolvido na UAlg um conjunto de soluções para edifícios eficientes no que toca ao respectivo conforto térmico e acústico. É precisamente este trabalho de investigação que está na origem da realização da primeira Conferência sobre Edifícios Inteligentes, que vai decorrer no dia 25 de Janeiro, no Auditório Azul do Campus de Gambelas, situado no edifício da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

De acordo com Eusébio Conceição, docente da FCMA na área das energias renováveis e responsável pela organização da conferência, “ao longo deste encontro serão abordados os desenvolvimentos mais recentes na área da edificação relacionados com rentabilização energética, sendo que para concretizar esta abordagem contamos com um painel de conferencistas convidados de renome internacional e com representantes de entidades com responsabilidade no sector”.

Assim, serão abordadas questões como a arquitectura bioclimática, sistemas de controlo inteligente em edifícios, gestão energética e edificação eficiente, ventilação, conforto e acústica em edifícios e utilização das novas tecnologias. Justamente, no que toca às novas tecnologias em experimentação na UAlg, serão apresentadas várias ferramentas informáticas concebidas pelo Prof. Eusébio Conceição, no âmbito do projecto POCI 2010.
“Desenvolvemos softwares que se destinam a ser usados não apenas na modelação da resposta dinâmica de edifícios, mas também na simulação numérica de escoamentos virtuais internos e na simulação de condições de conforto através de manequins virtuais, este últimos utilizados na avaliação da qualidade térmica, do ar, acústica e vibrações, entre outros parâmetros.”

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Mercado da certificação energética pode valer 150 milhões por ano

A partir de Janeiro de 2009 o mercado da certificação energética pode movimentar anualmente 150 milhões de euros. Nesta altura estarão abrangidos pela legislação todos os edifícios transaccionados, sejam novos ou usados. O valor é estimado por Fernando Santo, bastonário da Ordem dos Engenheiros, pressupondo que nesse período serão realizadas por ano cerca de 300 000 transacções.

«Considerando que só o custo do processo da certificação poderá variar entre 300 euros e os 500 euros, pode estimar-se que o mercado possa variar anualmente entre os 90 e os 150 milhões de euros», calcula.

Esta é também a estimativa de Carlos Nascimento, sócio da Certificação Positiva, empresa vocacionada para a prestação de serviços nos domínios do sistema nacional de certificação energética dos edifícios e da qualidade do ar interior. De qualquer modo, o especialista alerta que os custos com estes trabalhos diferem muito consoante o tipo de serviço prestado. «Fazer uma auditoria ao Hospital de Santa Maria, por exemplo, ou a uma escola de ensino básico não é o mesmo e tem valores e tempos de intervenção completamente distintos», frisa.

Até ao final do ano, de acordo com as previsões da Agência para a Energia, espera-se que estejam abrangidos aproximadamente 1000 edifícios. Com efeito, «é calculável que o mercado possa rondar os quatro a cinco milhões de euros nesta fase inicial», estima Filipe Bello Morais, director da Sotecnisol Energia, a nova área de negócios criada pela Sotecnisol, vocacionada para o fornecimento de soluções de aproveitamento e utilização de energias renováveis e de sistemas de eficiência energética.

Portal Ambiente



Governo vai apoiar colocação de painéis solares

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O Governo vai apoiar a instalação de painéis solares térmicos nos edifícios existentes. O anúncio desta medida está para breve, disse ontem Manuel Pinho, ministro da Economia, no seminário sobre energias renováveis que está a decorrer em Lisboa no âmbito da presidência portuguesa da UE.

O plano de apoio a estes painéis - que permitem aquecer a água -, em conjugação com a entrada em vigor da certificação energética dos edifícios que ocorreu há duas semanas, a penalização das lâmpadas ineficientes e a nova fiscalidade automóvel são, segundo Pinho, parte da estratégia do Governo português para aumentar a eficiência energética no país.

Os exemplos foram dados em resposta ao desafio lançado por William Ramsay, director da Agência Internacional de Energia, que defendeu a eficiência energética como a medida mais eficaz para combater as alterações climáticas, podendo representar 45 por cento do esforço enquanto as renováveis, por enquanto, contribuem com 15 por cento. Ramsay disse ainda que nos últimos anos o aumento da eficiência energética desacelerou.

in Público



Eurosun 2008

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A evidência científica e os inúmeros relatórios que atestam o estado frágil do ecossistema Terra, bem como as preocupações relativas ao custo e segurança do abastecimento energético, fazem com que se reconheça a importância e urgência da definição de políticas com objectivos claros e ambiciosos para a Energia. Neste quadro surge como irrecusável o recurso à eficiência energética e às fontes renováveis de energia, aliás hoje em dia já bem alto na agenda política.

Em resposta aos novos desafios, o Conselho Director da ISES Europa decidiu unir forças com a Agência Internacional de Energia, Programa de Aquecimento e Arrefecimento Solar, para criar o EuroSun 2008 - 1ª Conferência Internacional em Aquecimento e Arrefecimento Solar e Edifícios, organizada em Portugal pela SPES – Sociedade Portuguesa de Energia Solar.

Esta será a 7ª Conferência EuroSun, que se realiza de dois em dois anos desde 1996,Cientistas reconhecidos internacionalmente, engenheiros, arquitectos, representantes da indústria e de empresas, estarão presentes para discutir os últimos avanços da investigação científica e tecnológica. Será também um espaço de avaliação para novas oportunidades de negócio na área do solar e no aproveitamento de outras formas de energias renováveis, que concorram para uma maior autonomia energética dos edifícios.

Informação via Sociedade Portuguesa de Eneria Solar

Link: www.eurosun2008.org



Edifícios novos já vão precisar de certificação energética
Junho 28, 2007,
Arquivado como: Certificação Energética de Edifícios

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Os portugueses já estão acostumados com os códigos de letras que dizem se um electrodoméstico consome mais ou menos electricidade. O mesmo sistema de classificação começará a entrar em vigor na próxima semana para os edifícios.

Todos os imóveis com mais de mil metros quadrados de área útil, cujo projecto dê entrada nas câmaras municipais a partir de segunda-feira, terão de ter um certificado energético, quando estiverem prontos. Os cidadãos e as empresas disporão assim de mais um critério de escolha na compra ou aluguer de um imóvel.

O certificado vai além disso e assegura que os edifícios novos cumprem as normas de eficiência energética que estão em vigor já há um ano, entre elas, painéis solares obrigatórios.

Um a três por cento

A factura das novas normas pode não ser muito elevada. “Há dados estatísticos que apontam para um a três por cento de acréscimo no valor do imóvel”, afirma Alexandre Fernandes, director-geral da Agência para a Energia (Adene), entidade que gere o sistema de certificação. Esta estimativa ainda não está, porém, validada para Portugal.

O arranque do sistema é assinalado hoje numa cerimónia em Lisboa, presidida pelo ministro da Economia, Manuel Pinho. Antes, o ministro vai inaugurar um painel, na fachada de um edifício em construção, com o símbolo do sistema de certificação energética. O exemplo deverá ser replicado em outras obras.

O sistema de certificação vai entrar em vigor por fases, até 2009. Mesmo na primeira fase, os certificados só começarão a aparecer dentro de meses - quando forem pedidas as licenças de construção. “O sistema está preparado para dar tempo ao tempo”, afirma Alexandre Fernandes.

Quando estiver em velocidade de cruzeiro, serão emitidos de 150 mil a 200 mil certificados por ano. Uma parte, quatro a oito por cento, será auditada pela Adene.

Neste momento, há cerca de 200 peritos qualificados para a emissão dos certificados. No futuro, serão necessários cerca de dois mil.

Muitos temem que o sistema esbarre num sector fragmentado e conservador, como é o da construção civil. “É de facto um sector muito pesado, muito disperso que em muitos casos tem uma tradição de fazer mal”, afirma a arquitecta Lívia Tirone, da Agência Municipal de Energia e Ambiente Lisboa E-Nova.

Solução? “Muita informação, pois esta é uma das medidas mais inteligentes da União Europeia, porque põe na mão do consumidor a decisão sobre o desempenho energético da casa que vai adquirir.”

Leon Glicksman, especialista em eficiência energética no Massachusetts Institute of Technology (MIT), também diz que o sector da construção é “muito conservador”. Mas alerta que não é possível se desfazer de um edifício mal construído com a frequência com que se troca de automóvel. “Se errarmos, aguentamos as consequências por imenso tempo”, lembrou, num encontro que decorreu esta semana em Lisboa.

Ecosfera-Público