Energias Renováveis


Bolsa triplica transacções de licenças de emissões em 2007

nlp_760x105_v2.jpg

As transacções em bolsa (SENDECO2) das licenças de emissão de dióxido de carbono triplicaram no ano passado face a 2006, atingindo um total de 6,5 milhões de toneladas, revelou hoje fonte da instituição.

Este mercado surge no âmbito do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE), através do qual as empresas compram os direitos para poder poluir acima do que lhes é permitido.

As licenças transaccionadas no ano passado na Bolsa Portuguesa de Emissão de dióxido de carbono (SENDECO2) pertenciam ao primeiro Plano Nacional de Atribuição de Licenças (PNALE).

O primeiro PNALE correspondeu ao período de 2005-2007 e abrangeu 38,161 Mton (milhões de toneladas ou megatoneladas) divididos entre 36,896 Mton para 244 instalações industriais e uma parte restante para novas instalações.

Em comunicado divulgado, o director-geral da SENDECO2, Ismael Romeo, destacou a importância do aumento do volume de negócios, tendo em conta que o ano de 2007 foi «difícil» por os preços terem passado de seis euros por tonelada para apenas três cêntimos.

Diário Digital



BEI concede 30 mil milhões por ano a projectos de renováveis
Julho 13, 2007,
Arquivado como: Certificados Verdes, Economia da Energia

eib.gif

O Banco Europeu de Investimentos (BEI) vai conceder 30 mil milhões de euros por ano até 2020, para projectos de energias renováveis. O número foi avançado por Nigell Hall, director de projectos da instituição, no Seminário «Renováveis 2020: rumo aos 20 por cento», que decorre até hoje em Lisboa, no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia. O crédito poderá atingir entre três a quatro milhões de euros por cada iniciativa, sob a mediação da banca comercial.

O responsável do BEI admitiu que os negócios no mercado das energias renováveis são ainda de grande risco. «É um mercado que não possui liquidez estável, o que aumenta os custos das transacções», sublinhou. Os incentivos do BEI poderão ser disponibilizados mediante a apresentação de certificados verdes por parte das empresas. Caso não cumpram as quotas de utilização das energias renováveis a que se propuseram as empresas serão penalizadas no custo do crédito.

A necessidade da liberalização do mercado da energia no espaço europeu foi o aspecto mais salientado pelo participantes no seminário. Paolo Frankl da Agência Internacional para a Energia, considerou que esse aspecto é crucial para a redução do risco financeiro, bem como um quadro de políticas estáveis nessa área. Já Dört Fouquet, directora da Federação Europeia para as Energias Renováveis, considera prematuro, apostar na harmonização do mercado numa fase em que os estados-membros não estão sujeitos a legislação vinculativa nesta área.

Ambiente Online