Energias Renováveis


Cogeração: Transposição de directiva para Portugal ameaça rentabilidade da indústria têxtil e da pasta e do papel
Setembro 21, 2007,
Arquivado como: Cogeração

A transposição da directiva comunitária sobre cogeração, na qual o Ministério da Economia está a trabalhar há meses, está a levantar muitas preocupações às associações do sector, nomeadamente têxteis e pasta e papel, que temem perder rentabilidade.

O secretário de Estado Adjunto da Economia, Castro Guerra, ex-responsável no Ministério pela pasta da Energia, afirmava no início do ano que a transposição da directiva para a legislação nacional estava praticamente concluída.

Contudo, o Governo aproveitou a transposição da directiva para rever as regras a aplicar ao sector e o sistema de remuneração, o que está a motivar o atraso na publicação da lei.

As preocupações levantadas pelas indústrias com maior peso na produção de electricidade por cogeração, como a da pasta e papel, e a indústria têxtil, fizeram o Governo ponderar melhor as alterações que pretendia introduzir no sistema de remuneração.

Entre os pontos críticos encontrava-se a retirada da indexação da tarifa ao preço do petróleo, que passaria a ter um preço de referência associado a um nível de tensão, por exemplo, a Alta Tensão.

Outro dos pontos equacionados pelo Governo prendia-se com o fim da venda da totalidade da electricidade produzida à rede, passando as centrais de cogeração a vender apenas o excedente da energia produzida depois de deduzido o seu próprio consumo.

Estes dois pontos iriam afectar sobretudo a indústria têxtil, mas a indústria da pasta e do papel debate-se ainda com um terceiro problema levantado pela directiva.

A legislação comunitária determina que só se devem aceitar unidades de cogeração que poupem energia primária e que as que poupam mais de 10 por cento devem ser consideradas centrais de elevada eficiência.

A centrais de cogeração de biomassa, apesar de eficientes, não conseguem, devido à especificidade do combustível que utilizam, atingir a classificação de elevada eficiência como por exemplo as centrais a fuel óleo.

Fonte da Confederação da Industria Portuguesa (CIP) afirmou à Lusa que a cogeração para os sectores portugueses com exportação deixou de ser um problema energético para passar a ser um problema de competitividade externa.

“As empresas incorporaram as receitas com a venda de electricidade nas suas contas e agora o sector têxtil e da cerâmica não vivem sem isso”, afirmou.

“No têxtil, a situação está tão apertada que qualquer perda de vantagem pode significar a saída do mercado internacional”, explicou.

Uma eventual saída do sector da pasta e do papel da produção de electricidade por cogeração por falta de rentabilidade provocaria o colapso, defende a mesma fonte, uma vez que este sector produz 1.000 gigawatts/hora (GWh) por ano, num país que necessita de 40.000 GWh.

Por todas estas razões, o decreto-lei está novamente em reflexão entre a Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e o ministro da Economia, confidenciou.

A cogeração é uma tecnologia que combina a produção de calor, na forma de vapor ou água quente utilizados no processo industrial, com a produção de electricidade.

Trata-se de um processo do ponto de vista energético e ambiental mais eficiente do que a simples produção de electricidade, uma vez que não há praticamente desperdício de energia térmica.

No final de 2006, segundo dados da Cogen-Associação Portuguesa para a Eficiência Energética e Promoção da Cogeração, existiam cerca de 1.300 megawatts (MW) de capacidade instalada em cogeração, responsável por 13 por cento do total da electricidade consumida no país.

Os principais sectores que contribuem para a totalidade de produção de energia eléctrica são o têxtil, nas centrais que funcionam a fuel óleo, com 39 por cento da potência instalada, seguido da pasta e papel, com 37 por cento.

Nas centrais de cogeração a gás natural, lidera o sector da pasta e papel com 29 por cento da potência instalada, seguido dos sectores do têxtil e da química, ambos com 22 por cento da potência instalada.

Expresso



Estarreja: 100 M€ para gerar electricidade a partir de lamas
Setembro 19, 2007,
Arquivado como: Cogeração

O ministro da Economia, Manuel Pinho, anunciou hoje que Estarreja vai receber «um investimento inovador», estimado em 100 milhões de euros, numa unidade de aproveitamento de lamas para produzir vapor e energia.

Em declarações à agência Lusa, Manuel Pinho confirmou que o projecto, que envolve um grupo de empresas privadas, será liderado pela «Águas de Portugal», cabendo ao governo «estimular estes projectos».

Segundo a Lusa apurou, a nova unidade de cogeração deverá aproveitar como matéria-prima as lamas resultantes do sistema multimunicipal de tratamento de fluentes da Ria de Aveiro, explorado pela SIMRia, empresa do universo «Águas de Portugal».

 As empresas do complexo químico de Estarreja deverão ser os clientes do projecto, quer absorvendo a energia eléctrica produzida, quer consumindo o vapor de água gerado por esse processo, o que lhes irá permitir eliminar caldeiras destinadas a esse fim, reduzindo as emissões.

O projecto de aproveitamento de lamas para produção de energia e vapor deverá socorrer-se de «tecnologia de ponta austríaca» e começou a ser delineado pela 2Águas de Portugal« há cerca de dois anos, envolvendo três dos grandes grupos do sector químico, presentes no complexo de Estarreja: CUF, Air Liquide e Dow Portugal.

Dinheiro Digital



Galp Power ganha licença para comercialização electricidade

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A Galp Power, empresa do universo Galp Energia, viu ser-lhe concedida pela Direcção Geral de Energia e Geologia uma licença de actividades de comercialização de electricidade, anunciou esta terça-feira a empresa.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp Power refere que a licença prevê que a empresa possa desenvolver actividades de compra e venda de electricidade por grosso e a venda a retalho.

A Galp Power é a empresa do grupo Galp Energia vocacionada para a comercialização e produção de electricidade a partir de centrais de cogeração, de energias renováveis, nomeadamente a eólica, e de centrais de ciclo combinado a gás natural.

Dinheiro Digital



Galp constrói novas centrais de cogeração em Sines e Porto
Julho 30, 2007,
Arquivado como: Cogeração

A Galp Energia vai mudar a política de exploração de centrais de cogeração, nas novas unidades que irá construir nas refinarias de Sines e do Porto. As duas centrais, que vão implicar um investimento próximo dos 150 milhões de euros, vão ser detidas a 100% pela Galp Energia, segundo revelou fonte oficial da petrolífera ao Jornal de Negócios.

 

Actualmente, este segmento de negócio é composto por três centrais de cogeração, nas quais a Galp, através da Galp Power, nunca é dona do projecto, detendo só participações de capital (70% na Powercer, 65% na Carriço e 35% na Energin).

 

A construção das duas novas centrais, cada uma com potência de 82 megawatts (MW), já foi aprovada pelo conselho de administração da Galp, no âmbito do plano de investimentos de quase mil milhões de euros destinado aos novos equipamentos dos processos de refinação. O plano inclui ainda investimentos de 151 milhões de euros em Sines e de 123 milhões em Matosinhos em eficiência energética, optimização processual, ambiente e qualidade e segurança.

Jornal de Negócios