Energias Renováveis


Comércio Europeu de Licenças de Emissão: novas regras e perspectivas futuras

A Cogen Portugal – Associação Portuguesa para a Eficiência Energética e Promoção de Cogeração, em parceria com a E.Value, vai organizar um curso para operadores de instalações e gestores sobre «Comércio europeu de licenças de emissão: novas regras e perspectivas futuras», no dia 1 de Abril de 2008. A data limite de inscrição é no dia 27 de Março de 2008.

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Lisboa adere programa internacional redução emissões carbono

Lisboa vai aderir à segunda fase de um programa de redução das emissões de carbono, a par de Birmingham, Hamburgo e Madrid, disse à Lusa fonte do gabinete do presidente da autarquia, António Costa.

O autarca desloca-se na quarta-feira a São Francisco, uma das cidades pioneiras do programa CUD, de redução das emissões de carbono, juntamente com Seul e Amesterdão.

O programa resulta de uma parceria entre a Clinton Global Initiative, da Fundação Bill Clinton, a empresa de consultoria Cisco e o Massachusetts Institute of Technology (MIT).

As áreas-chave para a redução das emissões de carbono são a gestão de tráfego, teletrabalho, edifícios inteligentes, planeamento urbano, energias renováveis e promoção de tecnologias «verdes».

A Cisco, empresa onde está o antigo conselheiro da Presidência da República Diogo Vasconcelos, já criou um grupo de trabalho para a cidade de Lisboa.

Em São Francisco, o programa teve repercussão em diversas áreas, desde os transportes à criação para cada cidadão da sua «pegada» ambiental, ou seja, as consequências para o ambiente dos seus gestos quotidianos.

Em Seul, o projecto centrou-se essencialmente na componente do teletrabalho e na melhoria do sistema de transportes.

Diário Digital



Concelho de Proença com saldo positivo de CO2
Fevereiro 11, 2008,
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A Câmara de Proença-a-Nova apresentou hoje um estudo que revela que o município tem um saldo positivo anual de 36 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) sequestrado da atmosfera.

O estudo “Proença-a-Nova: Um Concelho Carbono Mais” calculou o saldo entre o CO2 (gás de efeito de estufa) emitido para atmosfera no concelho entre 2004 e 2006 e quanto é que a floresta da área do município conseguiu absorver através da fotossíntese.

“O nosso principal objectivo é despertar consciências”, disse à Agência Lusa João Paulo Catarino, presidente da autarquia, para quem “o Governo tem que discriminar positivamente os municípios que fixam carbono e dar-lhes mais verbas”.
“A retenção de carbono tem que ser um dos aspectos a ter em conta numa próxima Lei das Finanças Locais”, defendeu o autarca, acrescentando que 68 por cento dos 400 quilómetros quadrados do seu concelho, na região do Pinhal Interior, são área florestal.

Para já, a Câmara de Proença-a-Nova vai certificar o saldo positivo com o apoio de uma empresa alemã (Tuv Nord) e pode vir a convertê-lo em euros no mercado europeu voluntário de carbono.

Kaminhos



Portugal pode aumentar em 1% emissões de CO2

Portugal pode aumentar em 1% as emissões de gases poluentes nos sectores não abrangidos no Comércio Europeu das Licenças de Emissão (CELE), como o dos transportes, anunciou hoje a Comissão Europeia.

Esta meta vinculativa, para 2020, é comparativa a 2005, e foi determinada no quadro do plano global de luta contra as alterações climáticas e melhoria da eficiência energética europeia, proposto pela Comissão Europeia e acordado no ano passado entre os 27.

O executivo comunitário divulgou hoje a repartição de esforços entre os 27 Estados-membros para que a União Europeia atinja as metas traçadas no ano passado de redução das emissões de gases com efeito de estufa, principalmente o CO2, em 20 por cento (em relação a 1990) até 2020.

O Produto Interno Bruto (PIB) per capita foi o principal critério escolhido por Bruxelas para distribuir os esforços de redução nacionais, que variam num intervalo entre 20 por cento de cortes (casos da Dinamarca, Luxemburgo e Irlanda) e um aumento das emissões de 20 por cento, caso da Bulgária e da Roménia, os últimos Estados-membros a aderir ao bloco europeu.

Diário Digital



Bolsa triplica transacções de licenças de emissões em 2007

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As transacções em bolsa (SENDECO2) das licenças de emissão de dióxido de carbono triplicaram no ano passado face a 2006, atingindo um total de 6,5 milhões de toneladas, revelou hoje fonte da instituição.

Este mercado surge no âmbito do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE), através do qual as empresas compram os direitos para poder poluir acima do que lhes é permitido.

As licenças transaccionadas no ano passado na Bolsa Portuguesa de Emissão de dióxido de carbono (SENDECO2) pertenciam ao primeiro Plano Nacional de Atribuição de Licenças (PNALE).

O primeiro PNALE correspondeu ao período de 2005-2007 e abrangeu 38,161 Mton (milhões de toneladas ou megatoneladas) divididos entre 36,896 Mton para 244 instalações industriais e uma parte restante para novas instalações.

Em comunicado divulgado, o director-geral da SENDECO2, Ismael Romeo, destacou a importância do aumento do volume de negócios, tendo em conta que o ano de 2007 foi «difícil» por os preços terem passado de seis euros por tonelada para apenas três cêntimos.

Diário Digital



EDP espera obter 10 M€ com venda de direitos C02 no Brasil
Novembro 12, 2007,
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O grupo EDP-Energias de Portugal espera receitas adicionais de cerca de 10 milhões de euros até 2012 com a venda de um milhão de toneladas de dióxido de carbono (C02) evitadas com projectos no Brasil, anunciou hoje a empresa.

A Energias do Brasil, empresa do grupo Energias de Portugal, criou o Instituto Energias do Brasil (IENBR) para desenvolver e coordenar as ações ambientais e sócio-culturais da «holding» e das suas controladas.

O instituto vai consolidar e dar visibilidade a toda a estratégia de sustentabilidade empresarial do grupo e permitirá ainda originar receitas através dos créditos de carbono gerados a partir de projectos de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), no âmbito do Protocolo de Quioto.

«Até 2012, o grupo espera ter receitas adicionais de cerca de 10 milhões de euros oriundas da venda de 1 milhão de toneladas de CO2 evitadas por projectos como as PCHs (Pequenas Centrais Hídricas) de São João, Paraíso e Santa Fé, a quarta máquina de Mascarenhas e a linha de transmissão de Porto Murtinho», refere o comunicado.

«Com o ineditismo da nossa iniciativa de canalizar os recursos obtidos com a venda dos créditos de carbono, esperamos consolidar o conceito de sustentabilidade no grupo Energias do Brasil», afirmou António Mexia, presidente-executivo da EDP e presidente do Conselho Deliberativo do IENBR.

Dinheiro Digital



1º passo para o mercado global de carbono será dado 2ª-feira
Outubro 26, 2007,
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A criação de um mercado global de carbono vai ser objecto de uma declaração política a assinar segunda-feira em Lisboa por representantes da União Europeia, três Estados norte-americanos e um do Canadá, Noruega e Nova Zelândia.

A maior expectativa recai sobre os governadores dos Estados norte- americanos de Nova Iorque, Nova Jersey e Califórnia, que pretendem compatibilizar os seus mercados de carbono apesar de o presidente norte- americano ter reafirmado a sua rejeição ao protocolo de Quioto para minimizar o fenómeno das alterações climáticas.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, explicou que a declaração política que vai ser assinada segunda-feira pretende «uniformizar» os vários mercados de carbono e criar «um mercado global interligado».

«O objectivo é criar um sistema uniformizado, que vai dar ao mercado estabilidade», afirmou, adiantando que a declaração política que vai ser assinada estabelece um acordo para adaptar os vários sistemas de carbono para que sejam compatíveis, uma iniciativa denominada International Carbon Action Partnership (ICAP).

A cerimónia conta com a presença do Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, do Comissário Europeu para o Ambiente, Stavros Dimas, dos governadores dos Estados norte- americanos de Nova Jersey, Jon Corzine, e de Nova Iorque, Eliot Spitzer, e do governador da província canadiana British Columbia, Gordon Campbell.

Desde 2005 que vigora o comércio europeu de licenças de emissões (CELE), um mercado que obriga indústrias de vários sectores (de grande potência térmica) a controlarem a quantidade de dióxido de carbono que emitem.

Diário Digital



UE: Noruega, Islândia e Liechtenstein combatem carbono
Outubro 26, 2007,
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Os países da Área Económica Europeia vão integrar o comércio europeu de licenças de emissão de dióxido de carbono, que se torna assim o primeiro acordo internacional deste género, anunciou hoje a Comissão Europeia, em Bruxelas.

Com a adesão da Noruega, Islândia e Liechtenstein, o sistema de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa passa a integrar 30 países.

No âmbito da revisão do comércio europeu de licenças, Bruxelas está a considerar a hipótese de ligar o seu sistema a outros mundiais credíveis.

Dada a natureza global das alterações climáticas e a necessidade urgente de reduzir as emissões de gases poluentes, a Comissão Europeia está a estudar a criação de um mercado global de carbono que beneficie todos os países.

O anúncio da adesão dos três países ao sistema de comércio de licenças da União Europeia teve lugar no mesmo dia em que Bruxelas concluiu o processo de decisão sobre os planos nacionais de emissões dos 27.

A Bulgária e a Roménia foram os últimos países a verem os seus planos nacionais de atribuição de licenças aprovados.

Os planos nacionais de cada Estado-membro determinam o limite de emissões de dióxido de carbono (CO2) que as instalações coberta pelo sistema de comércio e quanto cada uma irá receber.

Portugal, por exemplo, poderá emitir 34,8 milhões de toneladas de CO2, tendo a Comissão Europeia cortado 3,1 por cento em relação ao proposto por Lisboa (35,9 milhões de toneladas).

Diário Digital



Yahoo! quer compensar emissões CO2 com projectos ambientais
Outubro 23, 2007,
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O Yahoo! apresentou hoje um projecto destinado a compensar as suas emissões de gás a efeito de estufa antes do final do ano, apoiando o desenvolvimento de sistemas hidroeléctricos no Brasil e eólicos na Índia.

O grupo sedeado na Califórnia tinha já prometido, em Abril, compensar as cerca de 250.000 toneladas de gás a efeito de estufa que emitiria.

Segundo Chris Page, responsável pelas questões climáticas do Yahoo!, esta acção equivale a retirar cerca de 35.000 carros das estradas americanas durante um ano ou apagar as luzes da principal artéria de Las Vegas durante dois meses.

«Queremos alcançar a neutralidade em termos de emissões carbónicas de uma forma inédita», declarou Chris Page à agência AFP.

«No Brasil e na Índia, há uma crescente procura de electricidade, e uma parte provem das energias fósseis. Queremos encorajar as eólicas e hidroeléctricas», acrescentou.

O Yahoo! investiu num projecto de energia hidroeléctrica numa pequena aldeia do Estado de Rondonia, no norte do Brasil, e num projecto de desenvolvimento de eólicas no este e no sul da Índia.

«O Yahoo! compromete-se a ser uma empresa responsável no que respeita o ambiente e espera que esta iniciativa encoraje os seus pares, utilizadores e empregador, a comprometer-se, tomar medidas e provocar os seus próprios impactos positivos», afirma Chris Page no sítio de Internet da empresa.

Dinheiro Digital



CE: Portugal recebe 34,8 M t de licenças de emissão de CO2
Outubro 22, 2007,
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Portugal vai receber 34,8 milhões de toneladas de licenças anuais de emissão de dióxido de carbono (CO2) para 2008-2012, decidiu hoje a Comissão Europeia, que quer reduzir em 1,08 milhões de toneladas (3,1 por cento) a proposta de Lisboa.

O plano nacional de atribuição de Portugal é o último dos planos dos 25 Estados Membros que participam no regime de atribuição de licenças de emissão, desde o seu lançamento em 2005, a ser avaliado, faltando apenas os últimos países a aderir à União Europeia - Bulgária e Roménia.

Portugal tinha apresentado um limite máximo para 2008/2013 de 35,9 milhões de toneladas de licenças de emissão de CO2, mas Bruxelas autoriza apenas um máximo de 34,8 milhões de toneladas.

Em relação ao primeiro período de atribuição de licenças (2005-2007), Portugal terá que reduzir as emissões em três milhões de toneladas.

Segundo dados de Bruxelas, dos 38,9 milhões de toneladas, em Portugal foram registadas licenças num montante de 36,4 milhões de toneladas de emissão de CO2.

O regime comunitário de comércio de licenças de emissão assegura a redução das emissões de gases com efeito de estufa dos sectores da energia e da indústria abrangidos ao menor custo para a economia, contribuindo assim para o cumprimento pela UE e os seus Estados Membros dos compromissos em matéria de emissões ao abrigo do Protocolo de Quioto.

Os critérios de avaliação procuram, nomeadamente, assegurar a coerência dos planos com o cumprimento dos compromissos de Quioto pela UE e pelos Estados Membros, as emissões reais registadas que constam dos relatórios anuais da Comissão sobre a evolução da situação e o potencial tecnológico de redução das emissões.

A segunda fase do regime comunitário de comércio de licenças de emissão terá início em 01 de Janeiro.


Diário Digital



Portugal realiza 1º leilão voluntário de emissões poluentes
Outubro 17, 2007,
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O primeiro leilão de emissões de dióxido de carbono em Portugal realiza-se quinta-feira e pretende vender 350 mil toneladas de emissões, cerca de metade do que é produzido pela central de Sines em um mês.

Um dos objectivos desta operação de bolsa é «testar» o interesse das empresas portuguesas em comprar voluntariamente emissões, sendo que a única contrapartida é conseguir o estatuto de «carbono neutral», explicou à agência Lusa o director-geral da SENDECO - Sistema Electrónico de Negociação de Direitos de Emissões, Eduardo Marcos.

Enquanto no Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) as empresas compram o direitos para poder poluir acima do que lhes é imposto, neste leilão voluntário os interessados compram apenas com o objectivo de financiar projectos que compensem as emissões de dióxido de carbono.

«Entre esses projectos estão a reflorestação ou energia eólica. Os voluntários habilitam-se a certificados de compra de licenças de emissão de CO2», exemplificou Eduardo Marcos.

Na sessão de quinta-feira vão ser leiloados três projectos, no valor de 350 mil toneladas de emissões, de empresas pequenas nomeadamente do Canadá e Irlanda.

O mercado voluntário de emissões iniciou-se nos Estados Unidos em 2004 e «está a tornar-se uma operação habitual entre todas as empresas que assumem a sua responsabilidade corporativa pelas alterações climáticas», mesmo não servindo para cumprir metas do protocolo de Quioto, o acordo internacional sobre o aquecimento global ratificado por Portugal.

Diário Digital



Quercus: Transportes já representam 25% das emissões de CO2
Setembro 20, 2007,
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Os transportes representam já um quarto das emissões de dióxido de carbono em Portugal, aproximando-se da produção de energia eléctrica, informou a associação ambientalista Quercus, que hoje distribui aos automobilistas lisboetas um «redutor de dióxido de carbono».

Os números foram avançados pelo presidente da Quercus, Hélder Spínola, que adiantou ainda à Lusa que a Avenida da Liberdade, em Lisboa, ultrapassou em Março o limite anual de dias com valores excessivos de partículas inaláveis.

Citando dados disponíveis no site do Instituto do Ambiente, o responsável explicou que o valor máximo de partículas inaláveis permitido por lei (50 microgramas por metro cúbico) só pode ser excedido 35 dias por ano, mas esse limite foi ultrapassado na Avenida da Liberdade ao fim dos primeiros três meses de 2007.

Este ano representa uma melhoria relativamente a 2006, quando os 35 dias foram ultrapassados no final de Fevereiro, mas ainda assim Hélder Spínola considerou preocupante que, «mais uma vez, este local não vá cumprir as metas estabelecidas por lei, com consequências para a saúde pública».

Segundo explicou, as partículas inaláveis têm um impacto na mortalidade e morbilidade, sendo associadas a mais de 3.500 mortes prematuras anuais e a uma redução de dois a três meses na esperança média de vida.

O responsável apelou às autoridades que apliquem os planos de acção já existentes para Lisboa e Porto mas nunca implementados.

As declarações de Hélder Spínola surgem a propósito da distribuição, hoje em Lisboa, de um redutor de dióxido de carbono, um documento que permite aos portugueses saber quanto podem poupar na emissão de gases poluentes se utilizarem mais os transportes públicos.

 

A iniciativa, inserida na Semana Europeia da Mobilidade, que termina domingo, decorre entre as 08:00 e as 10:30, na Praça dos Restauradores, onde será instalado um «redutor de dióxido de carbono» de grandes dimensões.

Durante a acção de sensibilização para o uso de transportes colectivos, a Quercus propõe-se a divulgar mais alguns dados sobre a qualidade do ar e as suas consequências para a saúde.

Diário Digital



Algafuel avança com primeiro projecto de microalgas para sequestro de CO2
Setembro 11, 2007,
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A A4F – Algafuel já tem adjudicado o primeiro projecto para desenvolvimento de tecnologia de produção industrial de microalgas para sequestração de CO2. «As indicações que temos apontam para que depois deste primeiro projecto, em breve, outros se seguirão, quer com este objectivo, quer em termos de produção de óleo vegetal para fabrico de biodiesel», adianta ao AmbienteOnline Nuno Coelho, presidente executivo da Algafuel.

Escusando-se a divulgar o nome dos seus clientes devido a acordos de confidencialidade, o responsável espera que, antes do final do ano, «haja várias empresas portuguesas, nomeadamente grandes empresas industriais emissoras de CO2, que tenham iniciado projectos de adaptação da tecnologia de produção de microalgas da Algafuel às suas necessidades específicas».

As microalgas são a menina dos olhos desta spin out da Necton, que foi formalmente constituída em Setembro. O facto de serem uma fonte praticamente inesgotável, de apresentarem uma produtividade superior à das plantas terrestres e de se alimentarem de dióxido de carbono fazem das microalgas uma matéria-prima interessante tanto em termos energéticos como no auxílio às indústrias poluentes. Contudo, só o factor escala poderá torná-las num sucesso. «Acreditamos que as microalgas são a mais promissora fonte de matéria-prima para o biodiesel, não competindo por terra cultivável e tendo taxas de crescimento mais satisfatórias do que as plantas terrestres, já que atingem a sua maturação entre três e cinco dias», destaca o gestor.

A GreenCyber, de Pedro Sampaio Nunes, pode tornar-se num dos primeiros clientes da Algafuel. A empresa tem um projecto de construção de uma refinaria de biodiesel, em Sines. Já classificado como Projecto de Interesse Nacional, tem capacidade para 250 mil toneladas por ano e envolve um investimento de 80 milhões de euros. Para já a Algafuel está a negociar apenas com empresas nacionais, apesar de estar a estudar a possibilidade de localizar também operações noutros países como Espanha.

Portal Ambiente 



Administração do Porto de Lisboa é empresa CarbonoZero
Agosto 21, 2007,
Arquivado como: Emissões de Carbono, Empresas de Energia

A Administração do Porto de Lisboa (APL) aderiu à CarbonoZero, ao quantificar e compensar as emissões de gases com efeitos de estufa (GEE) provenientes dos edifícios e automóveis da empresa. A APL é responsável pela emissão de um total de 977 toneladas de CO2/ano, resultantes do consumo de combustíveis fósseis e de electricidade nas suas instalações, o consumo de combustível na frota própria e a eliminação dos resíduos produzidos.

As emissões vão ser compensadas através da aquisição de créditos de sequestro de carbono provenientes da área florestal da Companhia das Lezírias. Para compensar o quantitativo estimado de emissões é necessária a capacidade de sequestro de cerca de 3 900 árvores, ao longo de 30 anos.

Portal Ambiente 



Créditos no mercado de carbono vão servir para investir na floresta
Julho 25, 2007,
Arquivado como: Emissões de Carbono

A Câmara de Proença-a-Nova apresenta em Setembro um estudo em que demonstra que o concelho retira mais carbono da atmosfera do que aquele que produz, “contribuindo para a despoluição do planeta”, realça João Paulo Catarino, presidente da autarquia. O estudo denominado “Carbono Mais” está praticamente concluído e até o podíamos apresentar em Agosto, mas nesta altura do ano o País está parado e preferimos divulgá-lo em Setembro”, justifica João Paulo Catarino, presidente da autarquia.
“O que estamos a fazer é quantificar o carbono que é retirado da atmosfera na área do nosso concelho graças à floresta”, através do processo de fotossíntese e também “a quantidade de energia que é produzida por métodos renováveis”, nomeadamente, com energia éolica. Ao ser produzida sem recurso a combustíveis fósseis, contribui para a redução de emissões de gases de efeito de estufa, nomeadamente, derivados do carbono.
“No fim, fazemos as contas e mostramos com quantas toneladas o concelho de Proença-a-Nova contribui todos os anos para despoluir o País e o mundo”, realça o autarca.
Para além de demonstrar o contributo dado para o bem-estar global, a Câmara quer aproveitar o estudo para obter certificação ambiental, nomeadamente, como “concelho verde”, o que poderá trazer mais valias em termos turísticos. Pretendemos também vender no mercado próprio os créditos obtidos com as toneladas de carbono que sequestramos, “para investir depois as receitas obtidas na prevenção e vigilância da nossa floresta”, conclui o autarca – ver texto abaixo com o título “Floresta conta como crédito”.

 

Diário XXI