Energias Renováveis


Biocombustíveis: microalgas são solução ideal

A produção de biocombustíveis a partir de óleo de microalgas apresenta-se como a solução ideal numa altura em que continua a ser urgente encontrar alternativas ao petróleo, mas o mundo responsabiliza os biocombustíveis pela crise alimentar.

«A alga será seguramente uma das soluções ideais, senão a única. Faz duas coisas importantes: sequestra o co2, necessário para crescer, e no final produz ainda o óleo para biodiesel. De outra forma é díficil conjugar estas duas coisas», explicou à Lusa Nuno Coelho, director-geral da Algafuel, a primeira empresa portuguesa a produzir óleo de microalgas para biocombustível com fins industriais.

Mas que vantagens têm as algas que as possam tornar numa melhor opção do que o milho ou o girassol? «Uma delas é que não compete com as culturas alimentares», apontou a responsável pela investigação com microalgas no Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), Fernanda Rosa.

«Quando estamos a produzir microalgas não estamos a produzir nada que seja necessário para a alimentação e essa produção pode ser feita em qualquer tipo de terreno, inclusivamente em zonas áridas».

Acrescentou que se tratam de microrganismos que se reproduzem «de uma forma exponencial» e cuja duplicação se faz num dia ou dia e meio, explicando ainda que se desenvolvem em qualquer tipo de água - salgada, salobra, residual - e necessitam de pouco mais do que luz solar e dióxido de carbono (CO2).

No INETI, a investigação e o trabalho de extracção de óleo de microalgas para a produção de biocombustível já se faz há quase trinta anos, o que dá a Portugal o know-how consolidado no crescimento de microalgas e que poderá ser agora utilizado nesta nova oportunidade dada aos biocombustíveis.

«Temos aqui uma colecção enorme de microalgas que estão liofilizadas ou estão mantidas em meio, mas dormentes. Quando queremos começar o crescimento dessas microalgas vamos-lhes fornecer meio ou nutrientes, meio novo que as faz replicar-se e crescer», explicou Fernanda Rosa.

«Depois passam para pequenos reactores verticais onde há borbulhamento de ar ou CO2, replicando-se assim com maior intensidade, sendo que o crescimento é feito depois em mangas plásticas, muito económicas, ainda dentro do laboratório(…) quando estão em crescimento forte e em bom estado passam então para fotobioreactores ou lagoas», explicou.

Sendo um instituto de investigação, a industrialização é uma vertente que foge ao âmbito do INETI, mas já há em Portugal quem se dedique ao cultivo de microalgas não só para a produção de biocombustível, mas para os mais diversos fins.

No Algarve, encontra-se o quartel-general da Necton, uma empresa que desenvolve o seu ramo de actividade no sector da biotecnologia marinha e que se especializou na produção de microalgas.

Foi formada em 1997 e a partir de Janeiro deste ano deu origem à Algafuel que se dedica especificamente à industrialização de biomassa de microalgas para a produção de biocombustível.

O processo laboratorial de produção de microalgas é em todo igual ao do INETI, mas aqui pensa-se a uma outra escala e com outros objectivos.

«A produção é diária, é um pouco a pedido, e não tem os riscos de vir uma geada e morrer tudo porque é simples. Vazam-se os sistemas de produção, limpam-se e começa-se outra vez. Um processo que demora três a quatro dias porque não é preciso lavrar a terra novamente. Não se perde um ano, perdem-se dois ou três dias», explicou o administrador da Necton, João Navalho.

Outra vantagem das microalgas que, contrariamente a todas as outras culturas, podem ser produzidas ininterruptamente em qualquer altura do ano e podem, por isso, ser recolhidas todos os dias.

Segundo João Navalho, a empresa tem uma unidade de produção que pode atingir as duas toneladas por ano, no entanto esse valor pode variar exponencialmente em detrimento do tipo de alga ou das condições em que ela é produzida.

Apesar das inúmeras vantagens, o processo de obtenção de óleo através de microalgas apresenta uma desvantagem que, no final, torna o óleo duas vezes mais caro do que o óleo obtido através de qualquer outra oleaginosa.

«As microalgas estão a crescer num meio aquoso, que não pode ter uma densidade de microalgas muito alta porque senão a radiação não as atinge de forma homogénea em todo o fotobioreactor. Ai temos uma necessidade de ter alguma diluição no meio, logo há que concentrar e a concentração [que é feita com uma centrifugadora] é um processo que não é barato», explica Fernanda Rosa.

O director-geral da Algafuel sublinhou que se pode fazer 100 por cento biodiesel de óleo a partir de microalgas, mas que o preço ainda é bastante elevado por falta de produção ao mesmo nível da procura.

«Porque toda a produção mundial nunca foi pensada para este fim, mas sim para fins alimentar, aquacultura, cosmética, que têm condicionantes de preço completamente diferentes das dos biocombustíveis», defendeu Nuno Coelho.

Então, para quando carros movidos a algas? «Tanto quanto eu posso antever nas próximas dezenas de anos, talvez nem tanto, vamos ter carros movidos a biodiesel que pode ser obtido a partir de microalgas. Isso sem dúvida nenhuma», garantiu Nuno Coelho, considerando, porém, que vai ser preciso um investimento massivo em tecnologia e um grande know-how na produção de microalgas.

Diário Digital



Next Energy aposta em turbina eólica em ambiente urbano para crescer
Abril 18, 2008,
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Com quatro anos de existência, a Next Energy conta dar este ano um novo impulso à sua actividade. A empresa açoriana espera iniciar a comercialização de uma turbina eólica para ambiente urbano, a qual resultou de um desafio lançado por João Santos, responsável pela Next Energy, à Universidade dos Açores, no final de 2004.

«O nosso objectivo é o de comercializar 100 turbinas por ano», avança o empresário ao AmbienteOnline. Com uma potência que pode variar entre 1 e 4 kW, o equipamento pode ser aplicado, por exemplo, em unidades industriais, escolas ou residências. O seu custo deverá situar-se entre os 6 e os 7 mil euros, mas, segundo o empresário, é possível ter o retorno do investimento em apenas 3 ou 4 anos. De resto, desenvolver um projecto com «um preço acessível e um retorno atractivo» foi uma das principais preocupações que estiveram subjacentes a este projecto.

Como representante da Ropatec, a empresa já oferecia soluções para fornecimento de energia eólica, nomeadamente, para potências de 1kW, 6kW e 20kW. Do seu porta-fólio fazem também parte produtos na área da climatização, iluminação ou hidrogénio. Estes são algumas das actividades que contribuíram para a empresa ter alcançando, em 2007, um volume de negócios de 500 mil euros. Como o negócio está a crescer, a Next Energy está já à procura de parceiros para se instalar também em Portugal continental.


Galp alia-se à Algafuel para produzir microalgas em Sines

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A Galp Energia assinou, ontem, uma parceria com o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) e a empresa Algafuel, tendo em vista a constituição de um consórcio para a produção de biomassa e biocombustíveis a partir da cultura de microalgas e da respectiva sequestração de dióxido de carbono (CO2) na refinaria de Sines. Esta é, segundo Ferreira de Oliveira, presidente executivo da Galp, uma forma de «cumprir com as responsabilidades para com a comunidade que suporta o nosso negócio».

O projecto vai envolver um investimento entre 1 e 2 milhões de euros. Numa primeira fase, será constituída, pela Algafuel, uma zona piloto de cerca de um hectare, depois de feitos todos os estudos e análises de modo a encontrar as espécies mais adequadas ao local e aos gases emitidos. A empresa espera que, em 2009, o protótipo já esteja a funcionar.

O INETI ficará responsável pela definição do momento ideal para a colheita e pela extracção do óleo da biomassa resultante da “criação” de microalgas. Esse óleo será depois refinado na biorrefinaria de Sines, que entrará em funcionamento, segundo Ferreira de Oliveira, em 2010. Depois da fase piloto, iniciar-se-á a produção a uma escala industrial, ainda sem data prevista. «Acredito que vamos estar em pé de igualdade com as grandes multinacionais», afirmou o responsável da Galp, acrescentando que «sendo mais pequenos podemos ser mais ágeis e ambiciosos».

Cada tonelada de microalgas produzida consome cerca de duas toneladas de CO2, tendo ainda uma acumulação intracelular de lípidos que pode atingir 60 a 70 por cento do seu peso seco. Estes organismos constituem-se, assim, como uma boa solução para as unidades de produção industrial cuja actividade seja condicionada pelas emissões de dióxido de carbono ou óxidos de azoto. Por cada 20 toneladas de crude refinado em Sines, são emitidas 4 toneladas de CO2 que, se utilizadas para alimentar as microalgas, produzirão duas toneladas de biomassa e uma tonelada de biocombustível.

Portal Ambiente



Ventinveste quer incentivos adicionais para o projecto eólico
Março 4, 2008,
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O consórcio Ventinveste, liderado pela Galp, que ganhou a fase B do concurso eólico, candidatou-se a ajudas financeiras para parte do seu projecto, segundo apurou o PÚBLICO. A serem concedidos os apoios, trata-se de uma subsidiação dupla que contrariará as regras do concurso público internacional que decorreu no ano passado.

O assunto não é assumido oficialmente e não é pacífico junto da administração pública. O concurso, tal como para a fase A, previa apenas a valorização do investimento proposto pelos candidatos tendo como incentivo a tarifa de que beneficia a energia eólica e os pontos de ligação à rede eléctrica.

Foi, desde o início, “entendido de forma clara”, na expressão de um dos elementos, que não havia lugar para mais incentivos - pelo que o assunto nunca chegou a ser abordado anteriormente. Os subsídios ora pedidos respeitam à parte industrial e à construção das linhas eléctricas que ligarão os parques à rede de alta tensão da REN, mas é nesta última possibilidade que o grupo aposta.

O mesmo já não aconteceu com a fase B: a Ventinveste juntou à candidatura a projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN), que entregou junto da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), o pedido de incentivos adicionais ao investimento, dois dossiers para os quais espera agora resposta.

Se o “tratamento” PIN é considerado necessário para este tipo de projectos com forte impacto industrial e com uma longa caminhada burocrática pela frente, já a candidatura a incentivos adicionais reflecte uma abertura, pelo menos, tácita do Ministério da Economia a discutir a questão. Dos vários contactos realizados pelo PÚBLICO, constatou-se que essa abertura não é aceite de forma consensual.

Outra questão ainda por esclarecer também é a de constituição do Fundo de Inovação, no valor de 35 milhões de euros, a ser gerido pelo Estado. O depósito desta verba, segundo as regras do concurso, é concomitante com a assinatura do contrato com o Estado, mas, no caso da Ventinveste, poderá vir a beneficiar de um prazo de nove anos.

Para a fase A, o montante requerido era igual e nas mesmas condições, tendo sido realizado de imediato pelo consórcio vencedor, a Eólicas de Portugal, liderado pela EDP e Enercon. As condições do concurso foram iguais para as duas fases.

Público 



Gigante escocês investe 800 milhões para entrar nas eólicas em Portugal

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A eléctrica escocesa SSE, através da recém-adquirida Airtricity, elegeu Portugal como um dos seis mercados na Europa onde quer crescer fora do Reino Unido, sobretudo, no negócio das eólicas. Para o mercado nacional, a empresa tem um projecto totalmente inovador, pretendendo abrir o caminho na produção de energia eólica em regime ordinário.

Em Portugal, as renováveis, incluindo as eólicas, funcionam ainda todas em regime especial, ou seja, as empresas têm assegurada uma tarifa subvencionada para gerar energia a partir do vento. Mas em Espanha, por exemplo, cerca de 98% dos produtores vão já ao mercado, restando apenas na tarifa alguns parques experimentais, segundo dados da Asociación Empresarial Eólica (AEE), representativa do sector.

Também na Irlanda este é um esquema muito habitual. A Aircitrity é disso prova, tendo todos os seus parques eólicos ali a funcionar em regime de mercado livre. “Temos muita experiência neste negócio e, além disso, estamos conscientes de que de outra forma não iríamos conseguir entrar neste negócio em Portugal, uma vez que as licenças de produção e exploração de parques eólicos em regime especial estão já todas atribuídas”, explica em entrevista ao Jornal de Negócios, o “country-manager” da Aircitricy, Luís Lopo Antunes.

Jornal de Negócios 



EDP Renováveis quer duplicar capacidade instalada até 2010
Janeiro 31, 2008,
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A EDP Renováveis (empresa do grupo Energias de Portugal, que controla a Energias do Brasil) quer mais do que duplicar sua capacidade instalada em Portugal entre 2007 e 2010, anunciou nesta quinta-feira a presidente-executiva da empresa, Ana Maria Fernandes.

A EDP Renováveis tem atualmente uma capacidade eólica instalada de 3,6 gigawatts (GW) e pretende chegar aos 7,6 GW em 2010, afirmou a administradora.

Entre 2011 e 2013, a EDP Renováveis espera continuar crescendo 1.200 megawatts (MW) por ano.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de acordo com a previsão consensual dos analistas, deverá crescer 46% ao ano até 2010, alicerçado na qualidade da carteira de projetos a entrar em operação.

O crescimento previsto do Ebtida da EDP Renováveis é muito maior do que o das empresas concorrentes.

Ana Maria Fernandes sublinha que 90% das necessidades de turbinas para 2009 já estão contratadas e, para 2010, 45%.

Além da energia eólica, a EDP Renováveis está seguindo de perto o desenvolvimento tecnológico e regulador da energia solar, eólica off-shore (em alto-mar) e da energia das ondas.

Lusa



Iberol suspende produção a partir de Janeiro de 2008
Novembro 30, 2007,
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Até à entrada em vigor da portaria de 2008 sobre a isenção do ISP (imposto sobre produtos petrolíferos), a produção de biodiesel na unidade da Iberol será suspensa. «Mesmo que seja hoje publicada já não vai a tempo de entrar em vigor em Janeiro de 2008», garante João Rodrigues, presidente do conselho de administração da empresa, em declarações ao AmbienteOnline.

Será essa portaria que vai definir para 2008 a quantidade de toneladas a atribuir a cada produtor e as condições de acesso às cotas de produção, pelo que, sem esses dados, «não há condições nem para produzir nem para vender biodiesel», lamenta João Rodrigues.

A portaria de isenção de ISP de 2007 também sofreu atrasos, tendo entrado em vigor a 23 de Março de 2007. De Janeiro a Março, a Iberol garantiu a produção de cerca de 24 mil toneladas através de um regime especial de benefícios fiscais de isenção relativos ao ano anterior de produção. A partir de Março e até dia 31 de Dezembro de 2007, a Iberol, ao abrigo da portaria, estima produzir 76 mil toneladas, o que equivale a um total de 100 mil toneladas.

Ao abrigo da Portaria 1391-A/2006, o Governo concedeu isenção para um total de 205 mil toneladas de biodiesel, relativa ao primeiro semestre deste ano. Neste pacote, incluem-se a Biomart (42 078 toneladas), a Torrejana (43 722 toneladas), a Tagol (17 547 toneladas), a Biovegetal (25 504 toneladas), a Iberol (72 870 toneladas) e a SBN (3 279 toneladas). De fora ficou o bioetanol, uma vez que ainda não é produzido em Portugal. Para o segundo semestre, ficou uma segunda fase de atribuição para os biocombustíveis produzidos e consumidos entre 2008 e 2010.

Portal Ambiente



Martifer Solar assina contrato de 51,6 M€ para 5 centrais

A Martifer Solar assinou um contrato no valor de 51,6 milhões de euros com a empresa de capital de risco Enfinity para o fornecimento em solução chave-na-mão de centrais fotovoltaicas, anunciou hoje a empresa em comunicado enviado à CMVM.

A Martifer Solar ficará responsável pelo fornecimento de equipamento e pela construção de cinco centrais fotovoltaicas, como uma capacidade total instalada de 8 megawatts (MW), a construir nas províncias espanholas de Cidade real, Albacete, Guadalajara e Sevilha.

A construção deve iniciar-se em Dezembro e estar concluída no Verão do próximo ano.

O presidente-executivo da Martifer Solar, Henrique Rodrigues, considera que este contrato será «um forte contributo à implantação do nome da Martifer Solar no mercado».

Dinheiro Digital



Electrabel compra dois parques eólicos em Portugal
Novembro 14, 2007,
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A Electrabel-Suez adquiriu dois parques eólicos (64 MW) à espanhola Gamesa localizados no norte de Portugal, por um valor estimado de 93,5 milhões de euros, anunciou a companhia franco-belga de energia e serviços esta quarta-feira. Os activos adquiridos pela Electrabel correspondem a dois parques, um próximo do Porto (Mourisca) e o outro é o «Fafe II», um projecto de ampliação do parque Terras Altas.

Dinheiro Digital 



EDP estuda novas localizações para produção de energia eólica
Novembro 13, 2007,
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O presidente-executivo da EDP disse hoje que a eléctrica está a estudar novas localizações para a instalação de energia eólica, nomeadamente nos países de Leste, Inglaterra, México, Canadá, Marrocos e Itália, noticia a Lusa.

“Estamos a estudar geografias onde haja vento e capacidade de implementar os projectos de forma relativamente rápida”, disse
António Mexia, que falava à margem da conferência Business & Biodiversity, que decorre desde segunda-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia.

Mexia referiu que a aposta nas eólicas será realizada em alguns países que, à semelhança de Portugal, “têm uma excessiva dependência de energias que produzem dióxido de carbono [como carvão, fuel e gás]“.

Entre as novas geografias apontadas pelo empresário destacam-se os países de Leste, a Inglaterra, o México, o Canadá, Marrocos e Itália.

O plano eólico da EDP prevê um investimento de 6,2 mil milhões de euros entre 2007 e 2010, permitindo à empresa atingir a produção de 7.600 megawatts.

Diário Económico 



EDP lança Naturneo para eólicas no País Basco
Outubro 30, 2007,
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A espanhola Naturgas e a Neo Energia, empresas do universo EDP, aliaram-se numa nova entidade (Naturneo) para concorrer à construção de parques eólicos no País Basco, refere o jornal 5Días.

A Naturneo, que será maioritariamente detida pela Naturgas, deverá começar a operar com uma capacidade instalada de 160 megavatios numa primeira fase.

A EDP detém 64% da Naturgas, através da espanhola HC Energia (antiga Hidrocantábrico), enquanto a Neo Energia é a nova entidade criada pelo grupo português para englobar os investimentos na área das renováveis.

Na corrida aos parques na região basca, a EDP enfrenta outros candidatos de peso, como a Eólicas de Euskadi (participada da Iberdrola) e a Capital Energy (participada da holding pública SEPI), entre outros.

Dinheiro Digital



EDP avalia novos alvos no estrangeiro
Outubro 25, 2007,
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António Mexia reuniu ontem com o conselho geral e de supervisão para apresentar a nova estratégia para a EDP, em que reiterou o desafio internacional para a eléctrica. Essa estratégia pode passar por aquisições ou outras opções, mas a gestão não quer repetir o ciclo de compras muito caras do passado.

Em causa estão pequenas oportunidades, sobretudo face à dimensão do negócio feito com a compra da norte-americana Horizon. Sem comentar investimentos específicos, o CEO da EDP afirmou ontem ao Diário Económico que a EDP “fará investimentos em qualquer aquisição que represente rentabilidade”.

Desta forma, a eléctrica portuguesa solidifica a estratégia apresentada ao mercado: aumentar o valor da EDP para os seus accionistas.

Os analistas contactados acreditam que as novas compras poderão incidir no mercado europeu das renováveis, como a Bélgica e a França. O interesse no Reino Unido também já foi referido pela EDP. Mas salientam que qualquer decisão ficará dependente da capacidade da empresa contrair mais dívida depois do investimento de 2,2 mil milhões de euros na compra da empresa de energia éolica americana.

A eléctrica nacional também já referiu a energia solar como uma área estratégica. No final de Março, quando a eléctrica nacional concretizou a compra da norte-americana Horizon, Mexia referia a energia solar como a “etapa seguinte”. “Numa primeira fase, apostámos nas eólicas no nosso mercado natural - Portugal e Espanha, agora entramos noutro campeonato. Numa terceira fase queremos apostar na energia solar”, anunciou o CEO da EDP.

Mas a entrada nos EUA, com uma quota de mercado de 9% e uma capacidade prevista até ao final do ano de 1.600MW, representou uma oportunidade global no continente americano, o mercado com maior potencial de crescimento em energia eólica. O México poderá ser outro dos próximos passos da eléctrica nacional e a Horizon seria a plataforma de lançamento.

A equipa da Horizon, liderada por Martins da Costa, também responsável pelas Energias do Brasil (detida a 60% pela EDP), está já a estudar este mercado e a procurar parceiros locais.

A EDP pode ainda apostar no negócio do gás em território americano.

O investimento em renováveis tem sido assumido como um dos principais objectivos do plano estratégico da EDP, que já é a número quatro no ‘ranking’ mundial das eólicas. Dos 11,2 mil milhões de euros previstos para investir até 2010, 60% são para as eólicas, tanto nos Estados Unidos como na Europa. É neste sentido que a eléctrica está a criar a EDP Renováveis, uma holding que suportará todos os activos, incluindo a NEO, subsidiária para as renováveis na Península Ibérica, e claro, a Horizon.

Diário Económico



Encomenda de 281 turbinas da EDP à GE avaliada em 512 milhões de euros

A General Electric, a maior fabricante do mundo de equipamento para geração de energia, anunciou que o contrato celebrado com a Energias de Portugal (EDP) para a construção de 281 turbinas eólicas está avaliado em 730 milhões de dólares, ou cerca de 512 milhões de euros.

A EDP anunciou no final de Setembro que chegou a acordo com a GE para o fornecimento de turbinas eólicas que quase completa a necessidade da eléctrica nacional de aerogeradores até 2009.

No total são 281 as turbinas eólicas encomendadas para parques eólicos que serão desenvolvidos em 2008 e 2009.

A GE irá fornecer à Neo Energia, a subsidiária europeia das renováveis da EDP, 80 turbinas eólicas 2.5xl para novos projectos eólicos na Europa e 201 turbinas eólicas de 1,5 MW à Horizon Wind Energy, a subsidiária americana da EDP, para projectos nos Estados Unidos, em locais ainda por determinar.

Na altura o valor destes contratos não foi revelado, e hoje a GE anunciou que estes estão avaliados em 730 milhões de dólares, segundo a Bloomberg.

Jornal de Negócios 



Galp recua no objectivo de começar a vender electricidade no início de 2008
Outubro 17, 2007,
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A Galp Energia afinal já não vai começar a comercializar energia eléctrica aos consumidores finais no início do próximo ano. O objectivo, anunciado em Agosto, era recorrer ao mercado grossista e funcionar como retalhista, mas o presidente da petrolífera diz agora que só vai vender electricidade quando tiver acesso a produção própria.

“Primeiro temos de produzir e isso demora muito tempo. Podíamos comprar e revendê-la, mas não há mercado grossista em Portugal”, justificou hoje em Lisboa o CEO da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, numa intervenção no VI Fórum de Energia, organizado pelo “Diário Económico”.

Sobre a nova calendarização prevista pela Galp para a entrada no mercado como comercializador de electricidade, o gestor afirmou que “depende muito da liberalização real do mercado”, salientando que “quando existirem condições para operar nesse sector sem perder dinheiro, fá-lo-emos”.

Ferreira de Oliveira considera, no entanto, que “para o negócio ser rentável tem de estar integrada a produção e a comercialização”.

Neste momento, a Galp tem 80 megawatts (MW) de capacidade instalada em cogeração e mais 160 MW em construção (80 MW na refinaria de Sines e outro tanto na do Porto).

A par disso, a Galp lidera o consórcio Ventiveste – que integra também a Martifer – que ganhou, no passado mês de Julho, a Fase B do concurso das eólicas para a instalação de 400 MW de capacidade instalada.

 

No mês passado, a empresa recebeu licença para construir e explorar uma central de ciclo combinado a gás natural (CCGT) com dois geradores de 408 MW cada, em São Torpes, na ZIL (Zona Industrial Ligeira), em terreno da Apiparques, junto à central da EDP.

“Com a eólica e a central de ciclo combinado, criamos a base para a construção de uma empresa Power”, acredita o CEO da Galp.

Ferreira de Oliveira aproveitou ainda para anunciar que a Galp vai concorrer “a todos os projectos hidroeléctricos que forem lançados em concurso público” pelo Governo.

Jornal de Negócios 



EDP vai comprar à Suzlon turbinas eólicas com capacidade de 400 MW
Outubro 9, 2007,
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A EDP-Energias de Portugal acordou comprar à Suzlon Wind Energy 190 turbinas eólicas, correspondentes a uma capacidade de 400 megawatts (MW), para projectos da subsidiária da eléctrica Horizon Wind, anunciou a EDP.

A energética adianta que as turbinas serão fornecidas ao longo de 2008 e 2009, sendo utilizadas nos projectos da Horizon na costa Noroeste do Pacífico em 2008 e no Centro Oeste em 2009.

O montante envolvido neste contrato não foi divulgado.

“Este acordo vem reforçar ainda mais a capacidade de realização do ambicioso plano que a EDP se propõe fazer nos próximos anos e ficam praticamente fechadas as nossas necessidades de aerogeradores até ao final de 2009″, referiu António Mexia, Chief Executive Officer (CEO) da EDP, citado pela agência Reuters.

A EDP prevê um ‘capex’ de 6,2 mil milhões de euros (M€) na energia eólica entre 2007 e 2010, ano em que as renováveis deverão representar 28% do ‘mix’ de produção, face aos actuais sete por cento.

Diário Económico