Energias Renováveis


Galp alia-se à Algafuel para produzir microalgas em Sines

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A Galp Energia assinou, ontem, uma parceria com o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) e a empresa Algafuel, tendo em vista a constituição de um consórcio para a produção de biomassa e biocombustíveis a partir da cultura de microalgas e da respectiva sequestração de dióxido de carbono (CO2) na refinaria de Sines. Esta é, segundo Ferreira de Oliveira, presidente executivo da Galp, uma forma de «cumprir com as responsabilidades para com a comunidade que suporta o nosso negócio».

O projecto vai envolver um investimento entre 1 e 2 milhões de euros. Numa primeira fase, será constituída, pela Algafuel, uma zona piloto de cerca de um hectare, depois de feitos todos os estudos e análises de modo a encontrar as espécies mais adequadas ao local e aos gases emitidos. A empresa espera que, em 2009, o protótipo já esteja a funcionar.

O INETI ficará responsável pela definição do momento ideal para a colheita e pela extracção do óleo da biomassa resultante da “criação” de microalgas. Esse óleo será depois refinado na biorrefinaria de Sines, que entrará em funcionamento, segundo Ferreira de Oliveira, em 2010. Depois da fase piloto, iniciar-se-á a produção a uma escala industrial, ainda sem data prevista. «Acredito que vamos estar em pé de igualdade com as grandes multinacionais», afirmou o responsável da Galp, acrescentando que «sendo mais pequenos podemos ser mais ágeis e ambiciosos».

Cada tonelada de microalgas produzida consome cerca de duas toneladas de CO2, tendo ainda uma acumulação intracelular de lípidos que pode atingir 60 a 70 por cento do seu peso seco. Estes organismos constituem-se, assim, como uma boa solução para as unidades de produção industrial cuja actividade seja condicionada pelas emissões de dióxido de carbono ou óxidos de azoto. Por cada 20 toneladas de crude refinado em Sines, são emitidas 4 toneladas de CO2 que, se utilizadas para alimentar as microalgas, produzirão duas toneladas de biomassa e uma tonelada de biocombustível.

Portal Ambiente



Monchique vai ter central de biomassa em 2012
Janeiro 30, 2008,
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O Algarve vai ganhar a primeira central de biomassa em 2012, estrutura amiga do ambiente que transformará resíduos de floresta em electricidade, cujos objectivos, além de obter energia, é prevenir incêndios e oferecer empregos.

A biomassa é feita a partir de mato, resíduos de cascas, folhas ou ramos de árvores, árvores, produtos agrícolas como a beterraba ou cereais ou ainda a partir de gás animal.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Monchique, Carlos Tuta, afirmou estar convicto que a construção da central de biomassa arranca ainda antes do final de 2009.

A EDP, por seu turno, disse à Lusa que a conclusão da central está prevista para 2012.

«Temos a expectativa de, durante o prazo estabelecido para a implementação da estratégia de geração de electricidade com base em biomassa florestal em Portugal, que como se sabe termina em 2012, se concluir a central», explicou fonte das Relações Públicas da EDP.

Questionada pela Lusa sobre se a EDP é que irá fazer a obra, a empresa explicou que serão lançados «concursos públicos», levando a uma agregação de empresas de especialidades diversas, capazes de «consumar a edificação da central em cerca de dois anos e meio».

A central de biomassa terá um investimento na ordem dos 75 milhões de euros da Bioeléctrica - empresa controlada pela EDP Altri - e estima-se que vá gerar cerca de 20 empregos directos e cerca de 150 empregos indirectos para recolha, processamento e transporte da biomassa, adiantou à Lusa a empresa.

A central de biomassa ficará na localidade de Alcanforado, Foz dos Besteiros, que faz fronteira com o concelho de Odemira e vai produzir energia para «satisfazer um consumo médio anual de cerca de 100 mil habitantes», indica a EDP.


Diário Digital



Seminário “Culturas Energéticas, biomassa e biocombustíveis”

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Biomassa: DGE acredita na aposta mas admite problemas na recolha
Novembro 20, 2007,
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O director-geral de Energia, Miguel Barreto, considera que as 15 centrais de biomassa atribuídas por concurso o ano passado têm condições de viabilidade, mas diz que falta logística no país para recolher a biomassa florestal.

«O dimensionamento das centrais foi feito tendo em conta o potencial [de biomassa florestal] existente em Portugal, em articulação com a Direcção de Recursos Florestais», afirmou em declarações à Lusa.

Miguel Barreto admitiu que não existe ainda «extracção suficiente» de biomassa para as necessidades das centrais, mas considerou que a biomassa existe, faltando «logística florestal para a ir recolher nas zonas onde o risco de incêndio é maior».

«A biomassa não está disponível porque não existe logística, não existem empresas, nem soluções para a extrair», afirmou.

O director-geral de Energia espera, contudo, que a entrada em funcionamento das 15 centrais atribuídas, num total de 100 megawatts (MW), venha a dinamizar as soluções logísticas para a sua recolha.

O responsável acredita que as 15 centrais são viáveis e que o «concurso tentou criar o máximo de garantias» nesse sentido, ao exigir a apresentação de «um estudo potencial de recurso florestais».

A central é adjudicada à entidade que tiver mais contratos de fornecimento de recursos e há propostas que chegam a ter 900 contratos de fornecimento florestal para quase 70% das necessidades», explicou.

O problema, no entanto, parece residir no preço pago pelas centrais aos produtores florestais e á tarifa fixada para a energia eléctrica produzida a partir de biomassa, já que se tem assistido nos últimos tempos à exportação de milhares de toneladas de biomassa para outros países europeus que pagam melhor.

Miguel Barreto admite que os «modelos de apoio a este tipo de energia existente nos vários países europeus, pode criar algum fluxo num sentido ou noutro».

O jornal «Expresso» noticiava recentemente que milhares de toneladas de resíduos florestais estavam a sair do país, nomeadamente rumo a Itália, porque os fornecedores recebem 40 euros por tonelada, face aos 25 euros pagos pelas centrais em Portugal.

Simultaneamente, a tarifa paga em Portugal por megawatt/hora (MWh) para energia a partir de biomassa ronda os 100 a 105 euros, enquanto que noutros países, como a Alemanha, atinge os 170 euros por MWh.

A tarifa fixada é um dos problemas apontados para o baixo custo pago pela tonelada de biomassa florestal, que por sua vez não incentiva a recolha já que se estima que a limpeza de um hectare de mata e floresta custe cerca de 500 euros.

Produtores florestais, reunidos em Outubro na conferência «Da Biomassa à Energia», realizada em Castelo Branco, já tinham alertado para a facto do preço pago pela matéria-prima poder inviabilizar economicamente as 15 centrais de biomassa.

A opinião generalizada foi a de que 25 euros por tonelada de biomassa, pagos à porta da fábrica, são insuficientes para compensar os custos de exploração e transporte da matéria-prima.

Alguns produtores defenderam que apenas um preço entre os 37 e os 40 euros por tonelada será suficiente para viabilizar o fornecimento de biomassa às centrais.

Os objectivos do Governo ultrapassam, no entanto, em muito, as 15 centrais com uma potência instalada de 100.

Até 2010, o Governo quer criar uma rede descentralizada de centrais de biomassa, com potência total de 250 megawatts (MW), num investimento que pode ascender a 500 milhões de euros e criar entre 500 a 1000 postos de trabalho.

Dinheiro Digital



Bioenergia para um mundo em mudança
Outubro 22, 2007,
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As políticas europeias de ambiente e de energia enfrentam grandes desafios nesta época de fenómenos climáticos extremos, que têm contribuído para convencer a opinião pública de que é necessário actuar no plano político.

Além disso, há acontecimentos recentes que têm posto em evidência a necessidade de garantir o abastecimento energético da Europa. O consumo de energia está a aumentar e já verificámos que a Rússia, sempre que o quiser, pode abrir e fechar a torneira do gás natural que exporta. Estamos perante uma situação insustentável; segundo as nossas previsões, em 2030 teremos de importar 65% da nossa energia se não modificarmos radicalmente a nossa política energética.

Uma abordagem europeia - É necessário adoptar urgentemente uma abordagem europeia para garantir um abastecimento energético estável e respeitador do ambiente. Este é um dos princípios de base do pacto energético que a Comissão Europeia apresentou em Janeiro deste ano, um primeiro passo para uma nova política energética comum para a União Europeia. Este pacto contém dois objectivos a alcançar até 2020 reduzir as nossas emissões de CO2 em 20% e conseguir que as energias renováveis representem 1/5 do total do consumo energético.

Simultaneamente, comprometemo-nos a aumentar a utilização de biocombustíveis visando o objectivo de 10% do consumo energético do sector dos transportes. Se quisermos reduzir os gases com efeito de estufa, teremos de ter transportes mais respeitadores do ambiente. Os transportes marítimos, terrestres e aéreos são responsáveis por 1/4 das emissões de CO2 e, se não agirmos com determinação, esta proporção continuará a crescer.

Os biocombustíveis representam uma parte da solução, mas estamos também a preparar a apresentação, no próximo ano, de uma nova série de propostas para combater os efeitos ambientais do crescimento do parque automóvel europeu.

Uma questão complexa - Os biocombustíveis têm feito correr muita tinta há quem afirme tratar-se de um erro histórico e há quem os considere uma salvação para os problemas energéticos do Mundo. A questão é mais complexa.

As vantagens para o ambiente da utilização de biocombustíveis dependem dos respectivos métodos de produção. Os biocombustíveis produzidos com recurso a carvão têm um balanço negativo em termos de CO2. Contudo, este método de produção constitui uma excepção na Europa. Os métodos mais usuais implicam uma redução média de CO2 entre 35 e 50%.

Como não existem na Europa áreas agrícolas necessárias para satisfazer a procura de plantas geradoras de energia, será necessário cobrir parte dessa procura com importações. Contudo, seria ilógico importar biocombustíveis cuja produção implicasse mais emissões de CO2 do que as que pouparia. Por isso, a Comissão exigirá que os combustíveis importados não impliquem um balanço ambiental negativo.

Os biocombustíveis de segunda geração, do ponto de vista ambiental, serão tão eficazes como a energia eólica. Contudo, apesar dos avanços dos últimos anos, provavelmente só em 2015 é que a produção será rentável. Os biocombustíveis de primeira geração continuarão assim a desempenhar um papel importante para alcançar o nosso ambicioso objectivo em 2020.

A agricultura responde às expectativas - Além das plantas energéticas, a agricultura e a silvicultura poderão gerar energias limpas e renováveis. Podemos obter electricidade e calor a partir da combustão da palha, de cavacos de madeira e de pastos, ou a partir da biomassa. Também é possível produzir biodiesel a partir de gordura animal procedente de subprodutos de matadouro e de animais mortos.

As alterações climáticas e as evoluções geopolíticas são uma realidade, mas a nova política energética europeia mais orientada para a protecção do ambiente também será um factor a ter em conta.

Miriann Fischer Boel, Comissária Europeia da Agricultura

Jornal de Notícias



Governo vai atribuir até final do ano 3 licenças para centrais de biomassa
Outubro 11, 2007,
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Intervindo esta quinta-feira na sessão de abertura do «European Meeting Point: Energy for Development 2007», o governante, apesar de referir que «a localização precisa das centrais ainda não está determinada», admitiu a hipótese de duas das centrais ficarem instaladas no Sul do país, «possivelmente uma no Norte do Alentejo e outra no Norte do Algarve».

A atribuição das licenças está incluída no concurso que o Governo lançou no ano passado para a construção, até 2010, de uma rede descentralizada de 15 novas centrais de biomassa florestal, com uma potência total de 250 megawatts (MW), num investimento que pode ascender a 500 milhões de euros e criar entre 500 a 1000 postos de trabalho, diz a «Lusa».

Através deste concurso, o Governo atribuiu, em Março, licenças para a construção de uma central de biomassa na Sertã e outra em Belmonte, ambas no distrito de Castelo Branco.

Lembrando que existe um período de dois anos entre a atribuição da licença e a construção das fábricas, o secretário de Estado admitiu a hipótese de as centrais, cujas licenças foram ou venham a ser atribuídas este ano, começarem a funcionar até ao final de 2009.

As restantes licenças, até ao total das 15 centrais previstas, adiantou Rui Nobre Gonçalves, deverão ser atribuídas em 2008, para as infra-estruturas começarem a funcionar até 2010.

Com o concurso, lembrou, Governo pretende «estimular a produção de biomassa» para «aproveitar» o «potencial de produção previsto de três milhões de toneladas por ano» em Portugal, além de reduzir os níveis de emissão de dióxido de carbono (C02) e os riscos de incêndios.

Agência Financeira



Sobioen e Hidurbe ganham central de biomassa na Covilhã
Outubro 4, 2007,
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O agrupamento Biomassas da Covilhã encontra-se classificado em primeiro lugar no concurso para a central a biomassa florestal, no distrito da Covilhã, com uma potência de dez MVA. O consórcio conseguiu uma pontuação de 89,5 pontos, mais 17,9 pontos do que o segundo classificado, o agrupamento formado pelas sociedades Lena Ambiente, Eneólica, Construtora do Lena, Cavalum e New Capital.

O anúncio foi feito, hoje, pela Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG). O consórcio vencedor é constituído pela Hidurbe, Fomentinvest, Sobioen e Espírito Santo Capital. As empresas levaram também a melhor sobre o agrupamento que integra as empresas Alberto Martins Mesquita & Filhos, Isolux Ingenieria e EGF. Este conjunto de empresas já tinha sido derrotado no lote 3, correspondente à central termoeléctrica a biomassa florestal de Vila Real, com 11 MW. Este concurso foi ganho pela Probiomass, constituída pela Proef, Eurico Ferreira, EHATB – Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso e Espírito Santo Capital.

Além da central de Santarém, a Tecneira – Tecnologias Energéticas e a Forestech – Tecnologias Florestais venceram também o concurso relativo à central dos distritos de Beja e Faro, até três MVA. As empresas conseguiram mais 25 pontos do que o segundo classificado, a sociedade Arbor – Sociedade Transformadora de Madeira. O agrupamento constituído pela Lena Ambiente, Eneólica, Cavalum e New capital, bem como a sociedade Alvasado Energia eram os restantes concorrentes.

A DGEG já confirmou também a adjudicação do concurso para centrais a biomassa florestal nos distritos de Viana do Castelo e Braga (lote 4), até 5 MVA, ao agrupamento constituído pelas empresas Obrecol – Obras e Construções, Logística Florestal, Forestland e Hidroeléctrica San Miguel. Este foi de resto o único concorrente que se apresentou ao concurso, cuja avaliação das propostas ficou concluída em Abril. A central a construir ficará localizada no lugar de Guimil, na freguesia de Longos Vales.

Portal Ambiente



Martifer e EDP com parceria nos peletes
Outubro 1, 2007,
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A Martifer e a EDP podem vir a estabelecer uma parceria com vista à utilização de peletes produzidos pela empresa liderada por Carlos Martins por parte da eléctrica nacional, apurou o AmbienteOnline.

De resto, a Martifer tem estado a preparar a sua entrada nesta área, tendo já constituído a Martifer Wood Pellets, que tem como objecto a produção, fabrico e comercialização de granulados de madeira provenientes de biomassa para utilização em sistemas de aquecimento e de outras formas de produção de energia. A empresa deverá avançar com um projecto em Sines, para 100 ou 150 mil toneladas anuais, que deverá entrar em funcionamento nos próximos seis meses, soube o AmbienteOnline.

Este ano, são três os projectos que também deverão arrancar no País. Em Oleiros, está já adjudicada uma central com capacidade para 20 mil toneladas anuais, encontrando-se em fase de adjudicação mais duas instalações em Vila Real (20 000 toneladas por ano) e em Tomar (100 mil toneladas por ano). Considerando que 10 mil toneladas implicarão um investimento de cerca de um milhão de euros, estas três fábricas poderão implicar valores da ordem dos 14 milhões de euros.

A Jungle Power, que conta com a Gesfinu entre os seus accionistas, tem também previstas duas unidades em Lousada (80 mil toneladas por ano) e Mortágua (60 mil toneladas anuais), enquanto que a Pine Wells avançará com uma instalação na Pampilhosa da Serra (80 mil toneladas por ano).

Portal do Ambiente



Bioenergia e Produtos Renováveis para o Futuro Sustentável

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A EPSO - Organização Europeia para as Ciências Vegetais, representante de mais de 140 institutos de investigação e universidades de 25 países europeus, divulgou a declaração de intenções: “Futuro Sustentável para a bioenergia e os produtos renováveis” - ver link em baixo. Foi desta forma que a comunidade científica europeia demonstrou que se considera preparada para enfrentar o desafio colocado pelo aquecimento global.

A necessidade imediata de reduzir a utilização de combustíveis fósseis e a emissão de carbono para a atmosfera, com o objectivo de contrariar as alterações climáticas ao nível global, implica a obtenção de alternativas eficazes. As plantas podem ter um papel fundamental neste campo, pois constituem a maior fonte de substâncias orgânicas do planeta sob diversas formas subaproveitadas, como as matérias-primas para produção de energia e alimento para o gado. Entre elas: a celulose, a hemicelulose, o amido, os lipídos e a lenhina.

Os investigadores europeus pretendem contribuir para a criação de uma bioeconomia sustentável através do aumento da biomassa disponível para a sua conversão em biocombustíveis e materiais renováveis, produzidos segundo sistemas agrícolas sustentáveis ao nível económico e ambiental e com entrada no mercado com preços competitivos.

A EPSO pretende, com a divulgação desta declaração de intenções, chamar a atenção para a necessidade de aumento de conhecimento para tornar mais eficiente a produção sustentável de biomassa, as tecnologias de processamento da biomassa e a sua conversão em bioenergia e biomateriais, e a utilização sustentável dos recursos energéticos e gestão dos impactos ambientais inerentes a esses processos. Aquela instituição destaca ainda a necessidade de promover o melhoramento das plantas com capacidades bioenergéticas, com a prospecção e uso da diversidade genética e a produção de variedades agrícolas com as características mais adequadas para a produção de bioenergia.

Segundo a EPSO, apostar na investigação, como motor para enfrentar estes desafios, contribuirá ainda para o desenvolvimento das comunidades rurais e para a sustentabilidade económica da agricultura e das florestas.

Sendo essencial que o sector das bioenergias e dos biomateriais seja altamente competitivo internacionalmente, outro dos grandes objectivos lançados pela Organização Europeia para as Ciências Vegetais é a abordagem integrada e coordenada por todas as partes envolvidas neste sector, desde a área da agricultura, a gestão florestal, o melhoramento vegetal, a biotecnologia industrial, as engenharias e a investigação em impactos ambientais e económicos.

AgroPortal

EPSO position paper ‘Sustainable Future for Bioenergy and Renewable Products’



Centrais de biomassa podem fracassar
Setembro 25, 2007,
Arquivado como: Energia da Biomassa

A partir dos portos de Aveiro, Figueira da Foz, Sines e Portimão está a ser feita, desde o final de 2006, a exportação de biomassa para países como Itália, Inglaterra ou Bélgica, onde a sua remuneração é mais elevada. A receita obtida chega a ser superior em 40 por cento à que é obtida no mercado interno consumidor de energia.

«É o nosso petróleo verde que estamos a perder e que pode levar ao fracasso do plano para as centrais de biomassa florestal que o Governo lançou a concurso, que precisam de 1,5 milhões de toneladas por ano de biomassa residual», denuncia o director-geral da Sobioen – Soluções de Bioenergia e Biomassa.

De acordo com Paulo Preto dos Santos, este era um problema também sentido por Espanha, mas que já foi resolvido. O Governo espanhol decidiu actualizar em alta a remuneração da electricidade produzida a partir da biomassa. Se anteriormente tinha uma das piores remunerações (cerca de 80 euros por MWh), agora beneficia de uma das melhores da Europa, com valores mínimos de 118 euros por MWh, podendo chegar aos 159 euros por MWh para espécies agrícolas ou silvícolas dedicadas.

Com esta revisão, que entrou em vigor a 1 de Julho, «o país vizinho agravará a tendência da saída de biomassa de Portugal para o exterior, nomeadamente para a própria Espanha, que está agora em condições de pagar substancialmente mais pela biomassa», alerta Preto dos Santos.

Portal Ambiente



Manuel Pinho defende harmonização das tarifas de biomassa
Julho 23, 2007,
Arquivado como: Economia da Energia, Energia da Biomassa

O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, defendeu ontem a necessidade de proceder a uma harmonização europeia das tarifas pagas à biomassa sob pena de se criarem fluxos comerciais que não têm racionalidade económica.

No mesmo sentido, José Honório, administrador da Portucel, salientou que «não faz sentido transportar matéria-prima de um país que a produziu para outro», o que leva a um aumento das emissões de dióxido de carbono, por via do transporte.

(…)
As indústrias representadas pela Confederação Europeia da Indústria Papeleira gerem ou detêm enormes quantidades de biomassa florestal, a qual é utilizada pelas empresas não só como matéria-prima, mas também como fonte de cerca de 50 por cento das suas necessidades energéticas. Para estas indústrias, não pode ser esquecida a posição de referência que ocupam na cadeia de fornecimento de madeira e na capacidade instalada para a geração de energia a partir de biomassa.

Por toda a Europa, cerca de dez milhões de hectares poderão ser afectados para a produção de biomassa de segunda geração, estima José Honório. Para o responsável, a Política Agrícola Comum (PAC) deve direccionar os seus apoios para os agricultores cujas plantações estão disponíveis para a produção de biomassa.

«Em vez de se canalizarem recursos para essas pessoas deixarem as terras sem produzir, as verbas podem ser aplicadas para produzir algo que a sociedade precisa», afirmou à margem da conferência ao AmbienteOnline. Depois da Portucel ter assumido o interesse por Angola para desenvolver a sua actividade, José Honório admitiu ainda que a empresa está a estudar oportunidades ao nível de outros países.

Portal do Ambiente



140 milhões para produzir bioetanol em Idanha-a-Nova

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A multinacional Global Green prepara-se para apresentar à Agência Portuguesa de Investimento (API) o projecto de construção de uma fábrica de produção de bioetanol, a partir de cana-de-açúcar e sorgo sacarino, em Idanha-a-Nova. Além da fábrica, o projecto prevê uma unidade de produção de energia eléctrica, através de biomassa, e um centro de investigação de agricultura científica e tecnológica, numa área de 40 hectares. “Trata-se de um investimento da ordem dos 140 milhões de euros, que será submetido à API como Projecto de Interesse Nacional (PIN)”, disse ao Diário XXI, Luís Manso, investidor da Global Green.
O projecto ainda não foi submetido, porque os accionistas aguardam a conclusão das negociações entre a Câmara de Idanha, Ministério da Agricultura e a empresa Lazer & Floresta para a compra dos terrenos pela autarquia. Segundo Álvaro Rocha, presidente da autarquia, os terrenos para a construção da fábrica e da central eléctrica estão negociados com a empresa. “Sei que o conselho de administração aceitou a nossa proposta e estou à espera que o digam por escrito para fazermos o contrato”, afirmou ao Diário XXI.

Ler mais em Diário XXI



Banif lança fundo de 100 milhões para investir em energias renováveis

A Banif gestão de activos anunciou hoje o lançamento de um fundo especial de investimento que pretende aplicar 100 milhões de euros nas energias renováveis, nomeadamente eólica, biogás, biomassa, biocombustíveis, hídrica, solar, hidrogénio, oceanos/marés e geotermia.

A constituição do fundo foi aprovada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, e terá a designação de New Energy Fund - Fundo Especial de Investimento Fechado. Pretende vir a gerir mais de 100 milhões de euros, tendo como entidades promotoras Fomentinvest SGPS, o Banif Investimento, o BES Investimento e a Climate Change Capital, actuando a Ecoprogresso – Consultores em Ambiente e Desenvolvimento (uma participada da Fomentinvest, SGPS) como consultor de investimentos.

“O fundo adopta uma nova abordagem ao investimento nestes sectores, dado que irá investir quer directamente em capital de empresas, quer indirectamente através de outros veículos de investimento, podendo ainda incluir, a título acessório, activos de carbono como forma de reduzir o crescimento da concentração dos gases de efeito de estufa”, refere o comunicado do banco.

O fundo terá um especial enfoque nos projectos desenvolvidos nos países de língua oficial portuguesa, que representarão mais de 50% da sua carteira.

O New Energy Fund é gerido pela Banif Gestão de Activos S.A., sendo comercializadores o BES Investimento S.A. e o Banif Investimento S.A..

Jornal de Negócios



UE: Sócrates, Barroso e Lula em debate sobre biocombustíveis

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O papel dos biocombustíveis na luta contra as alterações climáticas junta quinta-feira o primeiro-ministro, José Sócrates, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva, em Bruxelas.

A conferência sobre biocombustíveis, organizada pela Comissão Europeia, tem como objectivo lançar o debate sobre o desenvolvimento de um mercado internacional de produção e comércio de combustíveis.

José Sócrates, José Manuel Durão Barroso e Luíz Inácio Lula da Silva irão intervir numa das sessões de trabalho, ao final da manhã de quinta-feira.

Na conferência, que termina na sexta-feira, serão debatidos quatro grandes temas, a começar pelas condições necessárias para a criação de um mercado internacional para os biocombustíveis.

«O ambiente e os biocombustíveis», «Biocombustíveis e países em desenvolvimento», e «Perspectivas de investigação» são os outros três painéis da conferência.

Os biocombustíveis, que podem ser feitos de cana-de-açúcar, milho, óleo de palmeira e outros produtos agrícolas, têm sido vistos por muitos como uma forma mais limpa e barata de abastecer as necessidades energéticas do mundo, sem recorrer aos combustíveis fósseis.

A participação do Presidente brasileiro, Lula da Silva, prende-se com o sucesso que os biocombustíveis têm no seu país, que vai iniciar a exportação de etanol para os Estados Unidos e a Europa.

Actualmente, a produção energética brasileira é uma das mais limpas do mundo, com cerca de 36 por cento de origem renovável, nomeadamente biocombustíveis, bem acima da média mundial de 13,5 por cento, segundo dados da Agência Internacional de Energia.

Em Março, os líderes dos 27 adoptaram, em Conselho Europeu, uma proposta de Durão Barroso de política energética europeia que determina que, até 2020, 20 por cento da energia consumida na União Europeia (UE) seja produzida a partir de fontes renováveis.

Por outro lado, Bruxelas pretende ainda que, até 2010, dez por cento do sector dos transportes da UE utilize biocombustíveis.

Esta medida foi alvo de uma consulta pública que vigorou até 04 de Junho, esperando-se que durante a presidência portuguesa da UE seja apresentada uma proposta concreta.

Estas medidas incluem-se num esforço de combate às alterações climáticas com o objectivo de reduzir em 20 por cento as emissões de dióxido de carbono (CO2) até 2020, em relação ais níveis de 1990.

Este objectivo poderá subir para os 30 por cento de redução se os restantes países industrializados se comprometerem a atingir reduções de emissões comparáveis.

Apesar de haver consenso sobre o facto de os biocombustíveis serem mais limpos que os fósseis (carvão, petróleo e gás), a sua produção não está isenta de críticas.

A Organização das Nações Unidas (ONU), numa posição subscrita por organizações não-governamentais ambientalistas, já alertou para o perigo da desflorestação, como já acontece na Indonésia, para destinar mais terrenos à produção de matéria-prima para o bioetanol e o biofuel.

Por outro lado, a ONU alertou também para o facto de a sua produção generalizada poder provocar uma subida nos preços dos alimentos, como o milho, uma das fontes a partir da qual se pode produzir bioetanol.

Neste sentido, a Comissão Europeia aposta no desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração, produzidos directamente a partir da fracção sólida de biomassa vegetal ou animal.

A biomassa tem como fonte os produtos e resíduos da agricultura (incluindo substâncias vegetais e animais), os resíduos da floresta e das indústrias conexas e a fracção biodegradável dos resíduos industriais e urbanos.

A produção de combustíveis a partir de biomassa vegetal, por exemplo, tem ainda a vantagem de estimular a limpeza das florestas, contribuindo para a prevenção de incêndios.

Diário Digital

Link:International Conference on Biofuels 2007