Energias Renováveis


Energia a partir das ondas estará em pleno funcionamento em 2009
Março 12, 2008,
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A portuguesa Eneólica está a desenvolver ao largo da praia da Almagreira, Peniche, um projecto-piloto de produção de energia a partir das ondas, usando tecnologia pioneira em todo o mundo que está a ser instalada no fundo do mar.

O objectivo é a partir do final de 2009 criar, em Peniche, um grande parque mundial de energia das ondas e entrar numa fase de exploração comercial do projecto com uma potência instalada entre os 50 e os 100 megawatts (MW).

Nessa altura, o investimento ascenderá a cem milhões de euros e colocará Portugal na linha da frente no segmento da produção mundial de energia a partir do movimento das ondas.

“O mar em Portugal tem as melhores condições para o aproveitamento da energia das ondas, dada a ondulação mais ou menos forte e com alguma regularidade”, reconheceu à agência Lusa o administrador da Eneólica, Agostinho Ribeiro, considerando que, no contexto da costa portuguesa, Peniche aparece como sendo “a melhor zona”, por todas estas características da “ondulação de fundo”.

“Se o projecto vier a demonstrar toda a sua viabilidade técnica e financeira, em finais de 2009 estamos em condições de passarmos a projecto comercial”, adiantou, revelando que o objectivo da empresa passa também por “construir um cluster industrial em Peniche”, para a montagem e manutenção de toda a tecnologia.

Agora, os equipamentos são transportados da Finlândia por arrastões até ao Porto de Peniche e montados nos Estaleiros Navais da cidade, para daí serem levados para a Almagreira, onde em Abril de 2007 foi instalada a primeira e única máquina “Wave Roller”, a 20 metros de profundidade e a 500 milhas da praia.

A tecnologia foi criada pela finlandesa AW Energy e, além de Peniche, está a ser testada pelo Centro Europeu de Energia Marítima (Orkney), ao largo do mar da Escócia.

“É a única empresa [em todo o mundo] com tecnologia para o aproveitamento da energia das ondas no fundo do mar”, revelou Agostinho Ribeiro, explicando que, pelo contrário, os mecanismos até aqui existentes no segmento da energia das ondas “aproveitam energia com tecnologias flutuantes à superfície” e revelam-se pouco eficazes em situações de tempestade porque “vêm parar à terra”.

Sabendo à partida que “o fundo do mar é mais tranquilo”, a AW Energy desenvolveu este conceito inovador em todo o mundo, cujo projecto que está agora pela primeira vez a ser testado “não é para aproveitar as ondas à superfície, mas as de fundo, e conciliar as características do fundo do mar, a movimentação das areias e as características da ondulação”.

Através de pás flutuantes que acompanham o movimento das águas, a tecnologia é capaz de captar energia para depois ser transformada em electricidade, como demonstra o protótipo com uma potência de 15 kilowatts (KW) que se encontra em Peniche.

“Até agora a demonstração está a resultar, o projecto está já a produzir energia” que não está ainda a ser debitada para a rede eléctrica. “Já estamos a estender o cabo para terra e queremos estar a injectar energia no prazo de dois meses”, adiantou o responsável, estimando que o investimento é de 50 mil euros.

Todos os movimentos debaixo de água e possíveis avarias nos equipamentos são captados por três câmaras de videovigilância, cujas imagens podem ser visualizadas através da sala de controlo de uma estação que funciona junto à praia da Almagreira. É a partir daí que, no local ou à distância através da internet, uma equipa composta por seis técnicos (portugueses e finlandeses) consegue monitorizar dados- como potência e energia geradas em tempo real- que vão sendo processados em dois computadores.

Dentro de um mês, se as condições do mar assim o permitirem, um segundo equipamento será colocado no fundo do mar. Até ao final deste ano, a Eneólica pretende instalar outros dez, de modo a ficar com uma capacidade de produção de 100 KW, que poderão fornecer electricidade a 20 habitações.

Público



Publicado decreto-lei para exploração de energia das ondas

Decreto-Lei n.º 5/2008 (D.R. n.º 5, Série I de 2008-01-0 8)

No uso da autorização legislativa concedida pela Lei n.º 57/2007, de 31 de Agosto, estabelece o regime jurídico de acesso e exercício da actividade de produção de electricidade a partir da energia das ondas



A força das ondas
Janeiro 7, 2008,
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A produção de electricidade a partir da energia das ondas promete revolucionar conceitos e abrir novas oportunidades de investimento. A Martifer tem consciência disso e sabe que não basta estar entre os projectos pioneiros. O sucesso, num mundo globalizado e com forte apetite pelas novas energias renováveis, não se limita à promoção de projectos geradores de electricidade. Alargar a cadeia de valor pode ajudar a marcar a diferença. É por essa razão que a Martifer adquiriu a Navalria, uma empresa de Aveiro que lhe garantirá os meios para a construção de equipamento para a exploração da energia das ondas. Esta estratégia já tinha sido adoptada para o segmento da energia eólica e os resultados estão à vista. Hoje a Martifer tem não só presença no mercado da promoção de parques eólicos, quer em Portugal, quer além fronteiras, como garantiu a viabilidade destes activos. Cedo descobriu que face à carência de aerogeradores, a alternativa passava pelo investimento na produção destes equipamentos.

Diário Económico



Zona piloto para projectos de energia das ondas privilegia tecnologia Pelamis
Novembro 20, 2007,
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Apesar de o Governo ter aprovado, em Conselho de Ministros, o decreto-lei que estabelece o regime jurídico de acesso e exercício das actividades de produção de energia eléctrica a partir da energia das ondas, essa decisão poderá não ser suficiente para impulsionar esta fonte de energia renovável. «A definição de uma zona-piloto é meritória, no entanto, essa zona tem características de ondulação boas para quando as tecnologias tiverem atingido outra fase de evolução», lembra João Bártolo, presidente da comissão executiva da Generg, empresa que tem atribuída uma potência de 3 MW para a instalação de equipamentos para aproveitamento da energia das ondas.

Situada a oeste de São Pedro de Moel, «para uma fase preliminar a zona piloto definida tem uma ondulação excessivamente forte. Apesar do empenho do Governo, se não forem criadas condições para acolher equipamentos de escalas mais pequenas, corremos o risco de perder a fase de maior criatividade no desenvolvimento das tecnologias. Neste momento há uma sensibilização para esta questão, mas até se passar à criação das condições necessárias ainda vai uma grande diferença».

A solução poderá passar, de acordo com o responsável, por uma «extensão» da legislação. «A criação da zona piloto foi importante para a facilitação do processo. Mas nada disso impede que seja criada outra zona. Se não for encontrada uma solução, provavelmente, apenas a tecnologia Pelamis terá condições para ali se instalar», avisa.

Esta tecnologia vai ser utilizada na instalação do primeiro parque de produção de energia a partir das ondas, situado ao largo da Póvoa do Varzim. A iniciativa da Enersis, que envolve um investimento de nove milhões de euros, será enquadrada na nova legislação.

Portal Ambiente



Governo aprova zona piloto de exploração de energia a partir das ondas
Novembro 12, 2007,
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O ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, anunciou hoje a aprovação de um decreto que estabelece a criação de uma zona piloto a Oeste de São Pedro de Moel, com o objectivo de levar a cabo a produção da energia eléctrica a partir da energia das ondas.

Segundo noticia a agência Lusa, que cita um comunicado do Conselho de Ministros, a zona piloto ficará situada a cerca de 30 metros de profundidade, a Oeste de São Pedro de Moel, perto da Marinha Grande.

Nuno Severiano Teixeira considera que este projecto “é uma aposta que o Governo tem no campo das energias renováveis e que agora dá mais um passo”.

O ministro da defesa acrescentou ainda que se trata “da criação de uma zona piloto, onde, quer do ponto de vista económico quer do ponto de vista científico, poderão desenvolver-se actividades de produção eléctrica a partir das ondas”.

Diário Económico



Iberdrola constrói central de energia das ondas na Escócia
Outubro 1, 2007,
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A eléctrica espanhola Iberdrola obteve autorização para construir uma central de energia das ondas no norte da Escócia. O complexo é constituído por quatro geradores flutuantes com uma potência de três mega watts e envolve um investimento de 14 milhões de euros.

O primeiro-ministro do Governo escocês, Alex Salmond, deu hoje luz verde ao projecto de energia das ondas da filial da Iberdrola, Scottish Power, nas ilhas de Orkney, ao norte da Escócia. A central, que deverá estar concluída em 2008, será formada por quatro geradores flutuantes Pelamis de 160 metros e com uma potência de 750 kW cada.

A central terá uma potência total de três mW e irá fornecer electricidade a duas mil casas.

Jornal de Negócios



Produção de energia eléctrica a partir da energia das ondas
Setembro 10, 2007,
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Lei n.º 57/2007, de 31 de Agosto- Autoriza o Governo a aprovar o regime jurídico de acesso e exercício das actividades de produção de energia eléctrica a partir da energia das ondas.



Artigos de interesse

Deixo aqui os links para 2  artigos no campo das energias alternativas da revista The Economist e que podem ser lidos online.

The great submarine burp
Methane from the oceans could power the world

Scarcity in the midst of surplus
Thanks partly to ethanol from sugar cane, Brazil aims to be an energy superpower. But can it keep its own lights on?



Energia das Ondas
Setembro 1, 2007,
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Nos estaleiros navais de Peniche, uma equipa de 30 elementos está a finalizar a montagem das primeiras três máquinas de 750 kilowatts cada, correspondentes à primeira fase do projecto Okeanós – um investimento de oito milhões e meio de euros do consórcio, que incluiu a portuguesa Enersis, uma empresa de energias renováveis, e o parceiro tecnológico escocês Ocean Power Delivery (OPD), financiado em 15 por cento (1,25 milhões de euros) por apoios públicos, no âmbito do Programa de Incentivo à Modernização da Economia (Prime).

Os três dispositivos vão ser instalados a cinco quilómetros da costa, prevendo-se que até ao final do ano já tenham capacidade para uma produção média anual de sete gigawatts por hora, capaz de suprir as necessidades de mais de 1500 residências, o equivalente a seis mil habitantes.

Em 2008, quando estiver concretizada a segunda fase, conta-se que estejam instaladas 28 máquinas produtoras de 20 megawatts, num investimento que rondará os 70 milhões de euros.

Segundo Richard Yemm, inventor da máquina Pelamis e responsável técnico da OPD, “este é um marco significativo para o mercado das ondas. Vemos esta encomenda como apenas o primeiro passo para o desenvolvimento do potencial português, que pode crescer até mil milhão de euros em dez anos”. Estima-se que em Portugal se poderão instalar dispositivos de conversão capazes de gerar 20 por cento do actual consumo eléctrico.

A perspectiva é que possa ser desenvolvido um parque de aproveitamento com 150 destas máquinas, à volta dos 125 megawatts, potência que pode abastecer de energia vários concelhos do norte do País, onde as ondas são mais fortes. Mas a existência de 250 quilómetros de costa utilizável para o aproveitamento da energia é apontada como uma mais-valia por Martin Shaw, director de projecto da OPD.

No que toca ao Centro de Portugal, o município da Nazaré poderá vir a ter um dos parques de ondas para produção comercial de energia. O executivo camarário manifestou-se interessado em acolher o projecto. Estudos já realizados apontam a Praia do Norte como a localização adequada.

“A construção das futuras máquinas será quase toda feita em Portugal – ao contrário das três que estão a ser montadas em Peniche e que vieram da Escócia – mas o local escolhido para a instalação de uma fábrica ainda não foi decidido”, revelou Martin Shaw.

MERCADO DE 325 MIL MILHÕES

Portugal é um país estratégico na produção de energia a partir das ondas e tem um dos maiores potenciais a nível mundial. De acordo com Max Carcas, director comercial da OPD, o País “goza de um excelente recurso, denso, estável e previsível, não estando sujeito a fenómenos meteorológicos”. Existe um conjunto de localizações potenciais para explorar esta energia na Europa. As mais promissoras são no Reino Unido, Irlanda, França, Espanha, Noruega e Portugal. A instalação de um cluster das ondas abre uma janela de oportunidades para exportações de alta tecnologia. Para Max Carcas, “o Governo foi visionário em ver o potencial de energia de ondas, que complementa a energia eólica, tornando-se Portugal a maior fonte energética do Mundo”. A nível global, estima-se que o mercado em causa valha 325 mil milhões de euros.

COMO FUNCIONA A ENERGIA QUE É RETIRADA DAS MARÉS

Cada máquina Pelamis mede 140 metros de comprimento por 3,5 metros de diâmetro. Pesam 700 toneladas e ficam distanciadas 225 metros umas das outras. Assemelham-se, em termos de design, a cinco carruagens de comboio de alta velocidade, mas sem janelas, flutuando um metro acima do nível da água. O sistema de amarração é composto por uma combinação de flutuadores e pesos que impede os cabos de ficaram completamente sob tensão. Mantém o equipamento em posição mas confere-lhe liberdade suficiente para oscilar de acordo com as ondas incidentes. As secções cilíndricas estão unidas por juntas articuladas onde se encontra um módulo de conversão de energia. Cada junção dos tubos contém um sistema hidráulico. À medida que as ondas passam pelos tubos, estes mexem-se num movimento parecido com o das serpentes (daí as máquinas serem baptizadas de Pelamis, o que significa cobra marinha em grego). A oscilação nas articulações permite accionar geradores de electricidade. Os movimentos induzidos pelas ondas são absorvidos por cilindros hidráulicos, que pressurizam óleo. Acumuladores suavizam o circuito até ao accionamento dos geradores eléctricos que produzem electricidade. A energia obtida desta forma em cada uma das juntas é posteriormente encaminhada para terra, através de um cabo submarino, para uma subestação de interligação com a rede eléctrica.

Correio da Manhã



Grupo Lena e AW-Energy exploram energia das ondas
Agosto 21, 2007,
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A parceira da Eneólica, S.A., a finlandesa AW-Energy Oy, é especializada na comercialização de tecnologia de ponta para a exploração da energia das ondas junto à costa. As duas empresas assumiram o compromisso de financiar uma central com a potência de 1 MW, que será construída durante 2008-2009. Esta central terá como base a tecnologia patenteada WaveRoller, que foi testada com sucesso em Peniche e no Centro Europeu de Energia Marítima em Orkney, na Escócia.

 

Com esta parceria, o Grupo Lena toma mais um importante passo para se assumir como um forte interveniente na área das energias alternativas, capitalizando a sua experiência e conhecimento na construção e na área energética.
Por seu turno, a AW-Energy encontrou um parceiro local com a capacidade e “know-how” necessários para apoiar a construção e manutenção da primeira central de energia das ondas em grande escala.

 

Recorde-se que as condições naturais da costa portuguesa, as tarifas especiais estabelecidas para a energia das ondas e a existência de capacidade tecnológica específica nacional tornam Portugal um país particularmente interessante como base para a demonstração de tecnologias de energia das ondas (incluindo sistemas offshore), sendo de incentivar para isso a constituição de consórcios com participação nacional significativa.

Até 2007-08 está prevista a instalação de cerca de 20-30 MW repartidos por um pequeno número de centrais de coluna de água oscilante em obras de protecção costeira (com potências unitárias de cerca de 0,5-1 MW), e um ou mais conjuntos de sistemas offshore com potências unitárias da ordem de 3-5 MW. Até 2010, e admitindo que as tecnologias actualmente em desenvolvimento (e eventualmente outras) terão então atingido a fase de comercialização, as perspectivas podem exceder 50 MW de potência instalada.

 

As Beiras Online



Artifical Muscle Produces Ocean Power
Agosto 8, 2007,
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Artifical Muscle Produces Ocean Power

Sri_epam_buoySRI International has announced the deployment of a prototype buoy-mounted, ocean wave-powered generator off the coast of Florida in the Tampa Bay. The electroactive polymer artificial muscle (EPAM) technology is used to produce electricity as they bob up and down attached to buoys. The deployment is part of a program sponsored by HYPER DRIVE Corporation, Ltd., a Japanese company focused on development and deployment of wave-powered generators around the world.

 

The wave-powered generators can be deployed on existing ocean buoys that use batteries as their energy source. The new generator utilizes patented electroactive polymer artificial muscle (EPAM) technology, and offers a renewable method to continually power ocean buoys. The bouys will be equipped with instrumentation that allows remote monitoring of the generators output energy as well as wave height and buoy motion.  SRI is working with Artificial Muscle, Inc., an SRI spin-off company and the exclusive licensee of EPAM, in the development of the EPAM components for the wave-powered generators.

Ler mais em The Energy Blog



Eneólica destina mais de 73 milhões para renováveis

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A Eneólica, detida em 80 por cento pelo grupo Lena, tem um investimento previsto superior a 73 milhões de euros para projectos em energias renováveis. A maior fatia destina-se à eólica, para a construção de dois parques eólicos. «Em Maio de 2008 esperamos ter em operação o Parque Eólico de Marvila, no concelho da Batalha, cujas obras se iniciaram no mês de Maio», adiantou ao jornal Água&Ambiente Agostinho Ribeiro, administrador-delegado da Eneólica, que detém os restantes 20 por cento do capital da empresa. A construção está a cargo da Repower que vai instalar seis aerogeradores que totalizam uma potência de 12 MW.

Este investimento de 17,2 milhões de euros é superado pelos 28 milhões previstos para o parque eólico da Serra do Sicó, no concelho de Pombal. O projecto, em parceria com a Térmica Portuguesa, deverá entrar em funcionamento até ao início de 2009. O concurso para a instalação da unidade, que terá uma potência de 20 MW, está a ser disputado pela Repower, Enercon, Suzlon, Duwind e Gamesa.

Além destes dois projectos, a Eneólica tem uma potência de 18 MW atribuída para quatro centros electroprodutores com valência ambiental que irão produzir energia eléctrica a partir da valorização de resíduos.

Beja e Montijo, ambos com seis MW, e Rio Maior e Abrantes, cada um com três MW, são os municípios escolhidos, envolvendo um montante de 40 milhões de euros. Na energia solar, a empresa vai avançar com um projecto-piloto, de 1 MW, no qual aplicará quatro milhões de euros. Igual investimento será destinado para outro projecto-piloto na energia das ondas, em Peniche. Para o efeito, a Eneólica criou uma joint-venture com a empresa finlandesa AW Energy – a Seaner -, da qual vai deter 90 por cento.

Portal Ambiente



Banif lança fundo de 100 milhões para investir em energias renováveis

A Banif gestão de activos anunciou hoje o lançamento de um fundo especial de investimento que pretende aplicar 100 milhões de euros nas energias renováveis, nomeadamente eólica, biogás, biomassa, biocombustíveis, hídrica, solar, hidrogénio, oceanos/marés e geotermia.

A constituição do fundo foi aprovada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, e terá a designação de New Energy Fund - Fundo Especial de Investimento Fechado. Pretende vir a gerir mais de 100 milhões de euros, tendo como entidades promotoras Fomentinvest SGPS, o Banif Investimento, o BES Investimento e a Climate Change Capital, actuando a Ecoprogresso – Consultores em Ambiente e Desenvolvimento (uma participada da Fomentinvest, SGPS) como consultor de investimentos.

“O fundo adopta uma nova abordagem ao investimento nestes sectores, dado que irá investir quer directamente em capital de empresas, quer indirectamente através de outros veículos de investimento, podendo ainda incluir, a título acessório, activos de carbono como forma de reduzir o crescimento da concentração dos gases de efeito de estufa”, refere o comunicado do banco.

O fundo terá um especial enfoque nos projectos desenvolvidos nos países de língua oficial portuguesa, que representarão mais de 50% da sua carteira.

O New Energy Fund é gerido pela Banif Gestão de Activos S.A., sendo comercializadores o BES Investimento S.A. e o Banif Investimento S.A..

Jornal de Negócios



Portugal palco de conferência mundial de engenharia oceânica e energia das ondas

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Engenharia offshore e oceânica, tendo em vista a exploração dos recursos oceânicos, como os hidrocarbonetos e energias renováveis, com o intuito de promover o avanço da ciência, tecnologia e engenharia offshore, oceânica e polar através da cooperação internacional, eis os principais temas da Conferência internacional ISOPE07, que decorre de 1 a 6 de Julho, em Lisboa.
A conferência é organizada pela International Society of Offshore and Polar Engineering (ISOPE), prestigiada sociedade científica norte-americana, e tem como organizadores locais o Instituto Superior Técnico (IST) e o Centro de Energia das Ondas (WavEC), os quais realizam em conjunto um evento internacional que tem lugar anualmente e rotativamente num país da Europa, América e Ásia.

De acordo com o IST, mais de 600 especialistas de 48 países da Europa, América e Ásia estarão em Lisboa para analisar e discutir temas como Energia Eólica Oceânica; Ambiente Polar; Engenharia Geotécnica e GeoAmbiental; Engenharia de Costa; e Terramotos e Engenharia, entre muitos outros.

Mais informação em www.isope.org



Energia a partir das ondas do mar será gerada por bóias submarinas
Junho 28, 2007,
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A empresa AWS Ocean Energy desenvolveu a bóia submarina que retira energia das ondas a 50 metros abaixo da superfície. Segundo a empresa, como o equipamento é inteiramente subaquático, ele não sofre danos causados pelas tempestades como acontece com outros equipamentos que geram energia a partir das ondas, além de não interferir com a navegação.

As primeiras cinco bóias de teste serão ancoradas no fundo do mar no próximo ano, na costa da Escócia. A energia é gerada pela alteração na pressão que as ondas causam ao fazer subir e descer a coluna de água no interior das bóias.

Bóias submarinas

As bóias são ocas e cheias de um gás de alta compressão, que permite que a metade superior da bóia se mova para cima e para baixo. Quando uma onda passa sobre ela, na superfície, a água adicional armazenada no topo da bóia aumenta a pressão da água e a metade superior da bóia é pressionada para baixo.

Quando a onda se vai, a coluna de água é menor, baixando a pressão e fazendo com que a metade superior suba. É esse balanço de sobe-desce que movimenta o gerador no interior da bóia.

Segunda a empresa, a energia elétrica para abastecer uma cidade de 55.000 habitantes precisará de meio quilômetro quadrado de área do fundo do mar, coberta por 100 bóias submarinas.

Jornal do Meio Ambiente (Brasil)