Energias Renováveis


Calor subterrâneo pode se tornar energia alternativa
Agosto 24, 2007,
Arquivado como: Empresas de Energia, Energia Geotérmica

 jeotermal.jpg

Uma empresa suíça e outra australiana estão competindo entre si para ser a primeira a desenvolver uma forma comercial de aproveitamento da energia geotermal. Esse tipo de energia, além de limpa, está disponível em vários locais do mundo e a oferta é milhares de vezes maior do que a demanda atual.
Uma das empresas é a Geopower Basel, sediada na cidade de Basiléia, na Suíça. A outra, a Geodynamics Limited, é baseada em Queensland, na Austrália, mas as perfurações para pesquisa e produção de energia ocorrem na cidade de Innamincka.

Segundo o site de notícias Canoe Cnews, o esforço australiano deverá render uma produção inicial de 40 megawatts de eletricidade já em 2010. Devido a um tremor de terra provocado pelas escavações, os planos suíços foram postergados de 2009 para 2012, quando se espera gerar energia suficiente para dez mil residências.

O conceito é bastante simples. O núcleo da Terra, composto de rochas incandescentes, é extremamente quente. Esse calor pode ser utilizado para transformar água em vapor que, por sua vez, pode ser empregado para mover turbinas para produzir eletricidade. Além de ser barata e renovável, a energia geotermal tem outra vantagem em relação às outras opções de energias alternativas, como a eólica e a solar: os geradores operam ininterruptamente.

A idéia não é nova e nem prerrogativa dos países ricos. Em 2005, a BBC News publicou uma matéria sobre o Kenya, um país africano bastante pobre que está sobre uma das regiões com maior potencial geotérmico do mundo. Mas um dos países mais agraciados com potencial energético geotérmico são os riquíssimos Estados Unidos.

Segundo um estudo do MIT publicado pela agência de notícias CNet aproximadamente 40% de todo o vasto território americano possui condições para a geração de energia geotermal. Se todo esse potencial fosse usado, as usinas geotérmicas produziriam 56 mil vezes mais energia do que os americanos gastam atualmente, com impacto ao meio ambiente próximo a zero.

Um investimento de US$ 800 milhões - baixo, para os padrões americanos - poderia levar à produção de 100 gigawats de energia elétrica até 2050, o equivalente à soma da produção de todas as 104 usinas nucleares em operação nos Estados Unidos. Em termos mundiais, se todo o potencial da Terra fosse usado, a produção de energia seria 250 mil vezes maior do que a demanda.

O site suíço de notícias sncweb.ch, possui um diagrama do processo, bem como um texto explicativo em português. Pode-se acessá-lo pelo link dtmurl.com/bd9.

Maracaju News (Brasil)



Banif lança fundo de 100 milhões para investir em energias renováveis

A Banif gestão de activos anunciou hoje o lançamento de um fundo especial de investimento que pretende aplicar 100 milhões de euros nas energias renováveis, nomeadamente eólica, biogás, biomassa, biocombustíveis, hídrica, solar, hidrogénio, oceanos/marés e geotermia.

A constituição do fundo foi aprovada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, e terá a designação de New Energy Fund - Fundo Especial de Investimento Fechado. Pretende vir a gerir mais de 100 milhões de euros, tendo como entidades promotoras Fomentinvest SGPS, o Banif Investimento, o BES Investimento e a Climate Change Capital, actuando a Ecoprogresso – Consultores em Ambiente e Desenvolvimento (uma participada da Fomentinvest, SGPS) como consultor de investimentos.

“O fundo adopta uma nova abordagem ao investimento nestes sectores, dado que irá investir quer directamente em capital de empresas, quer indirectamente através de outros veículos de investimento, podendo ainda incluir, a título acessório, activos de carbono como forma de reduzir o crescimento da concentração dos gases de efeito de estufa”, refere o comunicado do banco.

O fundo terá um especial enfoque nos projectos desenvolvidos nos países de língua oficial portuguesa, que representarão mais de 50% da sua carteira.

O New Energy Fund é gerido pela Banif Gestão de Activos S.A., sendo comercializadores o BES Investimento S.A. e o Banif Investimento S.A..

Jornal de Negócios