Energias Renováveis


Geólogos defendem estudo nacional sobre energia nuclear
Outubro 12, 2007,
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A Associação portuguesa de Geólogos defendeu hoje a realização de um estudo geológico do país antes de ser tomada qualquer decisão sobre a energia nuclear em Portugal.

Para o presidente da associação, Fernando Noronha, «qualquer opção sobre esta matéria deverá ser precedida obrigatoriamente de um estudo do contexto geológico do país».

Em declarações à Lusa, Fernando Noronha sublinhou que a associação não pretende tomar qualquer medida pró ou contra o nuclear.

«O que se pretende é dizer que qualquer decisão sobre instalar uma central ou um depósito de resíduos nucleares tem de ser precedida de um estudo conclusivo do contexto geológico», afirmou.

O especialista defendeu que compete ao Estado criar uma comissão composta por geólogos e outros técnicos para realizar esse trabalho cuja finalidade será apurar se existe ou não um local favorável para um projecto nuclear, nomeadamente ao nível do risco sísmico.

Apesar de o Governo ter definido as energias hídrica, solar e eólica como a estratégia para o futuro e garantido que o nuclear não está sobre a mesa, o assunto tem estado presente, sobretudo junto à fronteira transmontana.

Patrick Monteiro de Barros, empresário ligado ao sector energético, sondou há pouco mais de um ano os autarcas transmontanos sobre a receptividade à possibilidade de instalação de uma central nuclear na zona do Douro Internacional.

A iniciativa mereceu a rejeição unânime dos autarcas locais e o assunto parece ter morrido publicamente depois dos primeiros contactos.

O Douro Internacional tem convivido com o fantasma do nuclear há mais de duas décadas, sobretudo no lado espanhol da fronteira.

Desde os anos 80 que de Espanha surgem intenções de instalar uma central nuclear na zona de Sayago e também uma instalação piloto para armazenamento terminal de resíduos radioactivos de alta actividade em Aldeadávila.

As intenções espanholas têm merecido a oposição das populações em ambos os lados da fronteira, a que se associam os geólogos, para quem «o Douro Internacional, que tem sido o mais apetecível para o nuclear, é a zona mais desfavorável».

A posição tem sido sustentada com estudos espanhóis corroborados por três geólogos portugueses, António Ribeiro, Fernando Barriga e João Cabral, que elaboraram um documento sobre a problemática, em que defendem a medida subscrita pela associação da classe do estudo geológico do país.

No documento, os três académicos portugueses citam trabalhos realizados ao longo do tempo sobre esta zona, que demonstram a perigosidade sísmica e as consequências na segurança de um projecto nuclear.

O Douro Internacional, segundo os especialistas, encontra-se numa área altamente fracturada e com registos sísmicos recentes.

De acordo com os investigadores, a actividade sísmica tende a aumentar com o «fecho» do Mediterrâneo, resultado da junção das placas ibérica e africana.

O Nordeste Transmontano, banhado pelo Douro Internacional, guarda também a falha sísmica da Vilariça, que os geólogos acreditam poder vir a ter um movimento mais brusco.

Os geólogos lembram que as regras de segurança internacionais proíbem a instalação de infraestruturas nucleares em sítios com estas características.

Ainda segundo este trabalho, o único acidente numa central nuclear provocado por um sismo ocorreu recentemente no Japão.

O tremor de terra, com magnitude de 6,6, afectou a central nuclear de Kashiwasaki-Kariwa, na região de Niigata, provocando um incêndio e libertação de água com material radioactivo na central nuclear e danos em barris com resíduos radioactivos.

Diário Digital



EUA defendem que Portugal deve apostar na energia nuclear
Setembro 13, 2007,
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O conselheiro da Casa Branca para o Ambiente James Connaughton defendeu hoje que Portugal deve apostar na energia nuclear, considerando que é um dos países com maiores capacidades para produzir energia totalmente limpa.

«Não sei o suficiente sobre a situação política portuguesa, mas vou falar sobre políticas energéticas. Os portugueses são inteligentes, são bem treinados, têm engenheiros altamente qualificados e vivem, de uma forma relativa, numa parte muito segura do mundo. Logo, Portugal tem certamente capacidade para usar o nuclear como parte da sua escolha energética», afirmou em entrevista à agência Lusa James Connaughton.

O conselheiro da Casa Branca para o Ambiente e o representante dos Estados Unidos junto da União Europeia estão hoje em Portugal para promover as ideias dos EUA no que respeita às políticas de combate às alterações climáticas e à energia.

Na entrevista dada à Lusa, James Connaughton sublinhou a capacidade de Portugal em produzir energia com «zero» emissões poluentes: «Quando olho para um país como Portugal, vejo que tem uma das maiores capacidades de usar energia com zero emissões, numa proporção rara em comparação com a maior parte dos países. Espero que os líderes portugueses olhem para as opções e as persigam em benefício de Portugal e do mundo».

Além do nuclear, o responsável da Casa Branca realçou também a aptidão do país para produzir energias renováveis, como a hídrica, solar ou eólica.

De uma forma global, Connaughton defendeu que o nuclear deve ser usado por todos os países que tenham capacidade tecnológica e uma forma de a produzir de um modo seguro.

«A energia nuclear é a única fonte capaz de produzir energia a baixo custo e que consegue sustentar cidades inteiras sem emissões. Não conseguimos fazer progressos ao nível energético e ao nível das alterações climáticas se não usarmos muito mais energia nuclear ao nível global», sustentou.

Diário Digital 



EUA e Austrália vão cooperar na área da energia nuclear
Setembro 5, 2007,
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A Austrália e os EUA anunciaram hoje que vão reforçar a sua cooperação na área de energia nuclear para combater as alterações climáticas e expressaram o seu interesse em encontrar uma alternativa para o Protocolo de Quioto que inclua «todas» as grandes economias.

O primeiro-ministro australiano, John Howard, e o presidente norte-americano, George W. Bush, também apoiaram a Aliança Global para a Energia Nuclear (GNEP), uma iniciativa multilateral comandada pelos EUA para promover a energia nuclear não poluente em todo o mundo.

O acordo foi fechado durante a cimeira do Fórum de Cooperação Económica Ásia Pacífico (Apec) realizado esta semana, em Sydney.

Em conferência de imprensa, Bush qualificou de «lenda urbana e absurda» a ideia de que não se preocupa com o meio ambiente, só por causa da sua oposição ao Protocolo de Quioto. O acordo foi ratificado por 166 países, em 1997, para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa.

Os governos australiano e norte-americano recusam-se a ratificar o pacto devido à ausência de grandes países em desenvolvimento, como a China, o segundo país mais poluente do planeta, depois dos EUA.

Howard sugeriu a assinatura do pacto com os EUA durante a reunião do Apec para melhorar a eficiência energética em 25% até 2030. Mas a proposta recebeu duras críticas do grupo ambientalista Greenpeace, por não estabelecer metas com carácter obrigatório para os membros do Fórum.

Segundo o Greenpeace, que obteve uma minuta do texto, o documento foi criado com o objectivo de satisfazer a Austrália e os Estados Unidos.

«O alvo seria aplicável à região do Apec em conjunto e não se traduziria em metas específicas para cada uma das economias do grupo, não seria obrigatório em termos legais e poderia ser modificado se as circunstâncias mudassem», diz o Greenpeace sobre a proposta.

Para os ambientalistas, a iniciativa é contrária aos interesses dos 21 países-membros do Apec.

Diário Digital 



Alterações Climáticas: A energia nuclear é a solução para o presente?
Agosto 10, 2007,
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via G3nergy