Acordo entre Galp e Petrobas prevê fábricas em Angola e Moçambique

O negócio em causa (à margem da cimeira União Europeia [UE] – Brasil, realizada na última quarta-feira, em Lisboa), viabiliza o memorando de entendimento, celebrado entre as duas empresas, em Maio passado, que preconizou, num primeiro momento, estudos de viabilidade técnica, económica e financeira no nordeste brasileiro – região do Brasil, que a par de Angola e Moçambique, conforme apurou o SOL, será uma das áreas da construção das fábricas de biocombustíveis.

«Ainda não definimos o local, em rigor, mas privilegiaremos os lugares mais desfavorecidos de cada país, para gerar postos de trabalho e contribuir, também, para a redução da miséria», garante Ildo Sauer, director de gás e energia da Petrobras.

Esta parceria resgata um velho compromisso português de cooperar com o Brasil e África, colocando a estratégia económica num eixo com a Europa. Ildo Sauer analisa: «Portugal será dos primeiros países da UE a conseguir manter uma estrutura sustentável de colocar 15% da procura de biocombustíveis, agindo como intermediário no negócio com a Europa», confessando, ainda, que a produção de biodiesel prevista para 2008 gera disponibilidade para exportação quase que imediata.

O reforço deste termo de compromisso prevê a exportação de óleo vegetal e biodiesel para Portugal –, que serão refinados nas unidades da Galp de Sines e Porto – e permitirá suprir as necessidades do mercado português para cumprir o objectivo do Governo de adicionar 10% de biocombustível nos combustíveis rodoviários até 2010, contribuindo, desta forma para a redução de emissão de gases de efeito de estufa.

As duas empresas, que assinaram esta semana o termo de compromisso que prevê criar um consórcio de produção e distribuição anual de 600 mil toneladas de biodiesel para Portugal e Europa, vai começar a comercialização em 2010, num investimento estimado em 200 milhões de euros. «BrasGalp é um nome provável pensado para a empresa», revela Ildo Sauer.

As cerca de 300 mil toneladas de biocombustível anuais (proveniente de milho, amendoim, soja, algodão e até, provavelmente, jathropa – planta oleaginosa não comestível de crescimento rápido), será destinado ao mercado português.

stima-se que Portugal necessite de cerca de 700 milhões de litros anuais de biocombustíveis para cumprir as metas recomendadas por Bruxelas.

Sol 

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One comment

  1. O Brasil hoje apesar de ser um dos maiores produtoresde biodiesel do mundo, deve sempre investir em arcerias afinal ainda está em pesquisa que tipo de vegetal deverá ser utilizado comercialmente para a produção do Biodiesel, apesar dos populares óleos de Soja, milho e etc, ainda se estuda plantas mais viaveis como o pinhão manso, a palma e a própria Jathropa, dentre outras, lembro também e em minha umilde opinião, não serão as plantas no solo mas sim as algas e microalgas o futuro do Biodiesel mundial.
    Leandro Camara Soares, consultor em Biocombustiveis.
    meganetuno@hotmail.com

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