Energia recebe em novos projectos 10% do PIB

O sector da energia vai receber até 2012 investimentos estimados em 14 mil milhões de euros e assistir à criação de cerca de 65 mil empregos. As renováveis – sobretudo as novas barragens e a energia eólica – e a refinação valem a “fatia de leão” deste esforço, que vale, a preços actuais, cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e mais do que os projectos do novo aeroporto (3,1 mil milhões) e alta velocidade ferroviária (8,8 mil milhões).

Só em novas barragens e no reforço da capacidade das actuais estão previstos investimentos de 2,7 mil milhões e a criação de cerca de 10 mil postos de trabalho, essencialmente na fase de construção. Com a aposta nas hidroeléctricas, o Governo quer aproveitar 70% do potencial hídrico nacional até 2012, face aos 46% actuais. Os projectos – incluindo a localização de cinco novas grandes barragens – serão conhecidos com detalhe ainda este mês.

 

Depois das hídricas, é nas eólicas que se espera maior investimento, sobretudo por via dos consórcios liderados pela EDP e Galp Energia. No da EDP, vão ser lançados 1200 megawatts (MW), que vão custar 1,7 mil milhões de euros e criar 7300 empregos. A proposta da Galp para 400 MW implica um investimento de 500 milhões e 1300 empregos.

Ainda nas renováveis, há vários projectos em curso ou prestes a ser lançados (ver ao lado) na área da energia fotovoltaica, com quase 600 milhões de euros na calha, no biodiesel (cerca de 350 milhões) e microgeração, cujo quadro legal está em vias de ser definido. A biomassa, com 15 centrais a concurso, cria 500 milhões de investimento e 500 empregos.

 

Já na energia das ondas – ainda em fase experimental – os investimentos podem atingir 1,1 mil milhões de euros e criar 40 mil empregos, segundo a empresa promotora (Enersis).

 

Refinação a todo o gás

Fora das renováveis, é na refinação que estão previstos mais investimentos, por parte da Galp (1,4 mil milhões), estando também em fase de lançamento projectos na petroquímica orçados em quase 850 milhões de euros.

As novas centrais a gás natural vão gerar investimentos de 1,6 mil milhões (distribuídos pela EDP, Galp, Iberdrola e Tejo Energia) e criar, sobretudo durante a fase de construção das quatro novas centrais, mais de dois mil empregos.

Também no reforço das redes – de transporte de electricidade e gás – estão previstos investimentos de 1,6 mil milhões, dos quais 330 milhões nas redes de gás.

Jornal de Notícias

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