Grupo Global Green questiona atraso do Governo em licenciar investimento

Um investimento previsto para o concelho de Idanha-a-Nova, que pode ascender a 140 milhões de euros e dar emprego a cinco mil pessoas, está emperrado “burocracias”, queixa-se Ashok Hansraj, administrador da Global Green em Portugal.
A empresa quer abrir a primeira fábrica europeia de bioetanol a partir de cana do açúcar, tendo acoplada uma central de biomassa para produção de energia com os resíduos da fábrica e a criação de um centro de investigação para aplicações daquela combustível alternativo (por exemplo, para plástico 100 por cento reciclável).
“É o primeiro projecto a instalar-se perto dos produtores e cujas plantações de cana de açúcar fazem um sequestro muito eficaz de CO2”, realçou Ashok Hansraj, na sexta-feira, durante a assinatura de um protocolo de colaboração com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). “Daqui a um ano era importante que estivéssemos a fazer o balanço da cooperação”, realçou Ana Vaz, presidente do IPCB.
Ashok Hansraj garante que a Global Green tem todos os projectos prontos para avançar com o investimento, mas há burocracias por parte do Governo que tardam em ser resolvidas.

SILÊNCIO DURA HÁ MESES

Falta de legislação aplicável, atraso na atribuição de licenças, nos estudos por parte de entidades públicas e indefinição quanto aos terrenos a utilizar, são algumas das situçaões que levam aquele responsável a concluir que “as coisas não estão acontecer à velocidade desejada nesta área”.
A Câmara de Idanha-a-Nova apoia a instalação do projecto no concelho com a disponibilização de terrenos. Há meses fez uma proposta de aquisição de terrenos ao Ministério da Agricultura para instalar o investimento, “mas não houve resposta”, refere Álvaro Rocha, presidente da autarquia. “Se não responderem, já estamos em contacto com privados para instalar o projecto noutro espaço alternativo”, concluiu.

Situação difícil de compreender

“Já houve tempo para desbloquear tudo”
“No nosso caso concreto, é preciso envolver os ministérios do Ambiente, Agricultura, Economia e Inovação e ainda Transportes. Já conhecem o projecto e já houve tempo para desbloquear todas as burocracias”, garante Ashok Hansraj. “O atraso não deverá por em causa o investimento, mas certamente a supremacia que Portugal podia ter. Este projecto baseado na cana de açúcar é inovador e temos várias pressões para avançar noutros países”, conclui.
Ashok Hansraj escusa-se a apontar um prazo para a resolução do impasse. “Temos tido paciência e estamos de boa fé. Ou o Governo ainda não se apercebeu da importância deste projecto ou há algo que não consigo compreender”, concluiu.

Diário XXI

One comment

  1. Foi noticia nos jornais nacionais a implantação de uma fábrica de prdução de etanol extraido da cana do açucar em Idanha-a-Nova, devido ao facto do aproveitamento das terras de cultivo do tabaco, agora em extinção. O meu contacto deve-se ao facto de possuir algumas terras limpas e essa situação captou a minha coriosidade em saber se já se produz cana do açucar em Portugal, se pode ser cultivada na região Oeste, se sim, qual o métudo de cultivo etc… Gostava de receber informação total sobre este tema.
    Muito obrigado

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