EDP avalia novos alvos no estrangeiro

António Mexia reuniu ontem com o conselho geral e de supervisão para apresentar a nova estratégia para a EDP, em que reiterou o desafio internacional para a eléctrica. Essa estratégia pode passar por aquisições ou outras opções, mas a gestão não quer repetir o ciclo de compras muito caras do passado.

Em causa estão pequenas oportunidades, sobretudo face à dimensão do negócio feito com a compra da norte-americana Horizon. Sem comentar investimentos específicos, o CEO da EDP afirmou ontem ao Diário Económico que a EDP “fará investimentos em qualquer aquisição que represente rentabilidade”.

Desta forma, a eléctrica portuguesa solidifica a estratégia apresentada ao mercado: aumentar o valor da EDP para os seus accionistas.

Os analistas contactados acreditam que as novas compras poderão incidir no mercado europeu das renováveis, como a Bélgica e a França. O interesse no Reino Unido também já foi referido pela EDP. Mas salientam que qualquer decisão ficará dependente da capacidade da empresa contrair mais dívida depois do investimento de 2,2 mil milhões de euros na compra da empresa de energia éolica americana.

A eléctrica nacional também já referiu a energia solar como uma área estratégica. No final de Março, quando a eléctrica nacional concretizou a compra da norte-americana Horizon, Mexia referia a energia solar como a “etapa seguinte”. “Numa primeira fase, apostámos nas eólicas no nosso mercado natural – Portugal e Espanha, agora entramos noutro campeonato. Numa terceira fase queremos apostar na energia solar”, anunciou o CEO da EDP.

Mas a entrada nos EUA, com uma quota de mercado de 9% e uma capacidade prevista até ao final do ano de 1.600MW, representou uma oportunidade global no continente americano, o mercado com maior potencial de crescimento em energia eólica. O México poderá ser outro dos próximos passos da eléctrica nacional e a Horizon seria a plataforma de lançamento.

A equipa da Horizon, liderada por Martins da Costa, também responsável pelas Energias do Brasil (detida a 60% pela EDP), está já a estudar este mercado e a procurar parceiros locais.

A EDP pode ainda apostar no negócio do gás em território americano.

O investimento em renováveis tem sido assumido como um dos principais objectivos do plano estratégico da EDP, que já é a número quatro no ‘ranking’ mundial das eólicas. Dos 11,2 mil milhões de euros previstos para investir até 2010, 60% são para as eólicas, tanto nos Estados Unidos como na Europa. É neste sentido que a eléctrica está a criar a EDP Renováveis, uma holding que suportará todos os activos, incluindo a NEO, subsidiária para as renováveis na Península Ibérica, e claro, a Horizon.

Diário Económico

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