Dinamarca: Fábrica produz biocombustíveis de gordura animal

A fábrica, com capacidade para produzir até 55 milhões de litros, está a funcionar desde 2008 e abastece desde há seis meses os postos de gasóleo de Aarhus, a segunda cidade dinamarquesa.

«Não tivemos queixas até agora», garantiu o director da Daka Biodiesel, Kjaer Andreasen, numa visita de jornalistas à fábrica.

Normalmente tratados como resíduos, os sub-produtos animais têm sido, na Dinamarca, encaminhados para outros destinos que não o lixo, apesar de a crise das vacas loucas ter travado o aproveitamento como farinhas alimentares.

Dois terços das 600 mil toneladas de matéria-prima deste tipo geradas anualmente na Dinamarca são processados para usos não-animais, como produção de fertilizantes, ou queimados para produzir calor.

Destes dois terços, 50 mil toneladas estão a ser usadas com fins energéticos.

«A gordura animal já tinha sido usada como combustível em tempos mais antigos. Porque não processá-la e usá-la em carros?», questionou Kjaer Andreasen.

O director da Daka explicou que a gordura animal é semelhante à vegetal e que as misturas do biodiesel têm sido bem sucedidas.

Os regulamentos europeus já permitem uma incorporação de 7 por cento de biodiesel no gasóleo, mas a Daka foi mais longe e está a testar misturas com um standard de emissões semelhante aos carros eléctricos, como a B18 (18 por cento de biodiesel) e B30 (30 por cento).

Em Aahrus, os carros a gasóleo são abastecidos com a B5 e em 2012 todas as cidades dinamarquesas terão postos de abastecimento de biodiesel. Ainda assim, o biodiesel com base em gordura animal não será suficiente para atingir os 5,75 por cento de quota de biocombustíveis que a União Europeia quer implementar a partir de 2010.

Segundo Kjaer Andreasen, o sobrecusto associado ao biodiesel (correspondente a uma incorporação de 7 por cento) é de apenas um cêntimo por litro.

Mas se o combustível usado for 100 por cento bio, pode custar 8 a 15 euros mais do que um litro de gasóleo normal.

Ainda assim, o aproveitamento de sub-produtos animais para produzir biocombustíveis apresenta vantagens significativas face à utilização de óleos vegetais, adiantou o mesmo responsável.

Redução de emissões de dióxido de carbono, melhor desempenho dos motores e baixo consumo de água no processo produtivo foram alguns dos benefícios que enumerou, aos quais se junta obviamente o impacto nulo no disponibilização e preço dos alimentos, ao contrário do que acontece com as culturas energéticas.

Kjaer Andreasen acredita que o biodiesel de base animal tem grande potencial e sublinhou que existem outros países a usar esta tecnologia como a Escócia, a Alemanha e a Espanha.

«Trocamos experiência e know-how [com estas fábricas]. Se trabalharmos todos juntos podemos ser um player interessante no mercado energético europeu e conseguiremos atingir provavelmente uma produção de 500 mil toneladas», declarou o director da Daka.

Diário Digital

One comment

  1. Olá, gostaria de saber se aceitam a troca de links favoritos com o meu blog http://essetalmeioambiente.wordpress.com/

    aguardo resposta.
    abs

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