Explorar energia no mar a partir do vento

O oceano representa o recurso mais extenso do planeta, que pode ser aproveitado em termos energéticos não apenas quando as ondas rebentam na costa. A exploração da energia eólica offshore, em alto mar, pode ser um importante contributo para o cumprimento das metas comunitárias de incorporação de fontes renováveis na produção e electricidade. Segundo a Associação Europeia da Energia Eólica, o desenvolvimento de cerca de 5 por cento da área do Mar do Norte permitiria à energia eólica offshore abastecer quase um quarto das necessidades eléctricas da União Europeia. No entanto, há ainda vários obstáculos tecnológicos a ultrapassar.

No caso de Portugal, «existe um potencial eólico tecnicamente sustentável entre 2500 MW e 3500 MW», garante Ana Estanqueiro, investigadora do Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI). Mas este potencial depende da evolução tecnológica das fundações para profundidades entre 20 e 40 metros, devido à configuração da costa portuguesa. «O País não tem as melhores condições para a eólica offshore, porque a costa afunda abruptamente. Os parques têm de estar a 10 ou 15 Km da costa para não serem visíveis, e têm de ser colocados a profundidades com o máximo de 40 metros», explica António Vidigal, CEO da EDP Inovação.

Ambiente Online

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