Renováveis permitem poupar mais de 15 mil milhões de euros até 2015

A aposta nacional nas energias renováveis poderá traduzir-se numa poupança acumulada, de 2005 a 2015, de 13,1 mil milhões de euros, relativa apenas às importações de energia eléctrica e combustíveis fósseis. A este valor, somam-se as poupanças associadas à redução de emissões de dióxido de carbono (CO2), na ordem dos 2,2 mil milhões de euros. No total, Portugal pode poupar através das renováveis mais de 15 mil milhões de euros até 2015.

Segundo o estudo “Impacto Macroeconómico do Sector das Energias em Portugal”, apresentado esta quinta-feira pela Deloitte e pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren), o sector permitiu poupar, só em 2008, 1270 milhões de euros em importações de electricidade.

Ao nível ambiental, a produção de energia eléctrica a partir de fontes de energia renovável (FER) permitiu evitar, em 2008, a emissão de 9 milhões de toneladas de CO2. «Tendo em conta o crescimento previsto entre 2008 e 2015, estima-se que em 2015 a produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis permita diminuir a emissão de CO2 em cerca de 17 milhões de toneladas, que corresponderão a uma poupança anual de 430 milhões de euros», lê-se no documento.

No que toca ao impacte na criação de riqueza no País, em 2008, o sector das energias renováveis foi responsável por 1,3 por cento do PIB nacional (1100 milhões de euros), sendo os principais responsáveis a energia hídrica e eólica, que representaram cerca de 590 milhões (54 por cento) e 380 milhões (35 por cento), respectivamente. Estes valores deverão quase duplicar até 2015, ano em que as renováveis deverão originar 2,4 por cento do PIB (4 mil milhões), segundo o estudo.

Em relação ao emprego gerado, a análise demonstra que foram criados directamente pelo sector 2400 postos de trabalho no ano passado. Estima-se que em 2015 as energias renováveis dêem emprego a cerca de 5800 trabalhadores, o que corresponde a um crescimento de 140 por cento entre 2008 e 2015. Se forem contabilizados os empregos indirectos – ao nível da construção e serviços – o número ascende a 60 800 postos de trabalho, o equivalente a 6 por cento do desemprego actual.

Evolução de 10 por cento ao ano

O estudo teve em conta a análise da conjuntura económica, as previsões do Governo sobre o sector e as estimativas traçadas pelas empresas de energias renováveis. Ainda assim, as conclusões têm por base cenários «conservadores», sem considerar oscilações do preço do petróleo, explica António Sá da Costa, presidente da Apren.

Por isso, a evolução, que tem sido de 10 por cento ao ano, poderá ser ainda maior, especialmente quando começarem a dar frutos os projectos de grandes hídricas, em construção ou projectadas, que entrarão em funcionamento depois de 2015, bem como a instalação de mais 1500 MW de energia solar recentemente anunciada pelo Governo.

O presidente da Apren diz ainda que Portugal pode reduzir a dependência energética face ao exterior dos actuais 85 por cento para 75 por cento em 2020, se todos os projectos planeados e resultados em curso se cumprirem – entre barragens, parques eólicos, biomassa e geotermia -, passando de uma produção de renováveis de cerca de 43 para 70 por cento.

Ambiente Online

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: