Plano Novas Energias reduz défice e cria emprego

O Plano Novas Energias pretende reduzir a factura das importações energéticas portuguesas em cerca de 2000 milhões de euros e criar 120 mil postos de trabalho até 2020, afirmou o Primeiro-Ministro José Sócrates na apresentação das linhas de força que orientam esta estratégia, em Lisboa.

O Plano tem como metas reduzir a dependência energética de Portugal para 74% (o equivalente a 31% da energia final), cumprir os acordos de combate às alterações climáticas, de forma a que 60% da electricidade seja produzida por fontes renováveis, reduzir em 25% o saldo importador energético com a energia produzida a partir de fontes endógenas. Os eixos principais são o automóvel eléctrico, as energias renováveis e a eficiência energética.

O PM reiterou que «Portugal não vai aceitar ficar para trás perante uma revolução que está em marcha no mundo», acrescentando que o Governo «tem uma orientação clara e sabe quais as metas a atingir». Mas «temos que nos atirar ao trabalho e rapidamente», porque «há muita gente à espera de emprego, muitas empresas à espera de oportunidades e o País espera por resultados neste domínio da energia. Se olharmos para os últimos cinco anos, percebemos que Portugal tem condições para fazer mudanças em pouco tempo, basta saber para onde ir, basta ter uma orientação firme e basta haver da parte do Estado políticas claras, que não recuam perante as controvérsias, que não se atemorizam perante as críticas», declarou José Sócrates.

O Chefe do Governo anunciou igualmente que o Plano Novas Energias será aprovado no Conselho de Ministros de 18 de Março, tal como o aumento da potência da energia eólica em 400 megawatts, um investimento de cerca de 400 milhões de euros. «É uma aposta nas energias renováveis. Sabemos exactamente o que há para fazer nas energias eólica, hídrica e solar. Queremos desenvolver todas as oportunidades para que a prazo, naturalmente em função das diferentes experiências, a melhor tecnologia se afirme», acrescentou.

O Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento sublinhou que «existe uma dimensão que torna esta estratégia um verdadeiro imperativo, que é a importância que o défice energético tem no défice externo, aquele que será provavelmente o maior bloqueio à nossa capacidade de crescer mais e crescer melhor». «Se existe limitação estrutural relevante nos dias de hoje para o crescimento da economia portuguesa é a persistência e o carácter estrutural do défice externo na balança de bens e serviços».

O documento prevê que em 2020 Portugal produza – com recursos próprios renováveis – o equivalente a 60 milhões de barris anuais de petróleo, pelo que Vieira da Silva referiu que «a estratégia permitirá – numa estimativa muito prudente – uma redução muito significativa, em cerca de um quarto, no défice externo de bens e serviços energéticos». «O défice na balança de produtos energéticos atingiu nos últimos anos um valor sempre acima dos 4,5% do PIB», recordou o Ministro, pelo que «reduzir de forma significativa este défice significa tão só libertar a capacidade de crescimento da economia portuguesa e libertá-la no bom sentido».

O Plano, que deverá criar cerca de 120 mil novos postos de trabalho até 2020, «tem uma excelente relação custo/benefício», «tem uma matriz de investimento privado» e tem por base «experiências bem sucedidas», bem como «empenhamento e compromisso», que são demonstrados pelas presenças do Primeiro-Ministro, do Ministro da Economia, da Ministra do Ambiente e dos representantes das associações empresariais do sector.

O Secretário de Estado da Energia e da Inovação, Carlos Zorrinho, referiu que área das energias renováveis deverá vir a representar 1,7% do Produto Interno Bruto em 2020, quando actualmente é de 0,8%. Até 2020, o Governo quer assegurar 8600 megawatts (MW) de potência hídrica e relançar o plano de mini-hídricas, bem como atingir os 1500 MW de potência instalada no solar.

A execução da rede de automóveis eléctricos, a redução do consumo dos combustíveis fosseis em 10% e a cobertura de 50% das habitações por redes inteligentes até 2020, são os principais objectivos em termos de eficiência energética. Prevê-se ainda o reforço das interligações a Espanha e ao resto da Europa, para poder reforçar a exportação de energia eléctrica que se iniciou no final de 2009. Finalmente, vai ser criado um fundo de equilíbrio tarifário para absorver o impacto de um eventual choque petrolífero.

Portugal.gov.p
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